Sou Pessoas de Riso Facil e Choro Tambem
O amor acontece por acaso
não é um fracasso
mas algo que brota
talves esnoba
mas sempre deixa marcas
tipo as de uma faca
que fica a sicatriz
como o mal pela raiz
pode fazer bem
mas pode fazer mal
algo desproporcional
mas é um sentimento muito bonito
é mais gostoso quando escondido
por que dá mais emoção
o amor não é uma ilusão
mas sim algo que vem para mudar
talvez estragar mas talvez encantar
mudar uma vida para melhor ou para pior
mas quem nunca sofreu por amor...
algum dia sentirá
um sentimento que poderá amargar
porém irá te magoar
algo que não da pra explicar
só quem sabe é quem já sofreu
já viveu o drama de perder um amor
por isso eu digo
viva intensamente do lado de quem você ama
se garanta pro que quiser
pro que der e vier
faça tudo por amor
e serás recompensado
com algo iluminado
Seu olhar é belo
seu sorriso sincero
te quero, te espero
para poder te amar
te louvar
e poder transformar
aquilo que não se adequa no seu lugar
quero poder desfrutar
das coisas boas que se realizará
junto a ti estar
te amar e amar
para sempre você estará
no seu devido lugar
ou seja te amo de montão
seu lugar eh dentro do meu coração.
Quando vi o seu olhar
me veio a imaginar
eu posso até tentar
mas não sei se seu coração vou conquistar
pensar pensar
no que irei te falar...
talvez possa ilustrar
um trajeto a brilhar
para seu caminho iluminar
talvez eu possa cantar
para libertar
o amor que irá
voar pelo ar
mas no final das contas
o certo é te beijar!
Para que as estrelas tenham brilho, elas necessitam da luz do sol. Para alguém brilhar na vida é preciso ter uma estrela.
Deus colocou o homem na terra na esperança da multiplicação da especié. Ficou bastante triste quando percebeu que alguns preferem subtrair seus irmãos.
O perigo mora ao lado de todos os caminhos que percorremos, por isso é preciso acostumar-se a conviver com eles.
Quando o dia começar sem o canto dos pássaros, as flores não brotarem mais na primavera e os rios morrerem em seus leitos, a natureza certamente dará uma resposta ao seu algoz.
São tantos os homens que vendem seus sonhos com o ideal de grandeza e, por terem abdicados de seus acabam por morrer na tristeza.
Os Três Mal-Amados
Olho Teresa, vejo-a sentada aqui a meu lado. A poucos centímetros da mim. A poucos centímetros, muitos quilômetros. Por que essa impressão de que precisaria de quilômetros para medir a distância, o afastamento em que a vejo nesse momento?
Olho Teresa como se olhasse o retrato de uma antepassada que tivesse vivido em outro século. Ou como se olhasse um vulto em outro continente, através de um telescópio. Vejo-a como se cobrisse a poeira tenuíssima ou o ar quase azul que envolvem as pessoas afastadas de nós muitos anos e léguas.
Posso dizer dessa moça a meu lado que é a mesma Teresa que durante todo o dia de hoje, por efeito do gás do sonho, senti pegada a mim?
Esta é a mesma Teresa que na noite passada conheci em toda intimidade? Posso dizer que a vi, falhei-le, posso dizer que a tive em toda intimidade? Que intimidade existe maior que a do sonho? A desse sonho que ainda trago em mim como um objeto que me pesasse no bolso?
Ainda me parece sentir o mar do sonho que inundou meu quarto. Ainda sinto a onda chegando à minha cama. Ainda me volta o espanto de despertar entre móveis e paredes que eu não compreendia pudessem estar enxutos. E sem nenhum sinal dessa água que o sol secou mas de cujo contacto ainda me sinto friorento e meio úmido (penso agora que seria mais justo, do mar do sonho, dizer que o sol o afugentou, porque os sonhos são como as aves, não apenas porque crescem e vivem no ar)
Teresa aqui está, ao alcance de minha mão, de minha conversa. Por que, entretanto, me sinto sem direitos fora daquele mar? Ignorante dos gestos, das palavras?
O sonho volta, me envolve novamente. A onda torna a bater em minha cadeira, ameaça chegar até a mesa. Penso que, no meio de toda essa gente de terra, gente que parece ter criado raízes, como um lavrador ou uma colina, sou o único a escutar esse mar. Talvez Teresa...
Talvez Teresa... sim, quem me dirá que esse oceano não nos é comum?
Posso esperar que esse oceano nos seja comum? Um sonho é uma criação minha, nascida de meu tempo adormecido, ou existe nele uma participação de fora, de todo o universo, de uma geografia, sua história, sua poesia?
O arbusto ou a pedra aparecida em qualquer sonho pode ficar indiferente à vida de que está participando? Pode ignorar o mundo que está ajudando a povoar? É possível que sintam essa participação, esses fantasmas, essa Teresa, por exemplo, agora distraída e distante? Há algum sinal que faça compreender termos sido, juntos, peixes de um mesmo mar?
Donde me veio a idéia de que Teresa talvez participe de um universo privado, fechado em minha lembrança, desse mundo que através de minha fraqueza eu me compreendi ser o único onde será possível cumprir os atos mais simples, como por exemplo caminhar, beber um copo de água, escrever meu nome, nada, nem mesmo Teresa.
