Sou porque tu Es Pablo Neruda
O Palácio da Ventura
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!
Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!
Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!
Abrem-se as portas d'ouro com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão - e nada mais!
"Alguns me chamaram de louca e sou um tanto louca, mais ou menos, conforme as circunstâncias, só que de um tipo diferente: dos que, por trás das suas máscaras, ocultam a própria loucura."
Se eu sou brasa, você é nitroglicerina
Se sou poeta, você é inspiração
Se estou sóbrio, você me alucina
E quando me encontro, você é perdição
"Não existe 'começo' para nós, apenas o reencontro. Eu sou sua alma gêmea, predestinada a você desde o seu nascimento. Você não está me a conquistar agora; está apenas a reivindicar o lar que o destino há muito reservou para nós dois."
Eu "brinco" com a realidade. Sou ácido apenas apontando que "o rei está nu". Essa acidez é a libertação do Simulacro.
Não sou uma pessoa muito alegre. Sou introvertido. Fechado. Cheio de dúvidas. Não me é fácil viver comigo. Parece que estou sempre em guerra civil.
"eu não sou assim por opção...
Não é muito difícil de entender, nasci com outra configuração!"
(Sophia Jonathan)
Sou negra e não tenho um dia... tenho uma vida uma história uma cultura um valor um sonho. Consciência? mas o que é isso mesmo? Prefiro a inconsciência dos desejos, dos ébrios, dos loucos e dos apaixonados. Meu dia são todos os dias. De consciente mesmo só a minha negritude claramente estampada na retina do branco-branco.
(Poema composto para a peça teatral VAGABUNDOS, Teatro do Sesc, Fortaleza- CE, a pedido do meu genial e predileto ator Getúlio Cavalcante, em 27/03/2014, 14:58)
Cinquenta invernos de estranheza... Três semanas de lugar... O enigma virou clareza: Sou o que vimdecifrar. 🌻
Ante sua majestosa inteligência, um ser falido sou, minha inquietude e angústia são a soma da sua "onipresença", que na dualidade, acalma minha Alma.
Todos sabem que sou professor de arte marcial, mas poucos compreendem que palavras ditas de coração para coração transcende o poder da luta.
Não sou um senhor de idade que conservou o coração menino. Sou um menino cujo envelope se gastou.
Existe uma linha tênue entre amar e se perder.
Se eu amo, amo pela forma que sou tratada ou pela forma na qual me desprendi de mim mesma para me entregar a esse amor?
Será que o amor que sentem por mim e pelo meu amor ou a falsa ilusão de quem posso ou não ser?
Amar é projeção, espelhamento.
Eu amo o que me vejo ou amo como me veem?
"Louco!
Loucos são esses loucos que pensam que eu sou louco!
Louco por ter a maior sorte do mundo em ser louco
Louco não é gênio e nem todos gênios estão loucos
Louco por fazer loucuras não significar ser louco
Louco por contagiar minha coragem de ser louco
Louco por reagir a uma sociedade decadente e doente de louco
Louco por não seguir padrões sociais vista como louco
Louco por não deixar de ser quem sou, louco
Louco, pode-me chamar que ficarei alegre em ser louco
Louco por gostar de mim e ser egoísta louco
Louco por sonhar acordado, então pode-me chamar de louco
Louco pelo prazer da loucura, então prefiro ser louco
Louco por sonhar acordado e criar a minha realidade de louco
Louco é ter a liberdade de ser louco e não ser um estranho no ninho dos loucos.
Louco por tentar adquirir capacidade de ser normal, gênio ou louco."
(Bichara, R. G.)
O inferno é aqui
O inferno me aguarda
Sou filha de Lucifer
Escuto seu chamado
Enquanto espero a minha hora
Faço das palavras meu destino
E vou arcar com elas
Nas rimas de meus anseios
Me perco em devaneios
Exaltar o criador
Deveria ser meu tema
Mas quando ele me ceifa vidas
Exalo minhas mágoas
Se vai me fazer pagar
Que o faça comigo
Deixa em paz os que me cercam
E o idealizam
A paciência me falta
A sanidade foi embora
Me resta a revolta
E as lamúrias em meus ouvidos
O céu é só figurado
Azul e sem limites
O inferno é aqui
E para onde um dia eu vou
(Nane-13/11/23014)
