Suportar
"O estoicismo ensina a suportar o que não se pode mudar, até que a mudança seja a única saída lógica." (Odilon Carlos)
O tempo é sábio, e ensina que crescer não é somar anos, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que fere, a aceitar que o sol nasce para todos.
Quem aprende a suportar o silêncio dos próprios pensamentos descobre verdades que o barulho do mundo jamais revelaria.
Amar e viver não é agradar. É suportar o desagrado alheio sem que isso te desmanche. O controle sobre como te veem é uma quimera; largar é o único ato de poder real. Decepcionar os outros não é falha é o preço de não se decepcionar a si mesmo. E esse preço, por mais que doa, é o único que vale a pena pagar. Porque no fim, quem carrega o peso de te teres traído és tu. Os outros, os decepcionados, seguem em frente com a mesma facilidade com que mudam de roupa. Tu, porém, ficas. Ficas com cada escolha, cada cedência, cada vez que trocaste o teu sim pelo não deles. Por isso, e só por isso, a única expectativa que realmente importa é a tua. O resto? Foda-se.
"Você não é superior por ignorar alguém; você só é pequeno demais para suportar a existência de quem não te serve."
É do seu sorriso, desse seu jeitinho que eu sinto falta...
Será que meu coração vai suportar tamanha saudade de Você!!!
Marta Gouvêa
Muitas pessoas vivem sustentando relações que as consomem, acreditando que amar é suportar, que ceder é sinônimo de fidelidade e que o perdão constante é prova de fé. Mas há um limite entre o amor que cura e o amor que adoece.
As adversidades da minha vida
Quase não deu pra suportar
Mas foi curando as feridas
Que que vi um novo sol brilhar.
Você cobra perfeição da relação
mas esquece que ela também precisa suportar você inteira.
Marcilene Dumont
O problema que antes de DEUS abençoar,
ELE corrige, mas poucos têm humildade,
para suportar a correção, por isso
poucos vencem com DEUS na Frente,
a maioria se rende ao mundo
e perde a salvação!
Até quando suportar???
Até quando suportar dor constante
Solidão presente a todo instante
Abandono e o choro
Que não me escolhe quem eu escolho
A dor dos outros eu acolho,
E a minha... eu que cale o choro.
Uma vida sem sentido
Não que não tenha valor,
Mas onde só a dor parece provar que estou vivo.
Carrego aquilo que me fere e causa dor
Pra acolher aqueles que amo, mesmo sofrendo.
Deixo minhas tristezas e mágoas de lado
Pra apoiar a quem amo e não deixar abandonado.
Mas e eu? Quem me acolhe?
Todos esperam que eu sempre seja forte
No mundo em que o homem não pode sentir dor
Só temos deveres e um peso árduo
Abandonado na infância, ainda hoje me vejo
Chorando sozinho como aquela criança
Os traumas do passado se repetem
E vivo pesadelos dos quais, por mais que tente,
Jamais desperte!
(ÁG)
Por não suportar o julgamento da própria companhia, o indivíduo anda em grupo.
O Direito ensina, antes de qualquer outra coisa, a suportar o tempo da verdade. A não deduzir. A não preencher silêncios com a própria suspeita. A diferenciar o que é dito, o que é provado e o que é apenas presumido.
Estudar Direito, para mim, não é abandonar nada do que já me move, é dar forma jurídica àquilo que sempre foi posição: defender com método, exigir com critério, julgar com prudência.
Como suportar a dor quando ela não dá trégua? Como continuar respirando sabendo que esse aperto no peito sufoca, que essa falta de ar parece esmagar por dentro e que essa solidão não vai simplesmente desaparecer com o amanhecer? Como aceitar que precisamos continuar existindo, arrastando os dias, quando viver de verdade já não parece possível? É como estar de pé por fora e em ruínas por dentro, como sobreviver em silêncio enquanto nossa alma grita por socorro e ninguém consegue ouvir ou perceber.
Como suportar... como compreender... como continuar vivendo quando a própria alma parece cansada de existir? Tudo o que eu queria era entender o porquê de sentir uma dor tão profunda, tão fria, tão cruel, uma dor que não grita, mas corrói por dentro, que não sangra por fora, mas dilacera em silêncio, uma desesperança pesada, sufocante, como se o mundo estivesse lentamente se afastando de nós, como se tudo aquilo que um dia foi abrigo estivesse, agora, desmoronando diante dos nossos olhos, é como se uma mão fria tocasse o nosso rosto na escuridão, não para consolar, mas para nos obrigar a encarar aquilo que tentamos negar: a rejeição, o abandono, os olhares carregados de julgamento, o desprezo disfarçado de silêncio, a indiferença que fere mais do que palavras duras, aqueles que um dia chamamos de importantes, aqueles por quem estendemos as mãos, por quem lutamos, ajudamos, acolhemos… hoje nos viram as costas com uma frieza que assusta, e dói perceber que nos tornamos invisíveis para quem já foi casa, dói sentir que tudo o que fizemos parece não ter valor algum, como se fôssemos apenas mais um rosto perdido na multidão, ou talvez nem isso… talvez até um estranho, que nada sabe da nossa história, tenha mais consideração do que nós, e assim seguimos, carregando no peito o peso de uma ausência que grita, de um silêncio que machuca, tentando sobreviver a uma tristeza que parece não ter fim.
“O vínculo traumático nasce quando a esperança se agarra às migalhas de ternura para suportar o peso da violência.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
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