Frases sobre barulho
Tem dias que os sentimentos estão como em uma panela de pressão com aquele barulho, parecendo que a qualquer momento pode explodir.
Sol de Silêncio
Você é como um sol manso
que nasce sem fazer barulho
e, mesmo em silêncio,
ilumina tudo dentro de mim.
Às vezes sua luz me deixa assim…
como o céu diante do amanhecer:
tão cheio de cores
que nenhuma palavra consegue explicar.
Há um calor sereno em sua presença,
desses que despertam a vida na aurora
e ensinam, com a mesma ternura,
que também existe a hora de repousar.
E eu, como terra que recebe a luz,
apenas sinto, em silêncio,
que há amores que não precisam dizer nada.
Eles apenas existem…
como o sol no céu.
Simone Cruvinel
"Se hoje eu azucrino, é porque ontem eu silenciei e me deixei ferir. Aprendi que o barulho da minha defesa afasta quem só vem para destruir."
"O barulho da sua 'azucrinação' não abafa a voz da minha convicção. Quem nasceu para ser trilionário não se distrai com o riso de quem se contenta com pouco."
"Um caráter sólido é construído no silêncio de uma mão estendida, não no barulho de uma conquista egoísta."
"Nada é mais barulhento do que o silêncio de quem maltrata por prazer; ele grita para o mundo a podridão que você carrega por dentro."
"O mundo já tem barulho demais, ódio demais e julgamento demais. Seja você o abraço de Deus que alguém está pedindo em silêncio hoje."
O silêncio de quem tem caráter é mais assustador do que o barulho de quem se entrega pela própria maldade.
A Rua Não é Garagem
A primeira lata não fez barulho.
Foi colocada com cuidado, quase com carinho — como quem demarca território sem querer parecer invasor. Um gesto particular, silencioso, que dizia: “aqui é meu.” Não havia placa, não havia autorização. Apenas a convicção íntima de que a rua, por um instante, poderia ser privatizada.
E ninguém disse nada.
A segunda lata já veio com mais segurança. A terceira, com naturalidade. Logo, o espaço público ganhou dono — não por lei, mas por hábito. Um hábito perigoso: o de transformar o coletivo em extensão da própria casa.
Ali, naquele pedaço de asfalto, a cidade começou a encolher.
Porque toda vez que alguém ocupa o que é de todos como se fosse só seu, algo maior se perde. Não é apenas uma vaga. É o princípio. É a regra. É o pacto invisível que sustenta a convivência.
E então surge a pergunta inevitável:
e se todos resolvessem fazer o mesmo?
Se cada morador colocasse suas latas, seus cones, seus objetos — defendendo seu “direito” particular — não teríamos mais ruas. Teríamos um mosaico de pequenas propriedades ilegais, uma cidade fragmentada, onde o espaço comum desaparece sob o peso do ego.
A lata, nesse caso, deixa de ser objeto. Vira símbolo.
Símbolo de um abuso pequeno, mas revelador.
Símbolo de uma lógica perigosa: se ninguém impede, então pode.
E é aqui que o silêncio mais pesa.
Porque se há quem avance indevidamente, há também quem deveria conter. A fiscalização não é um detalhe burocrático — é a linha que separa o uso legítimo do abuso cotidiano. Quando ela falha, não apenas permite: ensina.
Ensina que a regra é flexível.
Ensina que o espaço público é negociável.
Ensina que cada um pode criar sua própria lei.
E a cidade paga o preço.
A ausência da Prefeitura — da secretaria responsável, da presença institucional — não é neutra. Ela participa. Ainda que pela omissão. Ainda que pelo atraso. Ainda que pelo costume de não ver o que está diante dos olhos.
Porque a desordem não nasce grande.
Ela começa assim:
com uma lata.
Uma lata que ninguém recolheu.
Uma lata que ninguém questionou.
Uma lata que virou precedente.
E quando o precedente se espalha, já não é mais sobre um morador.
É sobre todos.
A rua, que deveria ser passagem, vira disputa.
O direito, que deveria ser comum, vira privilégio improvisado.
E a cidade — ah, a cidade — vai sendo tomada não por grandes crimes, mas por pequenas permissões.
No fim, aquela lata solitária não guardava apenas uma vaga.
Guardava uma pergunta que insiste:
de quem é a rua, afinal?
Maxileandro Lima
Sem fazer barulho, como segredos guardados no coração, sem que ninguém soubesse, uma história de amor invisível se desenrolava.
Sem alarde, sem ostentação: uma história de humildade e força.
Há momentos em que a vida parece barulhenta demais. São tantas vozes dizendo o que devemos fazer, ser ou ter, que acabamos esquecendo quem realmente somos.
A força mais verdadeira não faz barulho... ela se revela quando, mesmo em silêncio, você decide continuar.
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