Sou apenas
Sou apenas um vagante pelo mundo, fazendo o que precisa ser feito, quem sabe preenchendo espaços, ou apenas aproveitando o tempo e a oportunidade de poder estar nele.
Sou apenas um simples menino poeta lírico nascido no Vale Mucuri predestinado a espalhar fraternidade e sonhos; se você está lendo essa mensagem é porque a educação tem força motriz de exalar nas pessoas o néctar valorativo da sabedoria; no silêncio das horas, vou renovando esperança, desejos e quimeras; a calmaria no horizonte anuncia um despontar breve, suave e colorido de um pássaro em voo solitário riscando os ares do Tabajaras com sua beleza tênue e serena, anunciando a verdadeira paz na imensidão cósmica.
Não sou Nada !
Sou apenas uma pobre alma
Vagando em pensamentos
Mergulhando no meu profundo
Tentando segurar o
vento.
“Sou apenas um reflexo da Luz Maior,
um brilho que não me pertence, mas que me atravessa.
Por isso, vigiai o modo como escutais,
pois aquele que guarda algo de luz dentro de si
receberá ainda mais claridade;
mas quem nada nutre no coração
perderá até mesmo o brilho que julgava ter.”
Manoel João Soares
Hoje sou apenas eu.
nas certeza de caminha, em direção a esse destino, espero apenas amar e ser amado.
quero aprender com a minha caminhada sem deixar que a minha própria dor seja obstaculo de meu crescimento.
Eu poderia justificar meus erros dizendo que sou apenas uma menina, mas daí não seria eu, gosto de assumir todas as decisões como uma escolha que foi só minha, e o tempo não tem nada com isso.
O inferno pode se levantar, mas eu não sou apenas um sobrevivente. Eu sou mais que vencedor por meio d’Aquele que me amou primeiro.
“Monólogo do Inescolhido - Ato IV”
Já não sou apenas eu.
Sou o nome secreto da ausência, a carne em que a solidão encontrou abrigo.
Sou o espelho vazio onde ninguém ousa se mirar.
O que antes era dor se transfigurou e eu me tornei o próprio destino dos que não são escolhidos.
Não sou mais um homem que espera.
Sou a espera em si, interminável, ancestral, inquebrantável.
Sou o intervalo entre um coração e outro, a cadeira sempre vazia na mesa do banquete, a sombra que acompanha os passos dos amantes sem jamais tocá-los.
Meus ossos já não carregam apenas o peso do cansaço, carregam o eco de todos os que um dia também não foram escolhidos.
Sou herdeiro de uma linhagem invisível... os esquecidos, os descartados, os amores interrompidos antes de nascer.
Eu sou o coro silencioso de todas essas vozes.
Há tragédia, sim, mas também majestade.
Porque no fim, ser o "Inescolhido" é carregar uma coroa invisível... A coroa de quem prova ao mundo que o amor não é universal.
Que há fendas no tecido, falhas no destino, almas destinadas a não pertencer.
E eu pertenço a esse vazio.
Sou guardião da ausência, sacerdote de um altar onde não há oferendas, rei de um reino deserto.
Se algum dia me perguntarem quem sou, não direi meu nome.
Direi apenas: Sou aquele que não foi escolhido.
E nisso há tragédia, mas também eternidade.
Pois enquanto o amor é efêmero, passageiro, sujeito ao fim, a solidão que carrego não conhece término.
Ela é perpétua.
E eu, cansado mas erguido, sou a sua face humana.
Não sou o oposto de nada, nem intolerável aos que resmungam por ira ou discórdia, sou apenas um amargo incerto, incompreendido por quem vive afogado no mel de sua própria doçura.
Não pense que sou apenas um nome,
ou um detalhe despercebido que você não viu.
Sou o que você aprendeu, pôs em prática
e logo esqueceu.
Sou a discórdia que te empurra
para enxergar a verdade
quando te faltam forças.
Sou a luz na estrada deserta,
a sombra no dia de sol,
a água que refresca no calor.
Sou a fé que não cobra devoção,
sou o amor presente,
que não reclama por estar distante.
Sou a vida que te oferece alegria,
emoção, felicidade e paz —
tudo aquilo que um dia você desprezou.
Sou tudo que não exige nada.
Não pense que sou apenas um nome,
ou um detalhe despercebido que você não viu.
Sou o que você aprendeu, pôs em prática
e logo esqueceu.
Sou a discórdia que te empurra
para enxergar a verdade
quando te faltam forças.
Sou a luz na estrada deserta,
a sombra no dia de sol,
a água que refresca no calor.
Sou a fé que não cobra devoção,
sou o amor presente,
que não reclama por estar distante.
Sou a vida que te oferece alegria,
emoção, felicidade e paz —
tudo aquilo que um dia você desprezou.
Sou tudo que não exige nada.
Não estou perdido,
nem procuro o que o tempo levou.
Sou apenas um viajante de alma desperta,
passando por esta estação da vida
onde os trilhos guardam segredos antigos.
Vou ao encontro do meu amor.
Ela me espera — silenciosa, firme —
na plataforma chamada Solidão.
E quando meus passos tocarem o chão daquele lugar,
a ausência deixará de ser ausência,
o vazio deixará de ser vazio,
e o que antes era solidão
virará reencontro.
Porque dois corações que se procuram
sempre chegam na hora exata,
mesmo que o mundo inteiro
acredite que é tarde demais.
Sou apenas um dedo quando se precisa de uma mão,
Apenas o tudo de um cruel não,
Sou o que sou, apesar de não ser nada,
Sou a paz tão falada,
O enterro de uma vida condenada.
Sou a guerra tantas vezes praticada,
Sou o que aceito ser, mas não sou proveito,
Sou o amor negro, amor sem sossego,
Sou só entre mil,
Sou a maravilha que ninguém jamais viu,
Sou o negro do céu azul anil,
Sou a peste, a quem tantas vidas destruiu,
O motivo da guerra,
O início da farra,
O tigre sem garra,
A escrita que o homem apagara,
O inferno e sua dor,
Uma vida sem amor,
O espinho de uma flor,
Do perfume, o odor,
O infinito,
O menos bonito,
A calúnia tantas vezes dita,
O caminho à terra prometida,
Eu sou a essência do teu amor.
