Sou o que sou
A sinceridade é muito bom
por isso sou com você
sou sincero e não minto
nem mesmo para me defender
apesar do povo falar
eu não vou te enganar
pois EUAMO VOCÊ
Eu sou Noite -
Eu sou noite!
E vim de parte incerta.
Espaço que não existe ...
Eu sou noite!
Sou vento que resiste - que insiste ...
Vim amar-te - sem meta!
Cheguei e estou aqui!
Eu sou a tua noite, agora,
sem tempo, nem hora ...
Dor Ritmada -
Estou morto. Sou morto. Absorto ...
Sou nada. Serei nada. Ave. Calada ...
Ausente. Sem mim. Nem corpo ...
Morto. Absorto. Ave. Prostrada ...
Estou só. Tão só. Que dó ...
Aqui. Ali. Sem ti ...
Louco. Um louco. Tão só ...
Tão perto. Tão longe. De si ...
Nasci. Aqui. Sem Luz!
Alma. Triste. Cansada ...
Desgraça. Sem graça. Reluz...
Que farás. Ó Alma. Além. Daqui?!
Aplausos. Palco. Casa Cheia ...
Um mundo. Jucundo. De oiro. E cetim!
Se sou poeta ou sou prosista?...
Se sou poeta ou sou prosista?
Por ter asas, sonhador, não sei
Ser poeta é ser artista?
Sinceramente, um pouco serei
Não sou só aquele tom simplista
Tenho amor e do amor sou
Da vida, um poético bucolista
Verdade, não sei à que me dou
Afinal, poeta ou prosista, é assim,
De sentimento fundamental
Se é bom ou ruim?
Pouco sei, sei que sou sentimental
E isto, é o preciso para mim!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 outubro, 2022, 11’34” – Araguari, MG
*parceria com Fernando pessoa
Eu sou o que sou.
Saber disso me faz bem.
Me sinto péssimo quando sou o que não deveria ser e isso me faz mal, muito mal.
Destrói a minha alto estima e me deixa vulnerável.
Por isso, eu sou o que sou e cada vez mais, caminho ao encontro do que fui projetado para ser.
Não entendeu?
Esquece... é complexo...ou louco, vai saber!
Quero ser tua...
musa inspiração
Quero viver a vida
meu amor!
Com muita
Emoção
Sou tua metade
Sou tua estrela
Cadente
Sou
Tua
musa inspiração!
Quem sou eu
Eu sou poesia
Sou todos os livros que li
Os filmes que mais gostei
Os lugares por onde andei
Sou as boas e más impressões que deixei em todos que convivi
Sou todas as mudanças que causei
Sou tudo o que semeei por onde passei
Quem sou eu? Eu não sei… sigo semeando, deixando sempre um pedacinho de mim e me reconstruindo de pedaços que pego por aí… eu só sei que, hoje já não sou mais quem fui ontem e amanhã já não serei quem sou hoje. Sigo caminhando.
Eu não sou masoquista
Eu não sou masoquista
Eu sou apaixonada
Sou uma viciada
Pela ideia de um amor ufanista
Eu não sou masoquista
Não amo esta dor
Mas eu amo o amor
E faço de tudo por ele. Alienista
Quem sabe me internem
E me forcem a esquecer de ti
Mas amor assim eu nunca senti
E sentirei até que me alienem
Me prenderão numa camisa de força
Me doparão e me isolarão
Ledo engano teu, toleirão
Amor não se prende, não se dopa, não se isola
Amor se sente, e só se se quiser, vai embora
Quem sou eu?
Não sou tão velho,
e nem tão novo
Ando sempre correndo
Para muitos passo lentamente,
Para outros corro rapidamente
Sou temido pelos aventureiros
Sou o maior inimigo dos jovens
Melhor amigo de quem não te pressa, e de quem curte a vida como se fosse uma festa
Não sou o vento;
Mas passo entre vocês
Estou em todos lugares em todos os momentos;
Não sou Deus
Pois até ele teme o tempo
Quem sou eu?
sou passáro
livre...
sou beleza,
sem fim...
sou passáro
ninho...
e guardo
um amor
eterno,
que não
cabe
em mim...
sou passáro
livre
sou beleza,
sem fim
sou
Sou frases inacabadas...
Sou pensamentos não profetizados...
Sou poesia sem rima...
Sou sentimentos não ofertados...
Sou abraços não acalentados...
Sou beijos não sugados...
Sou da esperança a fé...
Sou intensamente sem ponto final...
Sou feita de puras reticências....
Sou Maria Munrra
Sou filha de Maria com Munrra
Minha pele é morena
Meu cabelo cacheado
Meus olhos acobreados
Meus lábios são carnudos
Meus pés pequenos são
Minhas vestes são de penas
Nos cabelos levo flores
No pescoço contas coloridos
Meus seios são volumosos
Meu quadril alargado
Minha cintura de pilão
Meus braços abraços ternos
Minhas pernas são duas torres
Sou Maria Munrra...
Na água sou jiboia
No ar ave que voa
Na terra alce veloz
Na madrugada sou coruja que vigia
Sou doce como a pomba
Astuta como a serpente
Na cama os quatro elementos da natureza
Sou criança inocente
Acordada pássaro que canta
Dormindo sou anjo azul
Sou aquela que amamenta a cria e o amante
Sei fazer sorrir e chorar
Sei cantar e dançar
Sou eterna caçadora de estrelas
Meu cinturão é de prata
Meu alforje de couro macio
Carrego três flechas: amor, perdão e sabedoria
Sou Maria Munrra...
Não temo o dia nem a noite
Nem o tempo com suas estações
Nas tardes de outono sou veleiro a velejar
Nas noites de verão o suspiro da paixão
Sei encontrar flores no inverno
E sonho na primavera
Tenho autoridade e sou submissa
Sei ler e escrever
Cozinha, lavar e passar
Costurar e até bordar
Sou sol, sou lua
Sou estrelas mil
Sou Maria Munrra...
Sou amiga e inimiga
Sou filha e mãe
Sou mulher e amante
Sou fêmea sou macho
Sou galinha que acolhe seus pintinhos
Sou águia com seu ninho no pico das montanhas
Sei ser formiga e também cigarra
Sei apanhar e bater, curar e machucar.
Sei amar e odiar, perdoar e magoar.
Nas pelejas meu canto e de guerra
Nas vitórias não estou só
Sou Maria Munrra...
Meu prazer é um gemido
Meu gemido é um prazer
Sou formada nas dores
Especializada em amores
Delicio-me nos morangos
Embriago-me com uvas
As maças são as prediletas
Adoço-me com o mel
Danço na chuva fina que cai
Corro no vento veloz
Queimo-me e aqueço no sol
Sou Maria Munrra...
Meu charme é a paciência
Minha beleza a prontidão
Meu caráter o fiel da balança
De ouro apurado no cadinho
Sou brasileira de muitos Brasis anis
Sou simplesmente, Maria Munrra.
SEGUNDA PROSA
Às vezes me perguntavam: Qual a sua formação?
- “Meu pai falou um dia, sua escola será o mundo”.
- “Minha mãe completou: sua mestra será a Vida.”
Já meditei muito, hoje me respondo:
Fiz estágio de perdão
Fui treinada na paciência
Faço mestrado de amor
Meu idioma é o Português
De Português nada sei
Pontos e vírgulas, não sei onde colocar
A crase é meu tormento.
Ah! E os verbos, são tantos!
Não aprendi a conjugar, só os verbos principais:
Perdoar, Amar, e Sonhar.
Minha mestra me deu uma medalha de sonhadora
Diploma não recebi, ainda estou na escola
Vou continuar na busca do meu sonho: quero fazer poesia,
Mesmo sem saber rimar, sigo meu coração
Com essa sua mania de soletrar
Eu escrevo...
Amor, eu não sou cacata, Não sou pobreza ou escassez, Não me chame de mão de vaca, Se não pode me dar um centavo sequer.
Eu sei que o dinheiro é importante, Mas o importante, eu já tenho aqui, São os sentimentos que são vibrantes, E que não têm preço, nem um valor fixo.
O amor não é contado em cédulas, Nem em moedas, nem em cifrões, É a conexão que nos vincula, E que transcende as convenções.
Não quero ouro, nem prata, Nem riquezas que o mundo tem, Quero apenas sua alma grata, E o amor que juntos construímos além.
Então não me chame de mão de vaca, Pois não sou feita de moedas e papel, Sou um ser humano que ama, E que não se mede por dinheiro, afinal.
