Sou Pessoas de Riso Facil e Choro Tambem
O riso escapa às vezes como quem rouba um remédio proibido. Dói o riso quando sei o preço que ele tem: esquecer por instantes. Mas prefiro esses lapsos de luz a um cotidiano contínuo de negrume, pois há beleza mesmo nos intervalos em que a alma consegue respirar.
Trago no peito a lembrança de um tempo simples, onde o riso corria solto e a vida cabia inteira na inocência de dois caminhos que ainda não conheciam despedidas. Éramos feitos de chão, de poeira e de afeto bruto, desses que não se explicam, apenas se vivem, como se o mundo fosse pequeno demais para nos separar. Mas o tempo, silencioso e inevitável, foi abrindo distâncias onde antes só havia presença, transformando parceria em memória. Hoje carrego comigo aquilo que ficou, não como peso, mas como parte de quem me tornei, marcado pelas ausências que ensinaram mais que qualquer permanência.
Porque existem laços que nascem lado a lado, mas o destino insiste em escrever em caminhos diferentes, deixando na alma a saudade do que poderia ter sido eterno.
- Tiago Scheimann
..Não é por nada,
mas lembrar seu sorriso, seu riso, seu olhar, seu cheiro e até as suas chatices me faz um bem enorme..
O piano emudeceu-se, como o riso na fotografia da parede, hoje só restam lembranças, do ontem so ficou saudade.
"O Riso é o Energético da Vida, o Antidoto para Tristeza e a Cura Pra Depressão, Sorria a Felicidade te Espera."
O toque, o cheiro, a companhia, o olhar, o riso, e as relaçóes vão sendo construídas e novas histórias vão nascendo e novos amores vão crescendo... Mas, e quando não se tem nada disso? E quando tudo que se tem são palavras? Puras e simples
palavras? Como se explica um amor que nasce da cumplicidade, da empatia, das semelhanças das almas que se encontram por acaso do destino? Encontram-se mas não se veem, não se tocam, não se olham nos olhos... Riem, compartilham momentos, sonhos, planos, tornam-se cúmplices... Mas o encontro real é sempre adiado... Se o amor requer toque, cheiro, olho no olho, como explicar um coração que se rende ao outro quando o olhar não se cruzou, quando as mãos não se tocaram? Alguém pode explicar o amor e todos os seus mistérios? Se é mistério... Se é amor... Quem explica?
E como uma leve brisa,
Sente-se de tão sensível riso
acomodo prazeroso, devaneio das sensações
Inquietudes do seu próprio ego.
E assim passam-se as coisas, e,
ficam-se as inquietações.
