Surto
Nem todo surdo é mudo, nem todo mudo é surto... e tem surdo-mudo. Brasil precisa ser bilingue, agregar libras em sua cultura (ouvintes). Pena que a educação não nos é permitido em sua plenitude.
Susto
Nem a poesia resiste a
este agora
Tornou_se furtivamente
estranha
Parece está em surto em
meio ao caos
Porém, de longe ela
observa tudo
E quando menos se espera,
um parto virá
Dará vida a versos fortes
e profanos
Só assim, ela encara a
realidade.
Sonhe,
Solfeje,
Sol lá fora,
Surto embora,
Saciada a fome de agora.
Saia,
Sorria,
Segrede, se alegre,
Semeie,
Sacie, salgue, sacuda,
Segure, sane, acuda!
Saboreie,
Sereno...
Este tempo é pequeno,
Antes que cheguem maus dias,
E digas não tenho mais alegrias.
Solidário,
Solitário,
Silente,
Sóbrio,
Sôfrego,
Só!
Só!
Só!
A vida ensina, regenera, cura o surto e lambe com bálsamo o que antes ardeu na pele.
Tal qual o mecanismo de um moinho de vento. Singelo e cru; ele sempre segue adiante. Gira a hélice após hélice e quando o inverno o congela; o sol posterior derrete o gelo. Um mantra que informa ao desavisado que relembrar o vento ruim é perpetuar o mau tempo. Quase uma prece gritada, dizendo: SEGUE ADIANTE!
''Não consigo parar de escrever...
É um surto de palavras
Um vazio que me tira a calma
Preciso escrever
Pra ver se ainda sou humana''.
Paixão, no seu surto, quando se associa à transgressão, à traição ou mesmo ao abandono, sempre crê que todos os impossíveis, dessa vez, serão possíveis.
a pessoa tomada pelo surto da paixão, vê (às vezes já tarde demais), que tudo o que ela dizia ser essencial, nada mais foi do que uma fome criada pelo instinto do inseguro; o qual, agora, depois de ter feito tudo quanto disse que tinha o significado de uma eternidade de importâncias, nada mais foi que um fugaz desejo de possuir; e apenas porque individuo não sente que possui a si mesmo; e, pior ainda: não gosta de si mesmo!
A PAIXÃO é um estado de surto; e, de cujo estado, vi muito pouca gente sair feliz; pois, os que saíram felizes, assim saíram apenas em razão das bem-aventuradas dores do arrependimento.
GRIPE SUINA
O surto de um novo tipo de vírus é algo que me intriga. Há uns 15 anos atrás, era o vírus ebola, que derretia suas vítimas em febre e assustava com a rapidez que se espalhava em uma África desde sempre precária em saúde. Depois, o surto da "vaca louca". Em seguida, um par de anos atrás, a gripe aviária. Agora, a mexicana gripe suina. Em todos os últimos casos, é de se notar que vírus devastadores agora se aproveitam da logística global do consumo exacerbado. Doenças que se limitavam a fundos de quintais ou cercanias de chácaras e sítios, agora adquiriram asas invisíveis. É de preocupar, claro.
Esse interesse pelo assunto que me levou a um livro de Stephen King, chamado "A dança da morte". No romance "kingiano" de quase mil páginas, um misterioso vírus liquida quase toda a raça humana, exceto algumas pessoas misteriosamente imunes, que tentam formar uma nova sociedade, enquanto o diabo andarilho erguia um império do mal num mundo caótico. Recomendo.
Ficção a parte, entre hipóteses de extinção da raça humana que às vezes formulo comigo mesmo, nenhuma está relacionada a algum tipo de vírus. Acredito que a biomedicina encontraria soluções mesmo em casos drásticos. E praticamente todo tipo de vírus acaba por encontrar resistência em algum dos diversos sistemas imonológicos entre bilhões de seres humanos. O homem encontrará uma maneira mais eficaz de se destruir, alguém duvida?
A demasiada burocracia imposta pela ditadura intelectual, é a principal causa do surto coletivo de sofofobia, facilitando a mercantilização do pseudo saber, com intuito de conceder o direito de estar certo apenas aos coniventes. É nessa situação que tanto a oligarquia quanto a demagogia, bem como a tirania, atingem o apogeu.
Eu sou chato mesmo, irritante, passo da conta, esqueço onde fica o limite, surto, me desequilibro, saio do eixo, perco o prumo, o compasso, fujo de mim, esqueço até quem sou, mas ah se soubesse o tamanho do amor que te tenho.
Ricardo F.
Surto de Você
Tem dias que sem querer amanheço
possuída por a mais triste vontade
tão forte que até me desconheço
é uma estranho surto de saudade.
Então eu quase te escrevo
um e-mail com um enorme recado
e então vem o medo e não me atrevo
posso escrever e dar tudo errado.
Sou muito confusa ao escrever
para alguém com tantos significados
é difícil dizer e me fazer entender
só através da poesia sei dar recados.
Você já está em todas as minhas poesias
nelas já te falei tudo que é possível
do amor, das tristezas e das alegrias
nelas tem tudo, está bem previsível.
Me resta, então, ter a compreensão
de que o mesmo tipo de sentimento
não habita em sua alma e seu coração
e assim, vivo por todos nossos momentos
"Grito de socorro"
Em meio ao medo…
… e ao lado da angústia.
Em meio ao surto…
… regrado ao silêncio.
Em meio ao desespero...
… e do pânico total.
Assim!
É assim…
... que estamos todos nós.
No estacionamento do lar…
… e no quintal do susto .
No ouvir dos ventos soprando notícias sombrias.
E num mar de lamas tenebrosas.
Em meio a sombras…
… que assombram.
Em meio ao sorteio da sorte…
… sem um certo ganhador.
Em meio ao tempo do esquecimento…
… e no horizonte de dias sombrios.
Assim!
É assim…
... que estamos todos nós.
De medo em medo…
… dia e noite sem fronteiras.
Nos braços do inusitado perigo…
… perigo…
… perigo.
Tentando superar…
… esse derrotado medo.
Assim!
É assim…
… que em meio ao grito de dor…
… de aflição…
… e de socorro.
Que devemos olhar para o céu…
… e entregarmos tudo a Deus.
Pois é aí.
Na soberania do Criador.
Que venceremos essa luta.
11/04/2020
Admilson
