Sou Besta com a Falsidade de uns
Sou negra e não tenho um dia... tenho uma vida uma história uma cultura um valor um sonho. Consciência? mas o que é isso mesmo? Prefiro a inconsciência dos desejos, dos ébrios, dos loucos e dos apaixonados. Meu dia são todos os dias. De consciente mesmo só a minha negritude claramente estampada na retina do branco-branco.
(Poema composto para a peça teatral VAGABUNDOS, Teatro do Sesc, Fortaleza- CE, a pedido do meu genial e predileto ator Getúlio Cavalcante, em 27/03/2014, 14:58)
"Sou cético com relação a muitas coisas, este ceticismo me ajuda a ter clareza quanto ao que de fato acredito..."
Cinquenta invernos de estranheza... Três semanas de lugar... O enigma virou clareza: Sou o que vimdecifrar. 🌻
Ante sua majestosa inteligência, um ser falido sou, minha inquietude e angústia são a soma da sua "onipresença", que na dualidade, acalma minha Alma.
Todos sabem que sou professor de arte marcial, mas poucos compreendem que palavras ditas de coração para coração transcende o poder da luta.
Não sou um senhor de idade que conservou o coração menino. Sou um menino cujo envelope se gastou.
Existe uma linha tênue entre amar e se perder.
Se eu amo, amo pela forma que sou tratada ou pela forma na qual me desprendi de mim mesma para me entregar a esse amor?
Será que o amor que sentem por mim e pelo meu amor ou a falsa ilusão de quem posso ou não ser?
Amar é projeção, espelhamento.
Eu amo o que me vejo ou amo como me veem?
BLACK WHITE
Não sou preto?
Puro sangue negro.
Saído aos jorros, Afro-Nau
Não sou negro!
De mãos pretas, de cútis.
Só na parcimônia e morna...
Encontrei minhas origens
Nos meus carapinhos,
No meu verbo,
Meu paladar,
Meu palato...
Sou negro!
Nos traços,
No laço,
No rastro.
Possuímos todos
A mesma cor
Os mesmos sonhos
E diferentes destinos
Negro.
No verso e reverso,
Nas verdades e mentiras
Do discurso formal
ECO DO ABISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Eu sou lançado ao mundo sem essência
Sou um grito sem resposta no clarão das horas
A realidade crua arde em meus olhos
E a luz que se derrama não me cede consolo
O universo não me prometeu sentido
Eu o encontro em cada passo que escolho
E cada escolha desgarra o eu de outrora
Até que nada fique além do meu próprio ser
Sou livre como a pedra que se quebra
Sou mais livre ainda como o vento que não encontra forma
E essa urgência de escolher devora minhas certezas
Não há desculpa nem refúgio
Nada antecipa a minha decisão
Nada transforma o vazio em abrigo
Aqui estou
Respirando a dúvida
Vestindo a solidão como veste o medo
E apenas no tremor de existir
Encontro o preço de minha liberdade
Que a angústia seja a lâmina que me forja
Que a liberdade seja o aço que não se dobra
Pois não há outro que escolha por mim
E sou eu — sempre eu —
Neste mundo que ecoa meu nome sem eco — sem fim.
" Amar mais o que sou começa quando aceito que tua presença revela minhas fissuras e não me envergonho delas. "
"Louco!
Loucos são esses loucos que pensam que eu sou louco!
Louco por ter a maior sorte do mundo em ser louco
Louco não é gênio e nem todos gênios estão loucos
Louco por fazer loucuras não significar ser louco
Louco por contagiar minha coragem de ser louco
Louco por reagir a uma sociedade decadente e doente de louco
Louco por não seguir padrões sociais vista como louco
Louco por não deixar de ser quem sou, louco
Louco, pode-me chamar que ficarei alegre em ser louco
Louco por gostar de mim e ser egoísta louco
Louco por sonhar acordado, então pode-me chamar de louco
Louco pelo prazer da loucura, então prefiro ser louco
Louco por sonhar acordado e criar a minha realidade de louco
Louco é ter a liberdade de ser louco e não ser um estranho no ninho dos loucos.
Louco por tentar adquirir capacidade de ser normal, gênio ou louco."
(Bichara, R. G.)
O inferno é aqui
O inferno me aguarda
Sou filha de Lucifer
Escuto seu chamado
Enquanto espero a minha hora
Faço das palavras meu destino
E vou arcar com elas
Nas rimas de meus anseios
Me perco em devaneios
Exaltar o criador
Deveria ser meu tema
Mas quando ele me ceifa vidas
Exalo minhas mágoas
Se vai me fazer pagar
Que o faça comigo
Deixa em paz os que me cercam
E o idealizam
A paciência me falta
A sanidade foi embora
Me resta a revolta
E as lamúrias em meus ouvidos
O céu é só figurado
Azul e sem limites
O inferno é aqui
E para onde um dia eu vou
(Nane-13/11/23014)
Retalhos de mim
Sou tecida de
Sonhos inacabados
Caminhos não traçados
Buscas interrompidas
Amores mal resolvidos...
Sou tecida de
Choros incessantes
Pensamentos despercebidos
Detalhes enaltecidos
Palavras silenciosas...
∝╬══→Senhor eu sei que não sou digna que entreis em minha morada, más diga apenas uma palavra e serei salvo. ╬╬╬╬╬—┈━═☆
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