Sou seu Quase Amor Odeio meio Termos
A poesia é o meio mais seguro de esconder do mundo todos os segredos e todas as vontades; também é uma forma de se chegar mais perto dele.
Vivemos apenas quando estamos no meio de uma grande tempestade. Precisamos dela para que aprendamos, que no momento da quietação, crescemos e evoluímos.
O que me levou a tomar certas decisões, foi o meio em que vivi e que não mais me encaixei. Sentia-me como um peixe fora d’água.
Decidi que não vou deixar meu coração no meio termo. É neste meio termo que acontecem as incógnitas, os mistérios e o inesperado. Posso não entender certos fatos, porém o analiso de certa forma. Vou deixá-lo à mostra e assim que o vento da certeza o encontrá-lo, o levará a um caminho que certamente será o mais afável e o mais ameno.
Ser bom e justo num mundo corruptível é o mesmo que estar no meio de uma guerra sem munição. Tenhamos sabedoria suficiente para sair ileso.
Meu tudo e Meu Nada
Ele é meu céu e o meu inferno
O caos no meio da minha paz.
A beleza num cenário de guerra
A aragem e a tempestade
Meus primeiros e últimos pensamentos do dia
Minha lucidez e minha loucura
No meio do meu tudo e do meu nada.
Se um dia a chuva pague-me no meio do caminho não pararei continuarei a minha caminhada sem rumo sem fim porque só os fracos desistem.
Terra, grande Mãe e Criadora do Céu e do Inferno,
Imploro, por meio deste Apóstrofe desiludido,
Que leve consigo todo o temor substancial e arrependido de meu ser,
E que traga, em sua bagagem, a mocidade
Que se perdera onde não se tangem mais os devaneios juvenis!
Terra, detentora de tudo – inclusive de meus pensamentos –
Encubra o meu doloroso cerne e limite-o
A temperança duma bebedeira comum!
