Suas Maos em meu Corpo

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Debaixo de uma árvore posso descansar o meu corpo; mas, debaixo das asas do Onipotente descansa sempre a minha alma.

História de vida:


"Meu corpo é o veículo, que me leva ao destino
Um transporte terrestre, que me faz fluir, sem ruído
A bateria da vida, está acabando, é verdade
Mas o combustível da alma, ainda arde, com intensidade


Com 61 anos de idade, eu já viajei muito
Percorri caminhos, que me levaram ao infinito
Conheci lugares, que me fizeram sonhar
E pessoas, que me fizeram crescer e amar


Meu corpo é o templo, onde habita a essência
Um santuário sagrado, que abriga a minha existência
A bateria da vida, pode estar se esgotando
Mas a chama da paixão, ainda brilha, sem cessar, sem pausa


Meu transporte terrestre, é o meu corpo, sim
Um veículo precioso, que me leva ao além
E embora a bateria, esteja acabando, lento
O meu espírito, ainda voa, sem medo, sem tempo


Que eu possa cuidar, deste corpo, com amor
E fazer com que, a bateria, dure mais um pouco, com vigor
Pois o meu destino, é voar alto, sem limites
E a minha alma, é a que me guia, sem desvios, sem conflitos" Leila Boás 05/ 12/2025

Hoje, o meu corpo sussurrou teu nome
no silêncio exato da vontade contida.
Quis teus beijos, teus braços,
quis o abrigo invisível do teu cheiro
me atravessando a pele.


Tão perto —
e o impossível de te tocar
fez do desejo um rio indomável,
correndo por dentro de mim,
transbordando em saudade quente.


Ah…
que ânsia de sentir tua árvore em flor,
desabrochando como chuva de prata,
tuas mãos me prendendo ao instante
com a força de quem sabe ficar.


Foi aí que entendi:
eu te amo desde aquele dia improvável,
na sala de aula,
sem aviso, sem razão,
apenas o acaso nos olhando em silêncio.


Mesmo quando meu coração tentou outro rumo,
teu nome nunca deixou de morar em mim.
E dói —
saber-te com ela,
e eu aqui,
entre o amor que existe
e o amor que não pode ser.

Meu coração vigia mesmo quando o corpo dorme, pois sabe que a visão da ausência é a pior das tormentas no silêncio da noite.

Meu corpo já desistiu muitas vezes, mas minha alma nunca. Ela conhece caminhos que a dor não alcança. E quando tudo parece perdido, é ela que me puxa de volta ao fôlego. Esse fôlego é Deus, o resto é sobrevivência.

Minha mente e meu corpo são cruciformes em Cristo.✝️

Que meu coração não se envaideça quando chegar ao topo e que meu corpo não desista enquanto não estiver lá.

⁠SENTIMENTAL.

Antes que a chuva molhe meu peito quero que o vento arrepie o meu corpo, antes que as lágrimas escorra pelos cantos dos meus olhos, quero quer saiba o motivo que me fez chorar. Se nada do que tô sentindo faz sentido para você seguir seu rumo. Quem não será capaz de se importar com minhas lágrimas, também não terá motivos para se importar com meu o sorriso.

Teu corpo no meu
acende o que não posso esconder.
O toque vira pressa,
a respiração falha,
e o desejo — quente, pulsando —
nos puxa para o mesmo ritmo

Teu corpo encosta
e o meu já responde.
O calor sobe rápido,
a pele pede,
a boca procura,
o desejo domina —
firme, urgente,
impossível de conter.

Meu corpo, todas as partes e órgãos são perfeitas e plenamente saudáveis. Saúde e paz são meu direito divino.

Vem, deita-te comigo esta noite
Cobre o meu corpo nu
com a a luz do teu olhar
Acaricia-me com a suavidade das tuas mãos
Envolve-me no teu abraço profundo
Embala-me até o amanhecer
Não vás ainda, dá-me mais um beijo.

Na lateral da poltrona, onde descanso meu corpo da existência, está a porta do banheiro, onde muito bem centralizado há um quadro. Uma onça expressiva, com olhar vibrante, onde o amarelo envelhecido contrasta com o fundo preto. Olho para a onça e a onça me olha, sem sabermos quem será o predador da vez. Em frente da poltrona há outro quadro. Uma releitura mal feita de uma pintura de Monet. Há no campo de visão uma mesa, onde repousam três livros, que me lembram que eu deixei a leitura pela metade. O porcelanato brilhante no chão constrata com os móveis baratos do quarto. Do outro lado da poltrona há uma cama, que me lembra que eu tenho dormido demais. A casa está muito limpa, contrastando com o fato de eu não ter tomado banho hoje. Intervalo meu tempo entre momentos de um tédio sufocante e pequenos entusiasmos, que encontro em atividades banais. A mente está mais tranquila, após a catarse de escrever um texto grotesco, que assustaria quem me vê assim tão dócil. A televisão está ligada com o som no silencioso, e em um olhar rápido vejo o Roberto Carlos, pois é véspera de Natal. Embaixo do apartamento, há uma casa de festas e sou obrigada a ouvir "Parabéns pra você" todos os dias. As noites passo insone, já que tenho trocado o dia pela noite. Apesar de tudo me sinto feliz, pois estou presa em minha casa, mas tenho a chave da porta, e pra rimar, é isso que importa. A Bíblia em cima da mesa me lembra minha falta de fé, apesar de buscá-la bastante, lendo em aramaico, idioma que desconheço. Por uma velha submissão, peço perdão pelo texto anterior, em que escancaro a podridão humana. Eu não precisava ter sido tão literal assim. Mas fui. É véspera de Natal e eu peço a Deus que perdoe meus pecados e meu cinismo. E que um dia eu encontre Jesus.

“Teu corpo contra o meu dissolve qualquer pudor, e o que sobra é só a urgência de sentir, sem pressa, sem culpa, até perder o fôlego.”

Não é pressa,
é necessidade.
Não é entrega,
é instinto.
Quando te chegas,
meu corpo se curva em silêncio,
porque deseja ser lido devagar,
linha por linha,
até que o desejo transborde
e não reste nada além de nós.

“Meu corpo reconhece o teu antes do toque, treme de fome, se oferece inteiro, implorando para ser tomado no ritmo lento da tua vontade.”

MEDO DO ⁠CLARO

Demétrio Sena Magé

Eu tenho medo do claro;
meu corpo todo estremece,
porque me sinto inseguro...
é justamente no claro
que a escuridão aparece...
e me dá medo do escuro...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

⁠A minha cabeça é uma fábrica. O meu corpo é uma máquina.

No dia em que o meu corpo for, vão prevalecer as minhas palavras, vão prevalecer o meu pensar.

"E a cada laço.
Encontrado.
Nos escombros do meu quarto.
Onde amei, fui amado.
Onde o corpo quente suava gelado.
Nas lembranças, me entrelaço.
Nas memórias me apego, do afeto não me desfaço.
O nó não desato.
Morro, choro, tento, mas não renasço.
Vermelho, branco, preto ainda guardo.
Cada laço..."