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Será por que os alunos não estão levando a sério as provas do governo, a ponto de boicotarem-na, ou não são parceiros? A banalização de meu papel, por toda comunidade, não me ajuda impor-me. Agora só me resta tomar (anal)gésico como paliativo.
Os bons pais dos bons alunos quase sempre não procuram os professores de seus filhos para prestigiá-los, visto que o outro lado sempre nos procura para desprestigiar-nos e jogar a culpa em alguém.
Filhos de professora geralmente são péssimos alunos, talvez porque suas mães lhes falam das sujeiras da educação. Fundem-se mãe e professora. O mal de levar trabalhos da escola para casa é trazer problemas da casa para a escola.
Por que os alunos da rede pública de ensino não valorizam seu governo, já que recebem tudo de graça? E boicotam as provas! Falta-lhes gratidão, também!
Os representantes de turma são geralmente os piores alunos, Talvez por que são escolhidos por eles mesmos. Dar voz para quem não sabe usá-la sabiamente, sempre foi um problema para Deus!
Pretensão imoral é achar que religião molda a personalidade das pessoas, se assim fosse, todos os membros de uma igreja teriam uma personalidade única! Mas, muitos são péssimos alunos, fanáticos, difíceis de convivência. Filhos de Deus, irmãos de ninguém!
Compreendi o espírito de desforra na escola, ora depredando os bens públicos, ora mostrando inatividade, ora maltratando os funcionários: é cobrança dos alunos.
Se o governo não dá conta de oferecer um bom turno para os alunos, como cuidará deles em tempo integral? O modismo se passa por restauração.
Meus alunos, não me tenham como ameaça, este momento era o que eu chamava de meu futuro, meu ponto final, portanto é o seu presente. Pois também, não os tenho como ameaça, porque quando forem alguém na vida (se forem), eu já não serei mais nada ( se é que fui alguma coisa na vida).
Os alunos tolos devem ser envergonhados, eles não sabem ouvir, querem falar, imitando os Octo-processadores sem ter um banco de dados sortido à disposição.
Fico impressionado como alunos de 8º ano não se intimidam diante do professor academicamente superior. Não se pode dar-lhes uma aula expositiva sequer, eles falam demais, interrompendo a todo instante para mostrar que sabem mais, e não precisam de nada: Aliás só de nota.
Há dentro de minhas classes de língua portuguesa alunos que não assistiram a nenhuma aula e conseguiram atrapalhar todos os dias. Pagará por isso quem os mantém ali. Enquanto isso não acontecer, eles estão se mantando: tragédia escolar.
Os alunos me perguntam todos os dias: — por que o senhor veio hoje? Na sala dos professores, os colegas ficam torcendo pela falta de um, todos querendo sair mais cedo. Adoecer ou morrer não importa se dá folga para outros.
Professor burro tolhe o êxito dos alunos, com vetos vãos, atrasando seu próprio sucesso. O sucesso do aluno também é nosso.
Ora, se os alunos sabem que serão aprovados automaticamente, ou melhor, no grito, vão se importar com mais uma tarefa no quadro, valendo pontinhos.
Observei também que no quarto bimestre aumentam as denúncias de pais e alunos sobre os professores com as acusações mais banais, mexem até na família do professor. É uma competição desleal. Todos querem a aprovação deles.
No início do ano, os professores reafirmam o voto:—"vamos aprovar só os alunos dedicados e estudiosos, sejamos rígidos, nossa escola é séria!" Mas no conselho de classe do terceiro e quarto bimestres, se não atingiu o índice de aprovação, já se resolve tudo no jeitinho brasileiro.
Se queremos uma escola atualizada, inteligente e útil, precisamos deixar de sermos ignorantes a respeito de como queremos atender as necessidades sofisticadas de nossos alunos.
É fácil fazer o professor trabalhar à toa. É só os alunos boicotarem a prova, e todos tirarem menos de 3, a coordenação o obriga elaborar e aplicar outra prova - a culpa é dele.
Somos os supostos ladrões de nota de alunos ruins, eles nos acusam! E como os "moinhos de vento" espadados, continuamos lá, fazendo nosso antitrabalho, rasgados; despedaçados: Até quando?
Meus ex-alunos que prosperaram sempre aparecem, isso é bom! Mas,cadê os diplomados, fracassados,nunca mais os vi, que assim seja!
Os bons, temos prazer em exaltá-los, estes também não têm vergonha de seus professores. Os maus alunos me transferem uma culpa que não é minha e derrubam minha autoestima, quando os vejo.
Descobri porque os alunos correm, gritam, perturbam a minha aula, primeiro porque não valorizo os seus espetáculos patológicos, e depois ignoro seus pedidos à predileção: Para mim, não são todos iguais e meu foco é o Ensino do conteúdo planejado, pois o pratico com os que querem. No final, somos vítimas dos bons propósitos e eles, dos seus maus. Os professores que não passam pelo que passo vão passar a aula toda alimentando os vícios psicológicos dos carentes de atenção e ficam contentes aos verem alunos no sétimo anos sem saber escrever e nem ler o que escreveram. Sou odiado porque sou minoria, e a maioria não pratica o ideal, senão os índices de aproveitamento em todas escolas públicas estariam elevados. Ou, mesmo os que não sabem de mim, estão sendo prejudicados por mim? Ou eu por eles! Seus resultados baixos me prejudicam, e minhas aulas bagunçadas, como vocês costumam dizer, não lhes afetam em nada!
Os nossos alunos só nos obedecerão se formos os deuses deles. Não por que somos seus amigos. Temos de ser mais: seus tiranos.
