Sou Apaixonada pelo meu Namorado
se tivesse limites de velocidade nas vias dos pensamentos ao certo eu estaria com o meu direito de pensar suspenso.
Lavrei, lavro, lavrarei
Amarrando com braços fortes
Meu arado em cavalos alados
Campos magnéticos cultivarei
Plantio de estrelas
No espaço que conquistei
Sirvo-me como um servo desse plantio
Que tantas safras imaginei
Em cromo e terras-raras
Hidrogênio semiei
Eta Carinae
Errante Deusa que criei
Na magnitude do teu brilho
Me apaixonei
Teu curto tempo de vida
Para entendê-lo apenas te amei
Seguindo a Via-Láctea
Que é a rota mais certa
No expresso da imaginação
Que passa a noite por minha janela
ME DANDO SOPA
Meu compadre Zé
Companheiro que é
Me convidou pra tomar uma sopinha
Com a melhor cachaça que tinha
Má cheguei e sua bichinha
Que não é, comadre minha
Veie logo me dando sopinha
Mas, prato e colher não tinha
Compadre falava das coisas
E ela me dando sopa
Compadre ia pegar uma cachacinha
E ela me dando sopa
Compadre mostrava as coisas que tinha
E a bichinha, me dando sopa
Compadre dava uma saidinha
E ela me dando sopa
A prosa foi melhorando
E ela me dando sopa
O tempo passando
E ela me dando sopa
Compadre se abestalhando
E ela me dando sopa
A noite foi chegando
E ela me dando sopa
Compadre se embriagando
E ela me dando sopa
Fui ficando de água na boca
Compadre deu uma toradinha
Peguei a danada da sopinha
Me fartei da bichinha
Adeus, amigo.
Chame-me meu amigo
Quero ter uma prosa com ele
Amigo véi,
Tá chegando minha hora
Findou meu caminhar
Gostei da jornada, não tenho nada pra reclamar.
Fiz quase tudo que estava previsto
Fiz também alguns imprevistos
Mas nada que possa me envergonhar
Li o livro todinho, não deixei nenhuma página passar.
Umas eu conto, outras é melhor não contar.
Amigo véi,
Cabra valente, nunca me faltou com a palavra dada.
Ferro na casa de ferreiro, amigo de dores e festejos.
Comemore a minha ida com alegria e fale pra todos do amigo que tinha
Amigo véi!
As dores tão querendo atrapalhar
Os olhos teimando em fechar
Mas já tô no dia e no lugar.
Ora, o momento pode esperar.
Amigo véi
Quero me desculpar
Porque minha amizade nunca conseguiu, com a sua empatar.
Mas fico feliz sabendo que a sua tá em primeiro lugar
Amigo véi!
A hora acabou de chegar
A ordem vêi lá de cima e eu não posso questionar
Faça-me o último favor
Chame todos pra cá
Mulher e filhos fiquem com Deus
Adeus, amigo
Amigo, adeus.
MEU MUNDO
Um grão de areia perdido
Um coração recém-nascido
Um olhar despercebido
Um caminhar sem sentido
Um grito oprimido
Um amor divido
Um cristo vivo
Um dilema vivido:
De onde vim
Pra onde irei
Antes de
Teres-me
Consumido.
TERRA!!!!!!
TERRA!!!!!!
TERRA!!!!!!
NO MEU SERTÃO
Hoje no meu sertão o Bode tem que estar cercado, amarrado, vigiado, caba armado, acordado e com os olhos arregalados e ainda assim o Bode é roubado.
FELICÍSSIMA
Meu Deus!
Amanheceu o dia
Renova-se a esperança
Que a alegria!
Sinto os raios do Sol
A vida se reinicia.
Logo acordei
Que maravilha!
Minha mãe sorridente
Meu pai em euforia
Agradecendo a Deus
Por sua bela filha.
Segue-se o dia
Abraços, sorrisos e beijos
Recebo de minha família
Obrigado Senhor meu Deus
Pelas benção e glórias
Dedicadas a essa humilde filha.
Tanta felicidade
Sigo agradecendo
A este maravilho dia
Amigos e familiares
Em um frenesi de alegria
Amor e paz que erradia.
Felicíssima
O nome que tudo principia
Meus pais em sonho
Esse nome me daria
Pedindo ao Senhor Deus
Felicidade para todos os dias.
Anoiteceu!
Continuando a vida
Logo adormeço
Sorridente e feliz
Agradecendo por mais um dia
Deus, Família e Felicíssima.
FELIZ DIA DAS MÃES!
Mãe, estrela reluzente,
Brilha forte em meu caminho,
Sempre doce e tão presente,
Com afeto e com carinho.
Teu abraço é fortaleza,
Fonte eterna de esplendor,
És ternura, és beleza,
És um mundo feito amor.
Benê Morais
Terei o meu dinheiro de volta até 2060; vou comprar minha sonhada bicicleta aos 108 anos graças ao INSS.
Benê Morais
Pela manhã saio antártico, à noite volto aquático. Eita, clima doido esse de São Paulo, meu Deus!
Benê Morais
PESCANDO PARA ELA
Numa tarde de sol
peguei meu boné
sem rede ou anzol
dei uma esticadela
fiz o percurso a pé
fui pescar para ela
tilápia
jau
tambicu
pacu
lá no Carrefour.
Benê
E AGORA, POETA?
Meus passos desconexos
procuram nada mais que o destino,
meu olhar percorre o infinito
divagando a esmo,
sigo por ruas incompreendidas,
vou como quem soletra o coração,
descrente daquilo que já nem cria,
nas entrelinhas a seguir em solidão,
cúmplice da minha hesitação,
se sou o último ou o primeiro, nada sei,
só sei que sinto falta de mim,
porque em mim só vejo o meu eu,
desperto, disperso, e penso na vida.
Autor Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Livro: A poesia da calçada não vende ilusão (2020)
20 de outubro- Dia do poeta.
