Sou o que sou

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Pensante

⁠Eu como poeta não sou nada.
Não sou trovador, nem menestrel.
Nem xilografista na literatura de cordel.
Não sou cordelista e nem faço embolada.

Não sou repentista, nem tenho língua afiada;
não sou doutor, nem bacharel;
não sou embaixador, nem coronel;
não sou hipnólogo e nem sei contar piada.

Sou apenas mais um na multidão.
Sou o cidadão comum, irrelevante.
Nem Sócrates nem Platão

nem Marx nem Dante.
Do alto de minha humana condição,
apenas um ser pensante.

⁠Sou o que sou.
Por favor, não me invente.
Sheylasouza

"Eu sou o que sou,pois não pretendo ficar fugindo de mim mesma"

Eu penso em falar,
sou o que quer,
ajo como sou,
mas eu sou quem quer?

Me dita monstro,
Monstro não sou,
Mas monstro reconheço;
Pois dele sou vinda.

Seu jeito faz quem sou,
Sou triste pelo jeito,
Jeito esse sou,
De querer amor seu,
e não despeito.

Sou inocente,
sei que não sente,
mas sente quem eu sou,
E não acha coerente.

Amor sou,
Não sei do seu,
Mas sou mais,
Do que poderia dar.

❝ ...Não sou apenas mãe; sou o primeiro caminho e a última defesa. Minha ferocidade é silenciosa, mas está sempre alerta. Pois o instinto da Loba transforma a minha natureza: Sou a que protege o ninho, a que mantém a porta aberta.⁠...❞


-------------- Poetisa: Eliana Angel Wolf

Quem sou eu?


Eu sou aquele menino que quando tinha apenas cinco anos quando perdeu o pai e quando tinha sete anos 99% dos colegas de classes não queria fazer dupla comigo e quando completei treze anos estava desistindo de estudar e que no certo dia tive que mentir para um professor em tão esse sou eu um pouco feliz e um pouco triste.

Quem sou eu?

Eu sou alguém que teve a oportunidade de conhecer alguém que ame de verdade e não quis se envolver em tão esse sou eu um garoto que desistiu do amor.

Não sou cópia. Não sou eco.
Sou Paulo Macaia:
Na dor eu não fugi, na tristeza eu não calei, na solidão eu me achei.

Não sou um livro aberto
Não sou uma ilha
Sou terra habitada
Por hábito e mobília.
Sou feito de barro
Que chora e se humilha
Que sofre e tem medo
Da sombra da noite
Que guarda o segredo
Do eterno retorno
Que traz recomeço
Do trágico querer
Me perco no sonho
Do dia futuro
Construindo um muro
Em volta de mim, para permanecer.
A carne se esgaça como roupa velha
A alma se estica pra não se perder

"Não sou apenas forte; sou resiliente. Caio como folha, mas levanto como fênix, sempre fiel à minha essência e ao amor que dedico aos meus."
-------- Eliana Angel Wolf⁠

“Eu sou assim porque sou escorpião.” “Tenho lua em caos e ascendente em sumiço emocional.”

Humaninhos pegam traço tóxico, colocam glitter cósmico e chamam de profundidade. Astrologia era pra ser símbolo, reflexão, linguagem arquetípica. Aí transformam em carteira de habilitação pra ferir os outros sem culpa. Uma espécie de “desculpa jurídica do zodíaco”. Impressionante o esforço da humanidade pra terceirizar responsabilidade até pros planetas. Saturno deve estar exausto.

Tem gente que usa signo como autoconhecimento. E tem gente que usa como biombo emocional.

“Sou intensa.” Não, querida, você só não sabe dialogar sem explodir metade da cidade emocional ao redor.

“Sou fria porque sou de escorpião.” Não. Você escolheu silêncio como arma e romantizou isso.

No fim, caráter nunca esteve no mapa astral. Só o caos potencial. O resto é decisão.
E a pior parte? Quem ama ainda tenta entender. Fica procurando sentido em casa astral enquanto recebe indiferença na cara. Uma tragédia bem humana, aliás. Pessoas ferem, somem, deixam cicatriz… e depois culpam Vênus retrógrado como se o universo tivesse hackeado o bom senso delas.

Eu não sou o que ainda posso ser
Eu sou o que quero e não o que querem
Se sou pouco
Se sou muito
O tempo lapida
E não a opinião alheia.

⁠Quem sou eu?

Eu sou meio indefinido
até pra mim mesmo,
Não que eu não me conheça bem,
Conheço cada "Eu" que fui ,
que sou ,e possa vir a ser um dia.

O problema é justamente eu ser tantos,
e ao mesmo tempo ser tão singular .
Não é que eu seja duas caras ,
nem bipolar
Tô mais pra camaleão,
Me adapto e me transformo
conforme a situação .
Depende de onde ,quando
ou com quem estou
para definir quem eu sou .

Passei por muita coisa ruim
Mas não tenho do que me queixar
Creio eu que as dificuldades
tem potencial de se transformar
em combustível para nos levar
ou freio para nós parar ,
quem decide somos nós mesmos.

Eu juntei tudo de ruim
que me aconteceu
reciclei, e transformei
em algo novo ,lindo e útil
A vida me exigiu muita força
des de sempre
hoje em dia já tô tão calejado
que nada mais Me ofende

Ao invés de querer fardo leve
sempre quis ombros fortes
pra aguentar qualquer carga
hoje tô aproveitando
"isso" que alguns chamam de vida
Mas que pra mim é só uma parada
Vida pra mim ,é o que vem depois do fim

A Casa
Não sou a casa,
Sou parte viva da família
Sem vocês, restam cômodos vazios,
Espaços frios de dor e solidão.
As lembranças não moram na matéria,
Mas vivem na memória e no coração.
Não existe moradia que seja feliz
Se a estrutura estiver vazia.
Mas serei sempre o respeito e o acalento
Para quando se sentirem sem rumo
Eu estarei aqui
Com amor infinito...
Roseli Ribeiro

Eu sou o não e o sim, sou o que sou e o que fizeram de mim.

Cada dia que passa sinto mais orgulho da mulher que me tornei, não sou perfeita, mas sou a prova viva do meu próprio esforço. Já fui minha maior crítica, hoje sou minha maior inspiração, tenho orgulho da minha trajetória, sim, pois cada cicatriz que carrego conta uma história de luta, de dor, de superação. Cada ano que passa, ganho mais certezas, mais força e muito mais orgulho da mulher que renasce diante dos problemas que enfrento, dentre tantas coisas o que mais me orgulha não é onde cheguei, mas a coragem que tive para caminhar de cabeça erguida, ciente de tudo que fiz até aqui. ❤️‍🔥

Eu não sou difícil, eu sou uma edição limitada e o manual de instruções veio em outra língua.


SerLucia Reflexoes

Eu Sou Flor

Eu sou uma flor, que no jardim da vida
desabrocha entre caminhos nem sempre suaves —
onde os obstáculos ergueram suas sombras,
fui aprendendo a crescer, raiz profunda, forte.

Não perdi a doçura, nem o brilho interno:
delicada, sensível, guardo em mim o perfume
que se espalha suave sobre cada pétala,
como um segredo leve que o vento leva.

Minha pele é macia, toque aveludado,
irradio a sutileza do que é raro e verdadeiro —
pois resistir sem perder a própria essência
é a beleza mais bela que o mundo inteiro.

Eu sou o outro.

Sou esse morador de rua.
Sinto sua fome,
sinto o frio, o calor, a chuva.
Sinto sua vergonha,
sinto sua humilhação,
sinto o perigo, a indiferença,
sinto a sensação de não ter valor.

Sou essa mulher agredida —
em palavras e no corpo — pelo marido.
Sou essa mulher que trabalha na rua e em casa,
e ganha menos apenas por ser mulher.
Sou essa mulher que, por tanto tempo,
viu suas escolhas serem decididas sempre pelos homens.

Sou essa criança no mundo,
que sofre por ser frágil, por não ter força.
Sinto o sofrimento violento que os adultos causam.

Sou esse doente na cama,
sofrendo de dor, desenganado pelos médicos,
com apenas a morte esperada no futuro.

Senti a dor do Holocausto judeu,
senti a dor da escravidão do negro.

Eu sinto a dor do outro.
Eu sou o outro.

Não sou teu amigo, não sou teu inimigo. Sou o mensageiro da tua própria consequência. O que recebes de mim é o que mereces não por vingança, não por justiça divina, mas porque a vida, o acaso, o universo (ou apenas eu) decidimos que a única verdade que mereces é a que plantaste. Carteiro, Hermes, Courier. chama como quiseres. No fim, entrego a carta. E o que ela diz não depende de mim. Depende de ti. E de como me trataste quando eu ainda era apenas o mensageiro, e não a mensagem.