Sou Igual a minha Irma
Faltando pouco para eu completar meu décimo sétimo ano de vida minha mãe resolveu que eu estava deprimida, provavelmente porque quase nunca saía de casa, passava horas na cama, lia o mesmo livro várias vezes, raramente comia e dedicava grande parte do meu abundante tempo livre pensando na morte.
Sempre que você lê um folheto, uma página da Internet ou sei lá o que mais sobre câncer, a depressão aparece na lista dos efeitos colaterais. Só que, na verdade, ela não é um efeito colateral do câncer. É um efeito colateral de se estar morrendo. (O câncer também é um efeito colateral de se estar morrendo. Quase tudo é, na verdade.)
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar
Ausência
Quero te dizer que você é a minha alegria.Nos meus pensamentos te encontro em cada esquina.
Quando repouso meu corpo, sinto a leveza do meu espírito ,pressinto que logo vai se encontrar com o teu.
Em meio a noite acordo de um sono profundo sentindo que você estás a me fazer carinhos .
Durante a minha vigília, me pego sorrindo pois ,a minha sensibilidade capta a tua presença.
Sinto o teu perfume e compreendo , que por enquanto tenho que conviver com a tua ausência.
Para superar a saudade, tenho ouvido as lindas mensagens que me levam até você.
A tua voz me reporta aos nossos momentos felizes,onde somente as quatro paredes foram testemunhas.
Quero te dizer que ,teu jeito simples, a tua postura e tua inteligência sutil me encantam.
Teus carinhos e tua atenção me embriagam de prazer e me enchem de emoção.
O presente me traz você,tenho rogado aos anjos e ao céu que permitam que possamos usufruir dessa essência juntinhos porque sinto que é recíproco.
Somos afins, a tua ausência te faz presente.
Psiu! preste atenção! Essas palavras são de coração para coração.Se não te sentires incluso apague -as.
Na minha opinião, somos criaturas sem idade. O sentimento engraçado de que somos mais jovens ou mais velhos do que nosso corpo é o contraste entre o senso comum... nossa consciência deveria sentir-se tão velha quanto o nosso corpo... e a verdade, que diz que a consciência não tem idade. Nossa mente simplesmente não pode juntar as duas coisas por qualquer regra que seja do tempo-espaço. Então, em vez de tentar outras regras, ela simplesmente deixa de tentar. Sempre que sentimos que não temos a idade correspondente aos nossos números, dizemos ‘estranha sensação!’ e mudamos de assunto.
"Não, eu não te fujo doce tristeza! Tu és a reveladora do meu ser, a razão da minha energia, a força do meu pensamento. Sobre ti me reclino, como si foras um insondável e voluptuoso abismo; teu me atraes, e estendo-te os braços nesse doloroso e invencível amor, com que o sonho ama o passado, a morte ama a vida. Antes de te conhecer, pérfida ilusão me entorpecia os sentidos, e a minha frívola existência foi a lúgubre marcha do inconsciente risonho por um caminho de dores. Nesse momento eu ainda te buscava, sol moribundo! No meu rosto se estampava o riso continuo e fatigante, e ele afastava de mim os homens, para quem a eterna alegria é morte... Mas tu, Tristeza, não estavas longe. Tu te sentaste à minha porta, numa postura de resignação e silêncio. E como esperaste! Um dia a alegria, de cansada, se extinguiu, e então soou para mim a hora da paz e da calma. entraste. E como desde logo amei a nobreza do teu gesto! Oh! Melancolia! minha alma é a morada tranquila onde reinas docemente.
A dor é boa, porque faz despertar em nós uma consciência perdida; a dor é bela, porque une os homens. É a liga intensa da solidariedade universal.. A dor é fecunda, porque é a fonte do nosso desenvolvimento, a perene criadora da poesia, a força da arte. A dor é religiosa, porque nos aperfeiçoa, e nos explica a nossa fraqueza nativa.
Tristeza! tu me fazes ir até ao fundo das remotas raízes do meu espírito. Por ti compreendo a agonia da vida; por ti, que és o guia do sofrimento humano, por ti, faço da dor universal a minha própria dor... Que o meu rosto não mais se desfigure pelas viagens do riso cansado e matador; dá-me a tua serenidade, a tua séria e nobre figura... Tristeza, não me desampares...Não deixes que o meu espírito seja a preza da vã alegria...Curva-te sobre mim; envolve-me com o teu véu protetor...Conduz-me, oh! bemfazeja! aos outros homens...Tristeza salutar! Melancolia!
Graça Aranha in Canaã
“Era por volta da meia noite, achei um chip antigo meio riscado no fundo da minha gaveta, resolvi testar pra ver se ainda prestava pra alguma coisa, e pra minha surpresa ele funcionava muito bem. Comecei a vasculhar a memória e achei uma sms que tinha ficado salva, e li algo muito curioso, era de 2010, e lá dizia: “Saiba que independente de qualquer coisa, eu estarei ai do seu lado te protegendo.” Anos se passaram desde então, e a pessoa que me mandou essa mensagem simplesmente sumiu da minha vida. E não era que o maldito chip prestava mesmo? Prestava pra me fazer lembrar que promessas escritas viram memórias abandonadas num piscar de olhos.”
Quero amadurecer minha imaturidade e amar como uma adolescente irresponsável. Falta isso em mim, coragem de amar até quebrar a cara.
Desejo um ótimo domingo a todos, desejo a paz interior, a paz do mundo externo, pois a minha paz interna eu sempre acho e está completa. Que a força divina cubra todos aqueles que, nesse momento, clamam a cura para a dor que destrói a paz que tanto buscam, procurem a paz que sempre esteve dentro de cada um, mas por motivos de turbulência do mundo contaminado e forças deletéria os impedem de achá-la!
Dias a fio, ó senhor da minha vida, estarei diante de ti face a face? De mãos postas, ó senhor de todos os mundos, estarei diante de ti face a face?
Sob o teu imenso firmamento, na solidão e no silêncio e de coração humilde, estarei diante de ti face a face?
Neste mundo laborioso que é teu, turbulento de lidas e lutas, entre atropeladas multidões, estarei diante de ti face a face?
E quando a minha missão findar neste mundo, ó Rei dos reis, sozinho e mudo, estarei diante de ti face a face?
A minha necessidade não é de conhecimento, mas de poder. Posso saber o que é certo, mas a questão é: como poso fazer o que é certo? O conhecimento da lei não me capacita a guardá-la e a cumpri-la. Mas, diz o apóstolo Paulo, eu tenho um Evangelho que não é assim. Este Evangelho funciona. Ele tem sucesso.
Quis mudar a minha vida. Mudei de casa, de trabalho, de roupa, de amigos mas, só fui feliz quando mudei de atitude, aí sim, tudo ganhou um novo sentido.
Enquanto eu puder vou escolhendo o que entra e o que sai da minha vida. Posso ficar com pouco, mas se o pouco que ficar for e verdadeiro, já está de bom tamanho. A quantidade não me enche os olhos é a qualidade que me agrada o coração.
Minha mãe me ensinou a atar o cadarço dos meus calçados, mas tive que aprender sozinho a descalçar os pés. Descalçar de tudo aquilo que é passageiro, que é sem sentimento, que é vaidade. Deixei pra trás muitas coisas e aprendi a viver sem elas, aprendi a guardar um espaço pequeno pra elas e percebi que a vida é muito melhor com as coisas mais simples que existem.
Pareço frio, fico na minha, observando, analisando. Falo do que sinto algumas vezes. Só que me resguardo. Não tenho pressa. Mas, entenda, com minha mente inquieta e imaginação fértil, já te amei intensamente diversas vezes.
Que descansem em paz todos os sonhos não realizados, os medos, as incertezas, as dores, porque minha fé não descansa nunca e me faz renascer cheia de esperanças. E hoje é mais um dia que recebi para viver, realizar e dar graças.
“E assim, com o pé esquerdo começo a minha caminhada, nunca olhei para os lados, para trás e muito menos a minha frente, simplesmente caminhava com a cabeça baixa, nunca soube medir consequências, fazer a diferença, fazer alguém feliz, muito menos me fazer sorrir.
Eu nunca soube a cor do céu, o cheiro das flores, o brilho das estrelas e a luz de um luar, apenas sabia da escuridão que habitava ao meu redor. Nunca escutei uma musica, nem ouvi o barulho das folhas de uma arvore ao soprar o vento. Nunca soube de números, letra, palavras e muito menos de versos.
Eu simplesmente não sabia o que era sentir a chuva cair em meu rosto, nem do sol alimentando o meu corpo. Eu não sabia do sentimento de saudades, de abraços e nem de beijos.. Eu não sabia, poque morri antes do tempo.”
Enfeitas o meu jardim e toca minha alma. Eu sei que sempre serei uma borboleta que pousa em seu peito. Nem sempre serei leve, mas ainda assim serei sua!
