Sou So um Palhaco
Do lado de dentro
do teu coração divino,
do teu pensamento
sou eu a Vitória-Régia
semeada pelas asas
místicas do Hemisfério Sul
a Primavera eterna,
feita de herança nômade
e indígena desta terra.
(A dança dos deuses nas auroras).
Eu sou uma casa
dentro de outra
casa que é o meu Brasil,
O meu Brasil é uma
outra casa dentro
dentro de outra casa
que é a América do Sul,
O telhado da América
do Sul é feito de parte
do telhado de outra casa
que é o Hemisfério Celestial Sul,
E a América do Sul
é uma casa que é vizinha
de outras casas do Sul Global,
Eu sou uma casa dentro
de outras casas assim
sou uma casa sobrenatural
do Norte ao Sul Austral.
(Sinal indígena ancestral)
Sem nada mesmo,
sou pipa voada,
Tipo pré-micareta
pulando que nem pipoca,
Sem nada na cabeça
sem nada oferecer,
E ainda tem gente que
se sente incomodada,
E eu fico dando risada.
(Continuo debochada).
Existem vestígios
meus em ti,
Mesmo no abismo
que é o exílio
do teu silêncio.
Em ti sou poema
de amor vivo,
Ao seu redor és
o meu Condor
me protegendo.
Não sei qual
será o desígnio,
Só sei que algo
diz para nós baixinho
que está escrito
um no coração do outro:
O meu destino é você.
Encantamento
Sou Canário-da-telha
sobrevoando plena
aqui em Rodeio
sobre o Bairro Glória
vendo o Gávea
e também o Centro,
Cumprimento o Sol,
a Lua, e encontro
gentil encantamento.
Cururu
Balançando a minha saia
dançando o Cururu,
Você percebeu que não
sou para o bico de qualquer um,
Você não me troca por
outra na vida de jeito nenhum.
Eu sou brasileira
o chá que bebo é
o chá dos povos,
o chá do pajé,
o chá do quilombola,
o chá da imigração,
o chá da rezadeira
benzido de coração.
Sinto neste madrugada
profunda que sou eu
aquela que te ocupa
absoluta no seu silêncio,
De mim já não há mais
nenhum regresso,
Sou como as Ibirapirangas
com sementes espalhadas
pelo caminho, o seu plano
ambicioso e desejo íntimo derramando e amoroso.
A minha imagem
com a Cuia Coquinho
na mão jamais sairá
do seu coração,
Sou feita de amor
e completa paixão.
Ibirapitanga florescida
de amor assim sou,
De ti minha Pátria
amada jamais vou,
Parte de ti minha
Pátria amada eu sou,
Nesta tarde plena
de tudo e muito mais
assumo que sou
e serei aquela que
feliz ou triste
sempre te amou,
e a mão jamais abrirá.
Quando as correntes
do oceano carregam
as intenções eu sou
como os afetos nas areias
dando vida novamente
para outros poemas.
Eu sou o seu mar,
para compreender
é preciso saber
nadar, estar em dia
com a tua carteira
de arrais e saber
que a tua carta
de navegação,
é mais a sua poesia
do que a minha,
Você como marujo
conhece a direção
das correntes,
E não importa por
onde você decidir
navegar a sua intuição
sabe que irá me encontrar,
porque passar nunca
vou passar porque eu sou
inevitavelmente o seu mar.
Com proximidade poética
sou Sabiá-Laranjeira,
ave gentil da minha terra,
A minha mente vive
hipnotizada pelo tempo
declamado pelos seus
poemas e espera pelo dia
que terá o seu ombro
para repousar ouvindo
como criança cada nova
leitura sua para descansar
os ossos de ave frágil
e mais adiante escrever
um caderno no nosso tempo
a duas mãos para nele
deixar eternizado o sentimento
de mútuo e profundo pertencimento.
A aurora vespertina beija
as flores do Jacarandá-rosa,
Sou eu o seu porto de paz
e não há nada que te distraia
para do nosso destino jamais,
Em ti não apenas fiz uma casa,
e sim estabeleci amorosa Pátria.
Eu sou filha orgulhosa
da nossa Amazônia Azul
deste Atlântico Sul
onde está sagrada
a minha absoluta poesia
pela rota infinita
dos povos do Sul Global
que me ilumina e guia.
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