Suave como a Pimenta
Passou da hora de eu te deixar para trás por mais que a minha alma siga gritando que ainda posso reverter a situação. Não adianta acreditar. Sei que não posso. Mas esse amor, ele é como cerveja saideira de bar, sempre tem mais, nunca é a última. O meu amor por você anda diminuindo, mas, ainda assim, é o suficiente para me arruinar.
Naquele dia eu estava largado, um pouco alto da bebida, totalmente o oposto de como gostaria que ela me visse – não que eu ficasse pensando em como deveria estar quando nos esbarrássemos, mas ali, tudo o que pareceu ter perdido importância voltou a importar. O universo novamente se reduziu ao espaço que ela ocupa na terra e o bloco se resumiu a como eu chegaria nela para insistir de novo em tudo aquilo que jurei nunca mais tentar. Quando o destino nos apronta uma dessas, como é que a gente faz para enfiar novamente na cabeça que não é para ser?
Descriminalizem a paixão. Deixem as pessoas sentirem frio na barriga, o rosto pegar fogo e as mãos suarem. Se permita ser humano!
Ela está naquela fase de fingir que não dói. Acorda fingindo que não sente falta e vai dormir tentando convencer a si mesma que logo isso passa. Aliás, já está passando, porque faz uma semana que parou de buscar incansavelmente notícias sobre a vida dele e não chora há quatro dias. Um verdadeiro recorde.
Não importa a fantasia que uso, se é curta, mostra o corpo ou desperta a imaginação. Isso não te autoriza a me tocar sem convite!
Não sei se esse lance de horóscopo é verdade. Mas se te fizer repensar as atitudes e trouxer aprendizado, vá em frente...
Pelo que aprendemos socialmente, parece impossível. Mas às vezes nos surpreendemos com as possibilidades. Mãos que rezam, também podem matar!
Não escolha pelo bonito, pelo acessível, pelo proveitoso, pela submissão, pelo conveniente. Escolha pelo qual faça seu coração estremecer.
