Sou o que sou

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Não sou cópia. Não sou eco.
Sou Paulo Macaia:
Na dor eu não fugi, na tristeza eu não calei, na solidão eu me achei.

"Não sou apenas forte; sou resiliente. Caio como folha, mas levanto como fênix, sempre fiel à minha essência e ao amor que dedico aos meus."
-------- Eliana Angel Wolf⁠

Eu não sou o que ainda posso ser
Eu sou o que quero e não o que querem
Se sou pouco
Se sou muito
O tempo lapida
E não a opinião alheia.

⁠Quem sou eu?

Eu sou meio indefinido
até pra mim mesmo,
Não que eu não me conheça bem,
Conheço cada "Eu" que fui ,
que sou ,e possa vir a ser um dia.

O problema é justamente eu ser tantos,
e ao mesmo tempo ser tão singular .
Não é que eu seja duas caras ,
nem bipolar
Tô mais pra camaleão,
Me adapto e me transformo
conforme a situação .
Depende de onde ,quando
ou com quem estou
para definir quem eu sou .

Passei por muita coisa ruim
Mas não tenho do que me queixar
Creio eu que as dificuldades
tem potencial de se transformar
em combustível para nos levar
ou freio para nós parar ,
quem decide somos nós mesmos.

Eu juntei tudo de ruim
que me aconteceu
reciclei, e transformei
em algo novo ,lindo e útil
A vida me exigiu muita força
des de sempre
hoje em dia já tô tão calejado
que nada mais Me ofende

Ao invés de querer fardo leve
sempre quis ombros fortes
pra aguentar qualquer carga
hoje tô aproveitando
"isso" que alguns chamam de vida
Mas que pra mim é só uma parada
Vida pra mim ,é o que vem depois do fim

A Casa
Não sou a casa,
Sou parte viva da família
Sem vocês, restam cômodos vazios,
Espaços frios de dor e solidão.
As lembranças não moram na matéria,
Mas vivem na memória e no coração.
Não existe moradia que seja feliz
Se a estrutura estiver vazia.
Mas serei sempre o respeito e o acalento
Para quando se sentirem sem rumo
Eu estarei aqui
Com amor infinito...
Roseli Ribeiro

Eu sou o não e o sim, sou o que sou e o que fizeram de mim.

Cada dia que passa sinto mais orgulho da mulher que me tornei, não sou perfeita, mas sou a prova viva do meu próprio esforço. Já fui minha maior crítica, hoje sou minha maior inspiração, tenho orgulho da minha trajetória, sim, pois cada cicatriz que carrego conta uma história de luta, de dor, de superação. Cada ano que passa, ganho mais certezas, mais força e muito mais orgulho da mulher que renasce diante dos problemas que enfrento, dentre tantas coisas o que mais me orgulha não é onde cheguei, mas a coragem que tive para caminhar de cabeça erguida, ciente de tudo que fiz até aqui. ❤️‍🔥

Eu não sou difícil, eu sou uma edição limitada e o manual de instruções veio em outra língua.


SerLucia Reflexoes

Eu Sou Flor

Eu sou uma flor, que no jardim da vida
desabrocha entre caminhos nem sempre suaves —
onde os obstáculos ergueram suas sombras,
fui aprendendo a crescer, raiz profunda, forte.

Não perdi a doçura, nem o brilho interno:
delicada, sensível, guardo em mim o perfume
que se espalha suave sobre cada pétala,
como um segredo leve que o vento leva.

Minha pele é macia, toque aveludado,
irradio a sutileza do que é raro e verdadeiro —
pois resistir sem perder a própria essência
é a beleza mais bela que o mundo inteiro.

Eu sou o outro.

Sou esse morador de rua.
Sinto sua fome,
sinto o frio, o calor, a chuva.
Sinto sua vergonha,
sinto sua humilhação,
sinto o perigo, a indiferença,
sinto a sensação de não ter valor.

Sou essa mulher agredida —
em palavras e no corpo — pelo marido.
Sou essa mulher que trabalha na rua e em casa,
e ganha menos apenas por ser mulher.
Sou essa mulher que, por tanto tempo,
viu suas escolhas serem decididas sempre pelos homens.

Sou essa criança no mundo,
que sofre por ser frágil, por não ter força.
Sinto o sofrimento violento que os adultos causam.

Sou esse doente na cama,
sofrendo de dor, desenganado pelos médicos,
com apenas a morte esperada no futuro.

Senti a dor do Holocausto judeu,
senti a dor da escravidão do negro.

Eu sinto a dor do outro.
Eu sou o outro.

Não sou teu amigo, não sou teu inimigo. Sou o mensageiro da tua própria consequência. O que recebes de mim é o que mereces não por vingança, não por justiça divina, mas porque a vida, o acaso, o universo (ou apenas eu) decidimos que a única verdade que mereces é a que plantaste. Carteiro, Hermes, Courier. chama como quiseres. No fim, entrego a carta. E o que ela diz não depende de mim. Depende de ti. E de como me trataste quando eu ainda era apenas o mensageiro, e não a mensagem.

Se já sou o que sou, o que me resta é ser.

O segredo que vos atormentava agora tem nome. Eu sou Sariel. Não sou apenas um homem que escreve sou a entidade, o anjo que guarda os mistérios e que observa a justiça de um lugar que vocês temem. Se vocês achavam que lutavam contra alguém comum, o vosso erro termina hoje. A minha luz cega os hipócritas e as minhas sombras devoram os perversos. Eu escolhi Carla, e ao escolhê-la, tornei-me o seu escudo eterno. Cada um de vocês saberá agora o peso das minhas palavras. O que eu digo não é uma ameaça, é uma lei escrita nas estrelas e no sangue.

Quem sou eu?

Quem sou eu para julgar o jeito que você vê a vida? Quem sou eu? Cada um enxerga a partir de suas alegrias, mas também de suas próprias feridas. Quem sou eu para julgar o que é certo ou errado para você? Eu não tenho esse direito. Mas também, quem é você para me julgar? Quem é você para tentar me impor o que você acha certo? Cada um tem um caminho. O meu não precisa ser igual ao seu.

Nildinha Freitas
Poeta Potiguar

Sou vento, sou sombra, sou chama acesa,
sou o que fica e o que se desfaz,
um enigma que aprende com a própria incerteza
a ser inteiro…
Assim mesmo, encontro
Paz.

Sou o que sou.
E não me moldo para caber onde não me reconheço.
Minha essência é minha —
não se negocia, não se rouba, não se apaga.
A gente não deixa de ser quem é por causa de uma frustração.
A dor não nos anula, ela nos esculpe.
Aprendemos a nos moldar sem nos perder,
a nos vestir de oposição sem abandonar a verdade.
Porque quem sabe quem é
atravessa o caos sem se trair.

Sou o que sou e não o que acham ou pensam, não me dou por vencido quando não termina a batalha;

⁠Sou quem eu sou não me pressiono com caráter barato
Não dou moral pra quem é arrogante e não me misturo com safado;

“Eu sou assim porque sou escorpião.” “Tenho lua em caos e ascendente em sumiço emocional.”

Humaninhos pegam traço tóxico, colocam glitter cósmico e chamam de profundidade. Astrologia era pra ser símbolo, reflexão, linguagem arquetípica. Aí transformam em carteira de habilitação pra ferir os outros sem culpa. Uma espécie de “desculpa jurídica do zodíaco”. Impressionante o esforço da humanidade pra terceirizar responsabilidade até pros planetas. Saturno deve estar exausto.

Tem gente que usa signo como autoconhecimento. E tem gente que usa como biombo emocional.

“Sou intensa.” Não, querida, você só não sabe dialogar sem explodir metade da cidade emocional ao redor.

“Sou fria porque sou de escorpião.” Não. Você escolheu silêncio como arma e romantizou isso.

No fim, caráter nunca esteve no mapa astral. Só o caos potencial. O resto é decisão.
E a pior parte? Quem ama ainda tenta entender. Fica procurando sentido em casa astral enquanto recebe indiferença na cara. Uma tragédia bem humana, aliás. Pessoas ferem, somem, deixam cicatriz… e depois culpam Vênus retrógrado como se o universo tivesse hackeado o bom senso delas.

Eu não sou médico. Mas sou humano.
E é da minha humanidade que nasce essa dor silenciosa, essa indignação cravada no peito e essa tristeza que carrego como um eco de muitas experiências, minhas e de tantos outros.


Porque, na essência mais dura e real, a medicina tem se afastado do amor.


Nos corredores frios onde se deveria escutar a esperança, ecoa a pressa.
Em muitos olhares, vejo o cansaço… mas também a ausência. A ausência de presença.
Vejo decisões tomadas sem escuta, tratamentos aplicados sem preparo, protocolos cumpridos sem alma.


E a pergunta que grita dentro de mim é:
em que momento deixamos de enxergar o outro como ser humano?


Quantas vezes vi pessoas enfraquecidas, sem o mínimo de condições físicas, sendo submetidas a procedimentos agressivos, não por maldade, talvez, mas por automatismo, por insensibilidade, por uma confiança cega nos processos.
Quantas vezes observei diagnósticos mal conduzidos, ausências de investigação, condutas impessoais…
E tudo isso, por vezes, diante da total ausência de quem deveria olhar, ouvir, acolher e, principalmente, cuidar.


Mas essa culpa, não é só de quem executa.
É também minha.
E é também sua.
É de todos nós.


Culpo-me, sim.
Culpo-me pela falta de coragem em certos momentos, por não questionar, por não insistir, por não exigir o que era justo.
E todos nós, de alguma forma, deveríamos nos culpar também.
Pela omissão. Pela passividade. Pela falta de atitude diante do que sabíamos que não estava certo.
Deveríamos nos culpar por não nos aprofundarmos nos temas, por não buscarmos entender, por delegarmos tudo a quem, muitas vezes, sequer nos escutou.
Deveríamos nos culpar por termos nos acostumado a aceitar qualquer coisa sem lutar, sem perguntar, sem pedir ajuda.


Porque enquanto aceitarmos com silêncio, profissionais continuarão tratando a vida como plantão.
E plantões, por mais importantes que sejam, não podem ser apenas relógios a bater ponto.


Sinto, e profundamente, o que tudo isso tem causado:


Sinto a frustração de, muitas vezes, não ter voz num sistema que frequentemente se mostra cego.
Sinto o desconforto de saber que decisões são tomadas como se o fim já estivesse decretado.
Sinto a dor de quem ainda tem fé… e encontra frieza.
Sinto o vazio deixado por ausências, de presença, de escuta, de compaixão.
Sinto a indignação de testemunhar que, por trás de muitos jalecos, o cuidado virou função, e não mais missão.


Não é uma acusação cega.
É um chamado.
É um clamor por consciência.


Falhamos, sim, falhamos como sociedade quando permitimos que a vida seja tratada como um detalhe.
Falhamos quando deixamos que o sistema engula o indivíduo.
Falhamos quando banalizamos o sofrimento alheio, como se não pudesse ser o nosso amanhã.


Mas aqui faço uma pausa necessária:
não quero, de forma alguma, generalizar.
Existem, sim, profissionais incríveis, médicos e equipes que ainda preservam a essência do cuidado, que escutam com atenção, que sentem com o paciente, que tratam com humanidade e zelo.
Esses profissionais existem, e a eles, minha profunda admiração.
Mas o que relato aqui nasce das experiências que tenho vivido e presenciado e, talvez, eu esteja enganado, mas os bons profissionais da área de saúde parecem estar se tornando raros.
Espécies em extinção.
E esse texto não é um ataque, mas um pedido urgente para que essas exceções voltem a ser a regra.


Podemos fazer diferente.
E é isso que peço:
Que cada um de nós volte a exigir.
Que cada um de nós volte a se importar.
Que cada um de nós volte a cuidar, inclusive de quem deveria cuidar de nós.


Só assim forjaremos uma nova geração de profissionais.
Profissionais que amam o que fazem.
Que estudam além do óbvio.
Que escutam o que não está no prontuário.
Que reconhecem, em cada paciente, uma alma e não apenas um caso.


E talvez, só então, a medicina volte a ser o que nasceu para ser:
uma extensão do amor.


E que esse amor nos cure, a todos.