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Daí também eu preciso ficar um pouco só, me afastar de algumas pessoas. Preciso me renovar de alguma forma.
É triste, muito triste essa sensação de não ser nada, não pertencer a lugar nenhum e não ser de ninguém.
Em vez disso, teatralmente, sorri de forma educada e continuei a comer. Não queria demonstrar que estava tudo fora do lugar, que eu estava mal com tudo aquilo. Não queria que ele tivesse pena de mim.
E foi aí que eu o vi. Num canto, no meio da multidão. Tinha a beleza de uns olhos perturbadores, uma agonia. Me apaixonei por aquele caos.
Parte de mim, a mais forte, queria gritar diante aos olhos dele que eu não aguentava essa distância. Eu queria fazê-lo sentir o mesmo desespero que eu sentia. A outra parte, a mais estúpida, queria que eu me calasse como eu sempre fiz.
Daí depois de vários dias seguidos, acreditando e vivendo para isso, tive certeza que eu estava enlouquecendo.
E fiquei mais magro. Mais até do que jamais se tinha visto, e cansado também. Havia pequenas rugas se estendendo desde os cantos dos meus olhos até o alto da testa. Mal saía de casa, era tudo interno. Eu já havia desistido de mim.
Mas, em algum lugar, éramos eternos. De alguma forma, ainda que temeroso, algo em meu coração dizia que tudo voltava ao seu devido lugar. E voltava.
Decorar as cores mais curiosas que estão escondidas sob tua retina. Dedilhar devagarzinho tua barba até encontrar aquilo que mais há de bonito em teu rosto. Eu enxergo beleza na parte mais triste e sofrida que puder existir em você e que ninguém vê. Há beleza na tristeza, tu me dizia em meio a sussurros. Há beleza no amor, eu te disse entre os afagos confusos.
Pensei numa festa bem bonita, cheia de gente nos desejando as mais belas felicitações. Planejei que fosse tudo num gramado, um lugar onde fosse possível mostrar nosso mundo repleto de cores. Pensei também em uns retratos que fossem além do simples desejo de guardar no álbum. Depois poderíamos ir para Paris, frequentar aquelas ruas apaixonantes, tomaríamos um café quentinho numa confeitaria, abraçados, ouvindo um jazz qualquer.
O calendário marca a data do encontro, mas desconhece — propositalmente — o momento da despedida. O problema é esse, meu bem: eu te amei sem pensar nas cicatrizes, nas pausas curtas e na escuridão das partidas.
Ele não sabe. Mas quando eu o vejo, distraído, eu imagino a pessoa certa pra cuidar dos meus filhos.
Você tem mania de confundir meus olhos escuros com seus abismos. Joga todo o peso sobre mim como se eu aguentasse o peso do mundo, do seu mundo. E eu nunca aguentei.
O vento? Eu sou o vento. O mar e a lua. Eu sou o mar e a lua. Lágrimas, amor dor, vôos de pássaros?
Eu sou todos eles. Eu danço o que sou. O pecado, a fuga, a oração, a luz que nunca foi em terra ou no mar? Eu danço o que sou.
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem bocas,
Palavras de amor, esperança,
De manso amor, de esperança louca...
Palavras que nos transportam
Aonde a noite mais forte,
ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Fazer amor contigo
não é sentir-me possuída
ou possuir-te
É ir buscar-te
ao abismo dos milênios
de existência
e trazer-te livre.
COISAS DO CORAÇÃO
"Se soubessem de nós talvez diriam que somos louco, mas que digam...
Digam o que quiserem, pouco me importa!
Por que as pessoas normais nunca entenderam destes desvarios que o destino nós submetem.
E nós somos apenas pétalas em suas mãos para que lhe reflitam sobre o amor.
Estrelas, para que entenda que a vida só vale pelo brilho que ela tem, por isto brilhamos juntos.
Cores, para que os fragmentos de nossos sonhos transbordem o universo com arco-ires.
E é isso que importa!
Que sejamos sempre cúmplices deste sentimento. Pois quando estamos juntos vem me a certeza que somos a mesma alma e não mais eu e você!!!
O SEU AMOR É LAÇO OU NÓ???
Hoje refleti sobre um pedaço de fita cor de rosa que segurava sobre as mãos, e brincando comecei a dar voltas. Em alguns movimentos a transformei em nós, em outros um simples laço. Inicialmente enrosquei em minhas mãos, e no vira e desvira, enrola e embola, passa e repassa transformei a fita num laço. E assim também pensei, laço é abraço, coração com coração, laço e abraço cercado por fitas e mãos. Mas onde colocar um laço? Lembrei que pode ser no presente (aquele que ganhei outrora), no cabelo comprido da moça bonita, no buquê de flores que recebi de presente. O laço eu coloco onde quero enfeitar! E se eu puxar uma ponta? Aos poucos desmonto o laço, que devagar escorrega em meio aos meus dedos, se desmancha e se desfaz! Então percebo que assim é o amor. Feito de laço, que se desfaz a qualquer momento. E como diria Quintana, amor não prende, não sufoca, não escraviza e nem aperta. Porque quando vira nó, simplesmente deixou de ser laço!
Orei por ti.
Orei porque queria-te bem.
Orei porque não tinha solução nas minhas próprias mãos.
Orei porque de todo bem que te queria, era nos braços dele a quem eu poderia te entregar.
Orei por ti... porque ele não falharia em te fazer o melhor.
AMOR INCONDICIONAL - AMOR DIVINO
Poucos conhecem as chaves desse sublime mistério, mas é perfeitamente saudável e possível ser criança sem ser infantil!
