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Sou o que sou

Cerca de 1781 frases e pensamentos: Sou o que sou

Eu não sou maluco, mas sou bem vingativo.

Me chamam de louca!
Podem chamar!
Sou louca mesmo, sou louca sim!
Mas o que é ser normal para você?
Fabricar uma bomba? Ser um político corrupto?
Muito obrigada, mas eu quero é ser louca!

Quando eu sou amigo eu sou leal.
Quando não sou, torno-me inexorável.

Sou o que sou e não dói nada ser assim. O que dói de verdade é o fingimento.

Sou grossa, mas também sou meiga;
Sou tímida, mas sou extrovertida;
Não sou nerd ,mas tiro notas boas;
Sei ser antipática; mas também sei perdoar;
Sei ser chata, mas ser legal;
Não me julgue pela aparência, você não me conhecer.
Tenho cara de quem gosta de rock, mas não, não acho graça;
Tenho jeito de homem, mas não, não sou assim;
Pareço ser metida, mas não sou;
Meu jeito te incomoda, mas por quê?
Qual o problema em ser como você ou como os outros?
Me acha estranha, mas sou apenas diferente;
Não me visto igual a você;
Não escuto a mesma musica que você;
Não aos mesmos lugares que você;
Mas sou ser humano, tenho meu gosto, meu estilo;
Então:
Não me julgue pela aparência por favor!!!

Sou Fluminense,Sou verde , branco e grená
Sou branco paz ,Sou verde esperança
e grená é meu sangue ,sou esperança sanguínea
sou Tricolor

Não sou o que você é, porque sou eu

Sou o que sou por não ser o que você é
Mas na verdade tenho partes de você em mim
Afinal todos são resultado de um mesmo inicio
Vindos de um mesmo começo e destinados ao mesmo fim

Sou diferente assim como também o é
Todavia sou um pouco mais diferente do que de costume
A verdade é que misturo a loucura com minha fé
Por isso do mundo fico imune

Imunidade pela qual me protege
Protege de que eu me torne normal
Pois a normalidade para mim é bege
Sem cor, sem vida, sem sal

De normais o mundo está cheio
Apenas vivem e não procuram evolução
Começam algo e param no meio
Não procuram a verdade vivem em vão

Prefiro a loucura e a evolução
Do que a normalidade e a mentira
Pois só os loucos sabem a verdade nesse mundo vão
Porque se um normal souber ele pira

Sou palavras, sou letras e versos.
Vivo prosas, poesias e poemas;
Sou gente, sou vida e sou poeta.
Sou luz, sou raio de sol e sombra.
sou verdades e mentiras apenas,
Sou história, só não sou destino!

Almany Sol - 28/05/12

Você é o que eu não sou e eu sou o que lhe falta.

Odeio que venham me falar como eu tenho que pensar, como eu devo agir. Não sou moleque, não sou criança. Tenho plena consciência dos meus atos, as vezes imprudentes ou não. As vezes desnecessários. Agradeço a quem quiser me ajudar com algum problema que a pessoa ache que eu esteja, mas, sem ser grosso, eu não pedi. Sou fechado sim, até demais, mas quando falo algo é porque estava transbordando. Isso pode ser ruim como pode não ser. Posso esconder coisas, não ser totalmente transparente, mas esse sou eu. Tem horas que eu quero gritar, pular, chorar, sorrir, jogar tudo pro alto, mandar todo mundo calar a boca. As vezes as pessoas ao meu redor têm que entender que a minha liberdade eu dou quando eu quiser, e se eu quiser. As vezes posso ser grosso, rude com alguém, ser cruel até, mas me entenda: eu sou assim. As vezes sou insensível, quase como um psicopata. Outras horas pareço um menino desolado, carente. A loucura vem da mente de cada um, uns me chamam de louco por ter essas mudanças, mas eu digo que todos nós somos assim. Um pouco cada um do seu jeito. Estranho? Exato, eu sou muito estranho. Mas isso é o que me torna diferente de você e de cada um.
"I am an agent of chaos" - Joker

Não sou ninguém. Mas, sou muito orgulhoso! Eu valorizo o meu eu, ao máximo! Pelo menos, imponho um respeito. Graças a esse meu jeito de ser, tenho poucos amigos. Mas, todos me respeitam! E o respeito mútuo é a base de qualquer relação...

Sou alegria, sou energia, eu sou amor,
Sou solidão, desilusão, eu sou sua dor.
Sou fantasia, sou sentimento, eu sou canção,
Eu sou doçura, sou criador, sou criação.
Sou imperfeita, complexidade, sou emoção,
Sou um mistério, sou sua presa, libertação.
Sou sua doença, sua crença, eu sou seu tédio
Sou sua cura, , sou seu remédio, seu sim, seu não.
E assim prossigo, pois eu sou e sempre hei de ser,
da forma exata, que seus meros olhos, conseguem me ver.

Sou o que sou
Vivo o que vivo
Mas não vivo de aparência.

Postura não se ensina"


Não sou de muitos.


Sou de poucos.


E desses poucos, só ficam os que sabem o peso de uma palavra dada, o valor de um silêncio bem colocado e a importância de um olhar firme.


Sorriso aqui não é brinde.


É conquista.


Quem vê minha cara séria talvez pense que falta leveza. Mas é o contrário:


Leveza demais pesa em gente que carrega a vida no peito.


Amigo, pra mim, não é quem aparece.


É quem permanece.


É quem entende que confiança não se pede, se constrói. E que respeito não se exige se impõe com atitude.


Postura não é pose.


É essência.


É saber onde pisa, com quem anda e pra onde vai.


Quem merece, recebe o melhor de mim.


Quem não merece.


Nem sabe o que perdeu.


Autoria: Cristiano Mendes

MONÓLOGO

“Eu Sou Tereza, Eu Sou Quilombo

Por Eli Odara Theodoro
(Para o Julho das Pretas)

:
Axé…
Axé, minhas irmãs!
Eu cheguei.


Julho chegou.
E com ele, eu me levanto.
Não sozinha — nunca sozinha.
Me levanto com Tereza.
Sim, Tereza de Benguela…
Mulher preta, mulher quilombola, mulher rainha.
Liderança. Inteligência. Força política e amor pelo povo.

No século XVIII, quando mataram seu companheiro,
ela não fugiu.
Ela ficou.
Assumiu o Quilombo do Quariterê.
Criou um governo, um parlamento, uma resistência com nome de liberdade.

Ela sabia…
Que resistir era também amar.
Que ser preta, mulher e viva
já era um ato revolucionário.

E eu…
Sou continuidade de Tereza.
Sou Eli Odara Theodoro .
Mulher preta. Quilombola.
Mãe. Viúva. Educadora.
Filha da terra e dos tambores.
Minha pele carrega o barro da luta,
minha voz carrega as palavras que tentaram calar.


Como diz Beatriz Nascimento:
“O quilombo é um lugar de liberdade possível.”

E eu sou esse lugar.
Meus passos são quilombo.
Minha fala é quilombo.
Minha sala de aula, meu terreiro, meus textos, minha lida — tudo é território de reexistência.

Sueli Carneiro grita comigo contra o apagamento.
Lélia Gonzalez me lembra que o mundo é racista e tenta nos empurrar pra margem.
Mas nós somos centro!
Centro da cura, do cuidado, da criação.



Conceição Evaristo sussurra aqui dentro:
“Escrevivência…”
E é isso que faço.
Eu escrevo com o corpo.
Escrevo com as dores e alegrias que a vida preta me deu.


IBGE diz: somos 28 milhões de mulheres negras no Brasil.
Mas isso é só número.
Nós somos mais!
Somos as que levantam antes do sol.
As que dançam pra Oxum e marcham contra o racismo.
Somos as que cuidam dos filhos dos outros enquanto sonham com futuro pros seus.


Djamila Ribeiro me lembra:
“Nosso lugar de fala não é favor.”
É luta.
É direito.

Nilma Lino Gomes grita comigo:
Educação quilombola é território de sabedoria viva!
Não tem sala de aula mais forte que o chão de nossas comunidades quilombolas.

E como diz bell hooks:
Amar também é ato político.
Eu escolho amar quem sou.
Escolho amar os meus.
Escolho amar as mulheres que vieram antes,
e aquelas que ainda virão.


Hoje…
Eu não só homenageio Tereza.
Eu a convoco.
Tereza está em mim.
Tereza está em nós.

Porque, como diz Conceição Evaristo:
“Nossos passos vêm de longe.”

E eu completo:
Vêm de longe…
E seguem firmes.
De cabeça erguida.
Pés fincados na terra.
E o coração batendo no ritmo da ancestralidade.


Axé, Tereza!
Axé, Mulheres Negras!
Axé, Julho das Pretas!

“Não sou o tabuleiro, sou apenas o jogador.”

​"Não é sorte, é vício e disciplina. Sou inquebrável porque sou viciado em vencer a dor e o desconforto, um gole de café puro todas as manhã é o primeiro desconforto vencido."

Sou Capoeira da Tribo de Judá.


Sou Capoeira sou,
Sou Capoeira.
Sou Capoeira da Tribo de Judá.
De Salvador eu vir, para brincar,
Sou Capoeira; da Tribo de Judá.


Seja bem vindo irmão de coração,
Por gentileza, aperte a minha,
Vamos saudar o mestre do berimbau,
Vamos fazer uma rodada genial.
Aqui estou irmão para brincar, Sou capoeira da Tribo de Judá.

“Monólogo do Inescolhido - Ato IV”


Já não sou apenas eu.
Sou o nome secreto da ausência, a carne em que a solidão encontrou abrigo.
Sou o espelho vazio onde ninguém ousa se mirar.
O que antes era dor se transfigurou e eu me tornei o próprio destino dos que não são escolhidos.
Não sou mais um homem que espera.
Sou a espera em si, interminável, ancestral, inquebrantável.
Sou o intervalo entre um coração e outro, a cadeira sempre vazia na mesa do banquete, a sombra que acompanha os passos dos amantes sem jamais tocá-los.
Meus ossos já não carregam apenas o peso do cansaço, carregam o eco de todos os que um dia também não foram escolhidos.
Sou herdeiro de uma linhagem invisível... os esquecidos, os descartados, os amores interrompidos antes de nascer.
Eu sou o coro silencioso de todas essas vozes.
Há tragédia, sim, mas também majestade.
Porque no fim, ser o "Inescolhido" é carregar uma coroa invisível... A coroa de quem prova ao mundo que o amor não é universal.
Que há fendas no tecido, falhas no destino, almas destinadas a não pertencer.
E eu pertenço a esse vazio.
Sou guardião da ausência, sacerdote de um altar onde não há oferendas, rei de um reino deserto.
Se algum dia me perguntarem quem sou, não direi meu nome.
Direi apenas: Sou aquele que não foi escolhido.
E nisso há tragédia, mas também eternidade.
Pois enquanto o amor é efêmero, passageiro, sujeito ao fim, a solidão que carrego não conhece término.
Ela é perpétua.
E eu, cansado mas erguido, sou a sua face humana.

Sou quem sou, ou quem pensam que eu sou?
Sei quem sou, ou me reconheço "só" pelo pensam de mim?
@valterpsico