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Brasileiros vêem política como vêem futebol, se apegam a um time(partido) por pura simpatia, brigam por isso, enquanto o time(partido ou politico) nem sabe que você existe enquanto enche o bolso. Nossa falsa democracia é o estádio dos ignorantes.
Não tenho nada contra mais vamos falar serio garota, vamos melhorar, dormir segurando o celular a espera de uma ligação ou uma mera mensagem dele mesmo em estado sóbrio ou bêbado achando que qualquer coisa vindo dele já é lucro é papel de palhaça, se você quer que ele te valorize primeiro se valorize e mostre que você nunca vai ser segunda opção.
CESTA DE NATAL AMARAL.
Houve um época, que o charme em Santa Mariana era,
no final do ano, comemorar o natal se deliciando com os produtos que vinham dentro das famosas, "Cesta de natal Amaral.". Então, nesse tempo., com meus 9 anos de idade, ela era meu o sonho de consumo. Sonhava com aquela maravilha. Havia propaganda nas emissoras de rádio, No alto falante do bacarim,Nos carros de som pelas ruas da cidade, que divulgavam a bendita cesta. Você podia compra-la no inicio do ano e ir pagando mês a mês, até chegar o natal.
Próximo da nossa casa, havia uma família, classe alta, que comprou uma cesta daquela.,a maior, numero cinco.,( quanto maior o numero maior o tamanho da cesta). Fiquei o ano todo esperando a chegada do caminhão que fazia a entrega. Meu desejo era ver se era verdade e se tinha tudo aquilo que eles mostravam nas propagandas, dentro da cesta, isso, claro, se o meu vizinho permitisse . Num belo dia, final do ano, eis que chega a tão esperada cesta. Uma festa na nossa rua. Moleque pra tudo quanto era lado. .Eu, como morador vizinho, me sentia meio sócio do objeto, com direito até à descrever alguns detalhes da referida Cesta.. Naquela noite, depois de uma espera angustiante, me foi permitido olhar dentro daquela coisa linda.mas só por cima sem tocar em nada. Depois de aberta, eu vi: havia uns enfeites de papel celofane vermelho., e do meio dele dava pra ver as pontas dos litros: do vinho, dos espumantes / champanhe, suco de uva.,Tinha também castanhas. Mais para o fundo, os donos remexerem e apareceu, debaixo do papel vermelho, uma maravilha., uma obra prima muita linda.Era uma lata redonda. Na tampa, as figuras desenhadas daquilo que vinha dentro. Eram quatro desenhos no formato de triângulos, com as bordas arredondadas. Não teve jeito, pedi para segurar aquela maravilha..,relutaram mas deixaram que eu segurasse por
alguns segundos, aí eu pude ter nas mãos aquela lata magica . Olhando para ela, deixei que a minha imaginação viajasse e eu pudesse saborear, um pedaço por vez, da goiabada, da marmelada, do figo e do marron glace, que fiquei sabendo o nome naquela noite., pra mim era batata doce..Alguns dias depois, fuçando no entorno da casa do vizinho, meus olhos se depararam com ela--ela mesmo!, a lata. Aquela obra prima, ali, jogada,vazia, como se fosse uma coisa qualquer. Por alguns segundos, fiquei, ali, olhando pra ela, meio consternado pelo fim que ela teve.. Muito tempo depois, alguém da minha família comprou uma lata igual àquela, e eu pude conhecer o sabor daqueles doces. mas não era natal. e nem era da Cesta de Natal Amaral./i
Tentação
O espião respira ao espiar
a espiral da moça
despida
inspirada
expirando suspiros
entre pingos transpirados
das nuvens esmaecidas.
Do livro, O Rio e a Criança.
De Rama Amaral.
Nos melhores sites e livrarias do Brasil e de outros países!
Para ser grande e crescer, aprenda a lê!
Trópicos de Sangue
O sol se punha atrás das montanhas,
quando os olhos da menina lacrimejavam
sentimentos borrados de manchas pretas misturadas
à púrpura e a angústia do drama do ente dilacerado
no asfalto quente do caos.
Mais um dia nós trópicos. Mais uma “vida ao mar” de sangue!
Mais um tempo de luto nos “brasis” da impunidade!
Por essas terras até a libélula se comove sobre o fio
das vestes ensopadas ao liquido vermelho do terror!
Enquanto isso larvas e bactérias aguardam ansiosamente
por mais um cadáver no “Jardim da Saudade”.
Bala perdida, ainda ilude, é álibi que testifica a violência!
Legítima a morte! Lá se foi mais uma vida sem sorte!
Para o IML. Para o além...
“Meus Deus!” “Meu Deus!”
Onde estais que não intercede com tuas mãos
nessa guerra de zumbis?
Por que não cura essas feras perdidas,
que tanto fazem da vivência uma selva voraz?
Vivem como máquinas: vazios de sentimentos,
mas sempre em busca de aparências, de poder!
Até quando, Senhor, permitirá essa barbárie?
Até quando? Até quando seremos apenas
números de pesquisas? Até quando? Responde-me, Senhor!
Até quando? Como o “Poeta dos Escravos”,
“eu delírio ou” será “verdade” perante a conivência
dos que ainda vivem nessas terras? O que me diz, Senhor?
Pois o líquido que jorra aqui também prolifera no Oiapoque,
banha o Chuí, irriga o Serrado, molha o Sertão, se esconde
na parcialidade da justiça do patrão ou de quem
tem mais títulos nas mãos.
Os gemidos, Senhor, os gemidos que se ouve
no meu lugar, ecoam tristemente de Leste a Oeste, de Norte a Sul
desse imenso Campo de Batalha!
“Senhor meu Deus!” “Senhor meu Deus!”... Tende piedade de nós!
Tu sabes que não é nossa essa guerra!
Acaba, Senhor, por meio da tua luz toda essa escuridão!
Apaga desse país toda essa violência! Toda forma de corrupção!
Não deixe a diversidade das cores serem coberta
pelo sangue de inocentes!
Antes que o sol se esconda mais uma vez desse
povo alegre e descivilizado, sobrevivendo nos limites do medo
dessa pobre/rica e sangrenta nação!
Não nos vire as costas, Senhor!
Há um tempo de morte, de escravidão!
Não nos abandone diante de tantas injustiças!
“Ó Senhor Deus” dos ensanguentados!
Do livro, O Rio e a Criança.
De Rama Amaral.
Transcendência
Não está certo se de repente você se encontra imersa?
Não está errada o mundo está incerto, em caos, insano.
Tão logo você se encontra errática não está humana?
Não é desumano pois tudo está em crise, em pânico!
O que se quer da vida hoje é viver apenas como o ébrio:
À rotina da massa, lastimar sua carga.
.Quando à loucura intensa é viver confiável, sem farsa!
Isso é sobrenatural?
Daí que julgam... Você não é normal!
Gadernal! Gadernal! Gadernal!
Por você não viver apenas o drama dilacerante da vida,
por está intensa mais que as idas e vindas, por pensar livre!
Isso não é mais desse mundo?
Talvez seja irracional!
E isso parece insano.
Não convém, por não ser medíocre, banal.
O Preço do Pão
Eu sei quanto vale o preço do pão!
Faço as contas por isso...
Por cada suor, por tanta dor,
pelos os calos na palma da mão!
Eu sei quanto vale o preço do pão!
Acordo, levanto, luto, pergunto o valor...
A importância de tudo: da farinha, do presto barba,
do leite das crianças, do quilo do feijão,
do aluguel, da taxa de água, do botijão,
da conta de luz, do equilíbrio, da exclusão!
Eu sei quanto vale o preço do pão!
Faço as contas por isso...
Pelo sonho frustrado, pelo rosto marcado, pelo corpo quebrado, pelo riso forçado,
pelo choro rogado, pelo amor separado, pelo credito negado,
pelo imposto salgado...
Das consequências... do preço de tudo!
Eu sei quanto vale o preço do pão!
Faço as contas por isso...
Pelo povo enganado ao político safado! Da Inflação lá no alto ao juro ao assalto!
E o governo cobrando até a “ morada no chão”.
Acorda, gentileza! Piedade a patrão?
Eu sei quanto vale o preço do pão!
Pago caro por isso!
Vida ao Caos
Por que você se diverte com tanta gente
“metida a besta” transitando na vida?
Se sua cara também é de palhaço, ou
às vezes, de fantoche no “circo mundo”.
Entre mudos e conformistas, as ruas ensanguentadas à violência
exibe o filme da vez: barbaridade versos impunidade!
Sinta as caras tão tristes, e os vampiros rindo sozinhos da situação!
Que dirá entre asilos tradicionais e casas de políticos insanos, hipócritas?
Que fará entre bichos no pântano cinzento?
Na selva não há abrigo seguro, tudo é naturalmente perigoso.
Se pedir para partir não sairá de dentro do caos, do poço...
Se suplicar para ir embora não
ficará distante de tudo.
A marca é uma cicatriz que não
se cobre nem com as palavras mais ternas, só cabe ao
tempo curar a ferida.
O caminho que a leva embora, será o mesmo que a conduz
ao que sonha? Se a casa que almeja já não mora mais a alegria, ou os belos dias de domingo, tampouco a senhora elegância!
A força que a incita para desistir, gentileza, é a mesma face que a faz lutar por um espaço neste hospício de universos loucos, onde a paz jamais existiu, mas aparências aos ecos dos hábitos tradicionais daqueles que impõem a situação.
A brincadeira é a porta mágica que cria universos inimagináveis às crianças, mas são as políticas públicas que garantem mundos reais de direitos e o pleno gozo à cidadania e à dignidade de cada uma, seja individual, na família ou na comunidade.
Encenação da Desordem
Há gentilezas no ambiente obscuro...
Intenções propositais afloram no
palco da desordem da corrupta nação!
Destituídos
da companhia estão os incrédulos
que não aderem
à crença dos “bravos artistas!”,
Grupos que ficam na plateia são
figurinistas temporais,
muitos, de outrora,
coadjuvantes desses dogmas. Mas... hoje,
nem sabem por que estão aqui,
quando preciso, aplaudem o
cômico nefasto!
- Descrenças a
esses pobres de espíritos! Grita
um louco da plateia.
- Tenhamos
narizes de palhaços! Complementa
a moça do outro lado do teatro.
Enquanto isso a massa contente em
seu próprio lar aguarda ansiosamente
a composição de uma nova
peça no cenário trágico da triste cidade.
Estrada estreita onde se anda com olhos abertos, fica muito mais larga que caminho largo quando se anda com olhos fechados.
O rio que passa todos os dias no seu leito não é o mesmo rio de outrora, tampouco as mesmas águas observadas no momento da curiosidade de quem as observa, nós também não somos mais os mesmos, talvez por isso não podemos ser mais bons amigos.
Acreditar numa justiça onde o pêndulo das decisões pende apenas para um dos lados, é legitimar sua crença na hipocrisia daqueles que dominam a situação.
Se minha luta for esquecida, meus passos serão apagados. Se minha caminhada for adiante, meus sonhos serão realizados.
Mundo Caótico
Moro no pensamento leve para viver, no sentimento belo de existir, não por conveniência por entender que isso é o alimento à vida.
Se à loucura assim me entendem, sinto muito por não te agradar, mas até depois de morto serei eu paciente livre desse hospício.
Palhaçada
Não é possível que você não me entenda, na chuva sou como açúcar, no sol como cuscuz ao fogo, ao vento um graveto sem rumo...
Nesse cenário aos risos... Você absorve isso tudo e acha que o derretido sou eu?
Ah, se isso não vale uma nota, é porque a encenação é idiota, onde o bobo da praça sou eu!?
À Conjugação do Verbo
Gostaria de pensar o inferno distante, e não em mim ou ao redor de muitos que me cercam.
Gostaria de sorrir sem dor, mas à cor e à conjugação do verbo...
Viveria a vida leve sob o azul do céu sem que ninguém me notasse, distantes das indiferenças, fingimentos, opressões...
Chamaria isso de liberdade em busca de sentido à vida.
Olinda
Olinda, ó linda! Deixe-me em ti, linda! Olinda, leve... me leve... Em ti flutuou, vivo apaixonado... por ti, Olinda.
Se as pessoas deixassem de pensar como os únicos seres especiais das espécies e passassem a pensar como únicos planetas partes de um misterioso e sistemático universo, talvez viveríamos a vida bem mais harmônica, tranquila, saudável... O planeta estaria em paz, o amor seria mais conjugado, o sol seria para todos e Deus não seria tão carrasco, como pregam muitas religiões.
