Sou seu Quase Amor Odeio meio Termos

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Um fogo tímido


A chama nasceu pequena,
quase um sussurro,
acendeu no escuro
do peito sem pedir licença.
Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder.


O destino soprou ventos contrários,
tentou apagar promessas e sonhos antigos.
Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços.


Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder.
Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar.


Hoje a chama é farol e coragem,
não consome
— transforma quem sou.
No centro dela, entendo enfim:
meu destino é arder sem deixar de amar.

A empatia virou moeda simbólica: todos exibem, poucos praticam, quase ninguém paga o preço.

Quase ninguém mente por maldade; mente por covardia cognitiva.

O inferno está quase vazio porque Jesus morreu pelos nossos pecados; agora tudo é permitido, e ninguém mais precisa ir à igreja nem pagar dízimos.

⁠Não é fácil ser uma pessoa honesta vivendo num planeta onde quase todos faltam com a sinceridade e acham normal fazer maldades...

A sequela emocional quase me matou.

Tenho muitas palavras. Atitudes, quase nenhuma

Quando o cartão de crédito é usado de forma incorreta, os problemas no futuro quase sempre são inevitáveis.

⁠Quase não me sinto quando estou perto de ti.

⁠Algumas criaturas muitas das vezes me assusta, e ao mesmo tempo quase me entristeço devido às suas atitudes más !

Façam o povo entreter-se
com algo que pareça absurdo,
caricatural,
quase ridículo.


Enquanto riem, discutem, brigam
e se perdem em futilidades,
algo mais acontece
sem ser percebido.


Acontece nas madrugadas,
quando o cansaço anestesia
e a vigilância dorme.


Acontece durante o período de férias,
quando a atenção está relaxada,
a crítica em recesso,
e a consciência em modo avião.


O espetáculo distrai,
o ruído confunde,
o absurdo ocupa a cena.


E, nos bastidores,
decidem, assinam, desmontam,
apagam direitos,
rasgam a Constituição,
pisam nas instituições,
reescrevem destinos
sem plateia,
sem aplausos,
sem resistência.


Porque governar
pela distração e confusão
é a arte mais eficiente
de quem teme
um povo desperto e sóbrio.
✍©️#MiriamDaCosta

Eu nunca perdi
esse vício indomável, quase insano,
de acreditar na poesia do viver
no mundo que insiste em ser árido.

Sou um tsunami de sentimentos e emoções,
uma força que não se contém,
um transbordamento constante
de tudo o que sinto e penso
e parece não caber em mim.

Sigo
encravada nos versos da vida
como raiz que rasga a pedra do âmago,
como onda que inunda a praia d'alma,
como quem foi escolhida pela palavra
nua e crua, não para sobreviver,
mas para permanecer viva
e vibrar vida vestida de versos.
✍©️@MiriamDaCosta

Capítulo — A Casa de Varanda


Os dias se desenrolavam com uma tranquilidade quase ensaiada. Eu acordava cedo, organizava a casa, arrumava minha filha e seguia para o trabalho com a sensação de que cada centavo do meu salário tinha destino certo. Minha vida se resumia a duas missões: sobreviver e garantir que nada faltasse a ela.


Eu almoçava no trabalho — o famoso prato de peão — porque sabia que aquela seria minha única refeição do dia. Em casa, a despensa era pensada para ela: suas bolachas preferidas, o iogurte que gostava, a mistura que a fazia sorrir à mesa. Eu fingia não ter fome. Dizia que já havia comido, que estava satisfeita. Não era verdade. Eu escolhia não comer para que sempre houvesse mais para minha filha.


Emagreci. Muito.


Mas não era uma magreza abatida. Havia em mim uma chama que não se apagava. Eu estava mais magra, sim, porém havia um brilho que resistia — uma beleza interna que nenhuma dificuldade conseguia roubar. Eu estava até bonita. Bonita de força.


Seis meses depois, ele apareceu.


Veio para fazer um reparo nos computadores da empresa. Sempre que voltava, puxava assunto. Eu percebia o flerte, claro. Já conhecia aquele jogo. E, como de costume, não dava importância. Meu coração já tinha aprendido a desconfiar.


Até que, numa sexta-feira qualquer, no fim do expediente, fomos todos para o bar da esquina. Ele também foi. Entre risadas, copos tilintando e conversas soltas, meu ponto fraco foi atingido — aquele jeito atento, o cuidado nas palavras, o olhar que parecia enxergar além da superfície.


Começamos a namorar.


Apresentei-o à minha família no aniversário da minha mãe. Ele conquistou todos: brincalhão, piadista, sem vergonha de nada. Bebemos, rimos, celebramos. Ele morava numa kitnet e pagava um aluguel absurdo. Eu, tola ou esperançosa demais, sugeri que morássemos juntos. Eu pagaria meu aluguel; ele assumiria as contas e as compras.


Ele disse que queria morar comigo, mas em outro lugar.


Encontramos um apartamento não muito longe da casa da minha mãe — essa era minha condição. Depois da separação, minha mãe e eu éramos o suporte emocional da minha filha. Eu não podia me afastar dela.


O apartamento era uma graça. Recém-reformado, dois quartos, uma varanda charmosa pela qual me apaixonei no primeiro instante. Ali, imaginei recomeços.


Um ano depois, engravidei.


Foi festa. Ele anunciou aos quatro ventos, celebrou como se fosse o maior sonho da vida. Atencioso, presente, cuidadoso. Eu pensei: desta vez será para sempre.


Ainda grávida, ele me surpreendeu com um pedido de casamento. Aceitei. Casamos no civil, numa cerimônia simples. Estranhei a ausência da família dele — nenhum amigo, nenhum parente. Conheci apenas o irmão e a irmã. Do pai, ele não falava. Achei curioso. Talvez até um pouco estranho. Mas eu estava feliz demais para aprofundar perguntas.


Era um menino. Minha filha teria um irmãozinho.


A gravidez foi difícil. Perdi líquido amniótico e precisei de uma cesárea de emergência. Meu filho nasceu com 30 semanas. Pequeno demais para o mundo, forte demais para desistir. Ficou na UTI neonatal, dependente de oxigênio. Recebi alta, mas ele permaneceu internado por 23 dias.


Dessa vez, eu não estava sozinha. Ele estava ao meu lado.


Quando finalmente fomos para casa, nenhum parente dele apareceu para conhecer o bebê. Meses depois, quando meu filho completou cinco meses, recebemos a visita do irmão, de uma tia e de um tio. A tia me fez uma pergunta estranha:


— Ele está bem? Está calmo?


Respondi naturalmente que sim, sem entender o peso por trás daquelas palavras.


Com dois anos do meu filho, vieram as dificuldades financeiras. Fomos morar na casa que eu havia comprado nos fundos da casa da minha mãe. Pelo menos não havia mais aluguel. A situação melhorou um pouco.


Os finais de semana voltaram a ser alegres: minha mãe, minha irmã, primas, amigas. Reuniões, resenhas, churrasquinhos. Casa cheia. Risos.


Foi então que algo começou a surgir.


Sem motivo aparente, ele se tornava agressivo. Primeiro com uma amiga. Depois com minha comadre. Numa festa, jogou bebida no rosto da minha mãe.


Naquele instante, a pergunta da tia começou a fazer sentido.


Engravidei novamente. Gêmeos.


Mas ele já não era o mesmo. Explodia por qualquer coisa. Discussões inesperadas, palavras duras, olhares sombrios. Foi quando veio à tona a história mal resolvida com o pai: ameaças, processo, ódio antigo. Comecei a me perguntar se não era hora de partir antes que fosse tarde demais.


Então, como se não bastasse, a empresa onde eu trabalhava faliu. Fui demitida com quatro meses de gestação.


O chão cedeu.


A preocupação foi tanta que os planos se desfizeram. O nervosismo tomou conta de mim de um jeito avassalador. Vieram os sangramentos. No hospital, recebi a notícia que nenhuma mãe está preparada para ouvir: meus bebês já não tinham mais vida. Saíram sozinhos do meu ventre.


Passei por curetagem. Fiquei internada por 36 horas.


Depois da perda, ele parecia transformado novamente. Gentil. Solícito. Cozinhava, falava baixo, ajudava em casa. Era como se o homem que conheci tivesse voltado.


No dia de Nossa Senhora Aparecida, chegou bêbado, mas foi direto dormir. Não houve briga.


Dois dias depois, recebi a notícia que ninguém está preparado para receber.


Minha mãe havia falecido de infarto.


O mundo parou.


Mas eu não podia desmoronar. Minha filha precisava saber. Ela tinha 13 anos — já era uma mocinha — e meu filho, seis. Fui forte para contar que a avó tinha partido.


Fomos fortes.


Minha filha e eu.

21 de Fevereiro
o carnaval já passou
já fazem quase dois anos de que você partiu
estou sofrendo como um animal em boca de onça
olhando apenas para o que me cerca porque é a ultima coisa que eu veria
não consigo lidar com sua partida
desde então não sei lidar com as pessoas
eu as-odeio demais para conviver
porque era difícil conviver com você
e mesmo assim eu sinto sua falta
e você me odiava
fico me perguntando se você sentiu medo antes de morrer ou se pensou em mim
porque às 3AM você chamou pelo nome do único filho que não te deixou somente para deixa-lo
mas tudo bem, quem não merece um final?
dizer que era sua hora é a pior maneira de lidar
mas estou vivendo
porém querendo te ver
se eu te ver
perdoe-me
mas quem não merece um final?

A dor da solidão é silenciosa, traiçoeira e profundamente enganadora, ela quase nunca é demonstrada, quem a carrega aprende a sorrir com perfeição, a sustentar um rosto sereno enquanto, por dentro, tudo desaba, sorri para não incomodar, cala para não preocupar, disfarça para não despertar pena, prefere ser forte aos olhos do mundo a admitir que está se afogando em um vazio que ninguém vê., tudo o que essa alma deseja é se sentir incluída, escolhida, verdadeiramente amada… mas, em vez disso, abraça o próprio silêncio e transforma a dor em segredo, carrega o fardo sozinho, mesmo já estando exausto, apenas para proteger aqueles que ama, como se seu sofrimento fosse um peso aceitável, desde que não recaia sobre mais ninguém.

"Se eu tenho medo? Claro que sim! Só que, comigo (e quase sempre) meu medo é como medo que tenho de viagens de avião: tenho medo, mas enfrento... Ou teria perdido tantas coisas boas! Sou Ah-sim!"
Texto Meu 0989, Criado em 2020


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Chegar até aqui (mais um Natal e quase no Novo Ano) é privilegio, acho!"


Texto Meu No.1139
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"Você contesta quase tudo e quase todos. Mas... Você nunca contesta essa conversa de que o PASSADO tem que ser esquecido. Por que você é assim?"


Texto Meu 1196
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"Humildade só falada quase nunca é praticada!"
Frase Minha 0439, Criada no Ano 2010


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"A maldade nem sempre está na cabeça de quem fala. Quase sempre está na cabeça de quem lê, ouve e conclui... O que quer!"
Frase Minha 0515, Criada no Ano 2011

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com