Sou apenas
Nada sou. Sou apenas alguém que busca se abrir à luz maior para que um dia eu possa representá-la inteiramente com poderosas ações conscientes.
Sou apenas um vagante pelo mundo, fazendo o que precisa ser feito, quem sabe preenchendo espaços, ou apenas aproveitando o tempo e a oportunidade de poder estar nele.
Sou apenas um simples menino poeta lírico nascido no Vale Mucuri predestinado a espalhar fraternidade e sonhos; se você está lendo essa mensagem é porque a educação tem força motriz de exalar nas pessoas o néctar valorativo da sabedoria; no silêncio das horas, vou renovando esperança, desejos e quimeras; a calmaria no horizonte anuncia um despontar breve, suave e colorido de um pássaro em voo solitário riscando os ares do Tabajaras com sua beleza tênue e serena, anunciando a verdadeira paz na imensidão cósmica.
Amei intensamente como uma estrela cadente que passou ...hoje sou apenas um instante na memória de quem me teve e não aproveitou ... eu era ,eu fui ,eu ainda sou ... mas vc não merece ... então acabou ... fim... ja era ...
Não sou Nada !
Sou apenas uma pobre alma
Vagando em pensamentos
Mergulhando no meu profundo
Tentando segurar o
vento.
“Sou apenas um reflexo da Luz Maior,
um brilho que não me pertence, mas que me atravessa.
Por isso, vigiai o modo como escutais,
pois aquele que guarda algo de luz dentro de si
receberá ainda mais claridade;
mas quem nada nutre no coração
perderá até mesmo o brilho que julgava ter.”
Manoel João Soares
Hoje sou apenas eu.
nas certeza de caminha, em direção a esse destino, espero apenas amar e ser amado.
quero aprender com a minha caminhada sem deixar que a minha própria dor seja obstaculo de meu crescimento.
Eu poderia justificar meus erros dizendo que sou apenas uma menina, mas daí não seria eu, gosto de assumir todas as decisões como uma escolha que foi só minha, e o tempo não tem nada com isso.
O inferno pode se levantar, mas eu não sou apenas um sobrevivente. Eu sou mais que vencedor por meio d’Aquele que me amou primeiro.
"Amor"
Vejo amor como um monstro,
e eu sou apenas um soldado,
vice-versa a gente se encontra,
e nem sempre ele quer papo.
Lembro, que na nossa primeira luta,
sai derrotado.
Por ter sido desnorteado,
pensei que havia perdido.
Mas sempre que me recordava dessa batalha,
retia um sentimento contínuo.
Por mas que me sentisse indigno,
sabia que aquele final era incerto.
Voltei me encontrar com ele,
e dessa vez fiz certo,
apanhei feito bastardo.
Porém conquistei
o que tanto havia almejado.
Não sou de outro planeta.
Sou apenas de um mundo onde a verdade não se mascara,
e onde as perguntas valem mais do que as respostas prontas.
“Monólogo do Inescolhido - Ato IV”
Já não sou apenas eu.
Sou o nome secreto da ausência, a carne em que a solidão encontrou abrigo.
Sou o espelho vazio onde ninguém ousa se mirar.
O que antes era dor se transfigurou e eu me tornei o próprio destino dos que não são escolhidos.
Não sou mais um homem que espera.
Sou a espera em si, interminável, ancestral, inquebrantável.
Sou o intervalo entre um coração e outro, a cadeira sempre vazia na mesa do banquete, a sombra que acompanha os passos dos amantes sem jamais tocá-los.
Meus ossos já não carregam apenas o peso do cansaço, carregam o eco de todos os que um dia também não foram escolhidos.
Sou herdeiro de uma linhagem invisível... os esquecidos, os descartados, os amores interrompidos antes de nascer.
Eu sou o coro silencioso de todas essas vozes.
Há tragédia, sim, mas também majestade.
Porque no fim, ser o "Inescolhido" é carregar uma coroa invisível... A coroa de quem prova ao mundo que o amor não é universal.
Que há fendas no tecido, falhas no destino, almas destinadas a não pertencer.
E eu pertenço a esse vazio.
Sou guardião da ausência, sacerdote de um altar onde não há oferendas, rei de um reino deserto.
Se algum dia me perguntarem quem sou, não direi meu nome.
Direi apenas: Sou aquele que não foi escolhido.
E nisso há tragédia, mas também eternidade.
Pois enquanto o amor é efêmero, passageiro, sujeito ao fim, a solidão que carrego não conhece término.
Ela é perpétua.
E eu, cansado mas erguido, sou a sua face humana.
Não sou o oposto de nada, nem intolerável aos que resmungam por ira ou discórdia, sou apenas um amargo incerto, incompreendido por quem vive afogado no mel de sua própria doçura.
