Suor Sangue A Lagrimas
Florestas
Caminho na sombra desse verão mórbido
Que encharca-me de suor e lágrima
Não está aí minha poesia, mas vive.
Meu verso é de lágrima e pranto,
E também é de riso e encanto.
Aprisionado à floresta que me assombra o canto,
E o faz voar, meu poeta do mar.
A via crucis do poeta é a trilha que o nomeia.
Porventura condenado ao sufrágio divino e exaustivo
Da floresta negra, onde caminho
E com vocábulos cortantes que ora encaminho:
Exprimo.
Não lavo os sapatos quando sujos de lama,
E rego as flores, mas não as adoro
Quando me reencontro com o lar e sento no sofá.
Se me nego a cumprir os rituais
Se escondem as palavras principais,
Mais essenciais
Ou deslizam secas pelo papel.
Pois a cor destes versos estão lá!
Na floresta maldita
Vibrando frias, tragando arte perdida
Poesia que uma hora, foi dita
E esculpida em cor:
O azul do pranto
O vermelho dos olhos abatidos do sufoco
O amarelo do sol escaldante,
Do verão mórbido
E o preto, do limbo amniótico.
Das cinzas.
Das cinzas da alma aprisionada,
Reduzida a pó nas chamas da paixão
Nas chamas da liberdade pós prisão.
Que queimam o árduo desejo impossível
E ferve-me o sangue escarlate,
Do poeta do oceano
Sangue corrompido de pureza,
Que inventamos para explanar
A grande vergonhosa fraqueza.
Ao poeta fraqueza não é vergonha
É corrente que leva e inspira renascimento
Como uma marcha aérea das cegonhas.
O poeta cego ainda é poeta,
Se o que escuta ainda pode lhe trazer a tristeza
Ou se com as mãos ainda pode tocar o aço da morte
Mesmo que na floresta divina,
Limpa de escuridão
Os galhos não são mais os mesmos
Retorcidos e sombrios.
Mas ainda são tão galhos quanto, e sua beleza
É sobreposição; contraste.
Embora agora galhos mais jovens, lúcidos
São só detalhes, e digo:
Sua beleza sobrevive de outros,
Galhos loucos, que vivem expostos
Contorcidos numa dança de fuga de suas próprias raízes.
Dentre a fenda dimensional que parte,
Dois mundos cósmicos sagrados:
A insanidade e a verdade.
99% tenho de superação e 1% de suor
tudo que conquisto em visto em harmonia,
e tudo que em minha vida vem de ruim
logo coloco um fim....
A cada dia, a cada passo dado, a cada troca de olhares, a cada suor derramado, você
me atrai mais. É como se fosse dois corpos magnetizados
Acordei e já me sentia tenso com sua imagem tentando pleitear a realidade. Suor correndo na testa, olhos ainda fechados a resgatar o que fizeste comigo em meu sonho. Lembro-me da sua nudez, do brilho da sua pele, da lascívia em teu olhar e da vontade imperativa com que laborava em meu corpo. Abro os olhos lentamente e ouço ao longe, como uma cantiga, sua voz rouca a pedir mais, e mais e mais e mais...
REI VERÃO
O teu mandar verão!... Está cheio
Cheio de suor e alta temperatura
Como arde o sol na sua quentura
Que calor estroina e sem receio...
Como brilha o dia sem algum freio
Sob o reflexo do ardor, árida figura
De pé, no cerrado, flagra em fartura
Como um cálido fumoso no enseio
Que abrasador fogo no céu ardente
Morre o desejo, outro almejo roga
Em febre, teima o chão recendente
Reino de suspiros!... incandescente
Reino esbraseante! de picante toga
Sossega este calor, vil e indecente!...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
02 de janeiro de 2019
Cerrado goiano
Vença por sacrifício, conquiste com dificuldades, a vitória por menor que seja com o suor da sua verdade, te conforta de dignidade.
Viva por aquilo que vale a pena se deixar gastar-se até a ultima gota de suor, até sua última respiração de suas narinas, que você não tenha medo de morrer por aquilo, porque se vale apena morrer por isso, vale a pena então viver por isso também.
Pr Erivaldo Lucena
Tua pele junto a minha,
Teu suor,
Se misturando ao meu.
Este amor louco,
Que é só você e eu.
Uma entrega mais que corporal
Uma entrega de almas,
Um tanto irracional.
Um jeito,louco,
Maluco,tentador.
Você me devora no olhar,
Eu sem ter como escapar...
Me entrego,na melhor
Forma de se amar!
Rúbido Viking
Orvalhada de suor
a rubra e alva pele
de penugem carmesim
exalava pelos poros
o odor afrodisíaco
de um óleo de jasmim
Banhado pelo suor
da rubra e alva pele
de penugem carmesim
os meus poros inalaram
o odor afrodisíaco
de um óleo de jasmim
Meu libido foi fecundado
sua virilidade me possuiu!
A dureza do diamante é uma ilusão: não é mais que gotas de suor esmagadas pelas toneladas de terra que o cobrem.
Há suor que cansa o corpo e há suor que liberta a alma; que o seu seja sempre a marca de quem cria jardins onde muitos só veem pedras.
O prelúdio da cerveja
O suor do copo
antecede
o suor do corpo
o prazer
afoito
O gosto da cevada
se mistura ao
da língua
atrevida
molhada
A espuma
lembra a maciez
as mãos sobre a pele
a iminente
nudez
Um gole
um beijo
Um gole
um abraço
Um gole
de desejo
Um gole
que amasso!
É o vazio da garrafa
Cai o copo
Cai o corpo
Caio inteira
e enlouqueço
pela noite
nos teus braços
