Sou Besta com a Falsidade de uns

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Sou feita de choros sem ter razão, pessoas no coração, atos por impulsão.
Eu sou amor e carinho constante, distraída até o bastante, não paro por instante.
Já tive noites maldormidas, perdi pessoas muito queridas, cumpri coisas não prometidas.
Muitas vezes eu desisti sem mesmo tentar. Pensei em fugir, para não enfrentar, sorri para não chorar.
Tenho saudades de pessoas que fui conhecendo, lembranças que fui esquecendo,
amigos que acabei perdendo. Mas continuo vivendo e aprendendo...

Martha Medeiros

Nota: Autoria não confirmada.

sou uma mulher mais ou menos
abandonada
um pouco me dou o direito
um pouco aconteceu assim

às vezes cansa ser independente
hoje me sustente não me deixe me alimente
quero alguém para pentear meus cabelos

sou uma mulher mais ou menos maltratada
um pouco por descuido
um pouco por querer
gosto da impressão esfomeada
às vezes cansa ser milionária
quero sair das páginas dos jornais
hoje me adote me faça um carinho deboche
me ponha no colo e abotoe minha blusa
me faça dormir e sonhar com o mocinho

sou uma mulher mais ou menos alucinada
um pouco foi o acaso
um pouco é exagero
hoje me expulse se irrite me bata
diga abracadabra e me faça sumir
às vezes cansa ser louca demais
mas gosto do medo que sentem
de se envolver com uma mulher assim
hoje quero alguém mais ou menos
apaixonado por mim

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Poesia Reunida. Porto Alegre: L&PM, 1999.

Eu gosto dos extremos. Sou exagerada, tipo 8 ou 80. Não é algo que eu escolhi ser, apenas sou. E isso é ruim, porque uma palavra boba pode facilmente me magoar profundamente. Por outro lado, isso pode ser muito bom, já que um ato inesperado me faz ter um momento intenso de felicidade. Sou difícil de lidar, eu sei, mas quando alguém me ama, me ama demais também. É aí que vejo que o exagero não é uma característica só minha.

Eu sou uma pessoa extremamente frágil por dentro. Isso aqui é uma casca.

"Eu não sou da sua rua, não sou o seu vizinho. Eu moro muito longe, sozinho. Estou aqui de passagem. Eu não sou da sua rua, eu não falo a sua língua, minha vida é diferente da sua. Estou aqui de passagem. Esse mundo não é meu, esse mundo não é seu."

Eu sou sempre a chave reserva. Mas que faço os carros pegarem, a isso eu faço.

"Graças a Deus, sou uma pessoa que não tem inimigos. Deixa até bater na madeira... não posso dizer que de tal pessoa eu não gosto, posso até não me ralacionar muito com elas, mas não tenho inimigos. Luto para não ter, sou até meio falso às vezes, trato todo mundo bem, sou muito vaselina. Ajo assim deliberadamente. Já tive até quem eu pudesse odiar, mas não entro nessa. É um peso desnecessário. Sou muito egoísta, centrado em mim mesmo, para me incomodar assim com os outros."

Duas idades

Sou nostálgica, mas reconheço que os tempos de agora trouxeram
uma novidade: eliminaram diferenças de geração. Podemos ser tudo
em qualquer idade

Idades só há duas: ou se está vivo ou morto.

A frase acima é uma das tantas definições precisas de Mario Quintana,
que, devido à atualidade da sua obra e pensamento, está e não está
morto, possui as duas idades que ele reconhecia. Faria cem anos neste
domingo, e o que significa isso de fato? Nada. É apenas mais uma razão
para lembrá-lo, e a tudo o que ele deixou escrito e que permanece.

Este é um ano em que muitas pessoas que amo completaram idades
redondas: 10, 15, 45, 70. Cada uma experimentando uma etapa
diferente da vida, mas todas com algo mágico em comum: possuem a
mesma idade, estão vivas. Sou nostálgica, tenho a tendência a achar
que o antes era sempre melhor - não havia tanta violência, nem vaidade
extrema, e os sentimentos eram mais verdadeiros -, mas reconheço que
os tempos de agora trouxeram uma novidade bombástica: eliminaram as
diferenças de geração. Podemos ser tudo em qualquer idade. Jovens
responsáveis e maduros, adultos rebeldes e inconseqüentes, velhos
produtivos e fazendo planos pro futuro. Todos combinam entre si em
suas ambições e desejos. Estão todos na mesma festa, comemorando
a mesma idade: vivos.

O garoto de 12 que entra pro Guinness, a jornalista de 58 que namora
um Apolo de 33, o escritor que lança seu primeiro livro aos 60, a ex-vedete
que aos 99 ainda exibe boas pernas, o homem que aos 28 se tornou um dos deputados mais votados, a mulher que foi mãe aos 56. O que nos impede de
realizar nossos objetivos? Milhares de coisas, eu sei: a falta de dinheiro, de
incentivo, de força de vontade. Mas que ninguém venha reclamar que não tem
mais idade para alguma coisa, seja lá que coisa for esta.

Não foi só a medicina e a ciência que possibilitaram uma vida
útil muito mais extensa: nossa mentalidade vem mudando.
Claro que nem tudo é positivo: meninas engravidam quando
deveriam estar brincando e crianças trabalham quando deveriam
estar estudando. De um lado, falta orientação e informação; de
outra, sobra exploração e necessidade de sustento. Afora essas
tragédias sociais que já deveriam estar sendo combatidas, a parte
boa da história é que nosso tempo esticou, e os estigmas encolheram.
Falta bastante ainda: falta emprego para quem tem mais de 40, falta
aposentadoria decente, um sistema de saúde com mais eficiência, falta
a parte do governo, como é praxe. Mas o nível de desistência pessoal
caiu drasticamente - poucos hoje se acomodam. Nunca o ditado "quem
é vivo sempre aparece" foi tão realista. Estão todos bem à vista, loucos
para serem aproveitados.

Mario Quintana aproveitou-se. Não viveu apenas cronologicamente,
sabia ter todas as idades num único dia. Num poema, era um garoto
de 14 anos. Em outro, tinha 30. Em sua maioria, era eterno. A cada
página, um estado de espírito: ora meio infantil, ora um sábio, às vezes
um transtornado. Porque é assim mesmo que somos, de adolescentes a
caducos num estalar de dedos, a emoção é que determina nossa data de
nascimento.

Hoje ele teria 100, teria 13, teria 52, ele teria o quê, vivo estivesse?
Perguntemos a nós mesmos que idade magnífica temos neste instante.

Não sou escravo de ninguém
Ninguém senhor do meu domínio
Sei o que eu devo defender
E por valor eu tenho e temo
O que agora se desfaz
Esses são dias desleais.
Reconheço o meu penar,
Quando tudo é traição
O que venho encontrar é
A virtude em outras mãos
Quase acreditei na tua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Quase acreditei, quase acreditei
E por honra, se existir verdade
Existem os outros tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro,
Caso você esteja mentindo
E a verdade que assombra
O descaso que condena
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo o que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer a alma entende
Esta é a terra de ninguém
Sei que devo resistir
Não me entrego sem lutar
Tenho ainda um coração
Não aprendi a me render
Que cai o inimigo então

Não sou uma gaiola para te prender, nem muito menos tenho uma boa tesoura para cortar suas asas, minhas tesouras mal cortam papel. Acredito em liberdade, como também acredito que não são os pés e as mãos livres que a nos dará.

Sou imortal. Nada pode me ferir.

Sou humano, nada humano me é alheio

É por isso que tomo ópio, é um remédio.Sou um convalescente do momento, moro no Rés do chão do pensamento e ver passar a vida faz-me tédio

TRAVESSIA

Quando você foi embora
Fez-se noite em meu viver
Forte eu sou mas não tem jeito,
Hoje eu tenho que chorar
Minha casa não é minha,
E nem é meu este lugar
Estou só e não resisto,
Muito tenho prá falar

Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte,
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver

Solto a voz nas estradas,
Já não quero parar
Meu caminho é de pedra,
Como posso sonhar
Sonho feito de brisa,
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto,
Vou querer me matar

Vou seguindo pela vida
Me esquecendo de você
Eu não quero mais a morte,
Tenho muito que viver
Vou querer amar de novo
E se não der não vou sofrer
Já não sonho, hoje faço
Com meu braço o meu viver

Fico me ferindo, mas também dou voltas e penso: não, não é nada disso, sou legal, sou mansinho, sou até bonitinho.

Um dia eu sou tudo, no outro você não lembra de mim. Enquanto pra mim, um dia você é tudo e no outro, é tudo e mais um pouco.

Eu sou muito insegura, na verdade, eu tenho o maior medo de estar sustentando uma ilusão. Parece um castelo de cartas, qualquer toque errado e já era, sinto que pode acabar a qualquer momento por parte dele, eu me prendo demais a este sentimento e não deixo os outros fluírem, queria tanto ter a certeza de algo mais concreto!

"‎Sou direta. Fria. Seca. E nada disso é novidade pra ninguém. É só o meu jeito."

Quando eu olho no seu olho, eu sou você e você é eu. Se você tiver medo de mim é porque você tem medo de você.

Não me importo que me julguem pela aparência, afinal sou eu quem escrevo minhas páginas e meus capítulos, e a vida é cheia de mistérios a serem solucionados e segredos a serem desvendados, portanto, enquanto você perde seu tempo me julgando eu vou vivendo, solucionando e desvendando os mistérios e segredos que a vida me dá... e o mais importante... por isso tudo vivo feliz!