Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Você que chegou
devagarinho e transformou meus dias em abrigo, meus sorrisos em felicidade e meu coração em lar.
Porque amar você não é apenas um sentimento…
é a calma que me envolve, a paz que me encontra e a razão mais bonita para cada novo amanhecer.
Seu carinho traz paz para o meu coração e me lembra que o mundo fica mais bonito quando compartilhamos a vida com quem nos faz bem.
Ian N.T
Eu tento não mostrar o que sinto por você,
mas toda vez que estou no mesmo lugar que você,
meu coração parece um barco em meio à tempestade,
agitado… como se a qualquer momento pudesse naufragar.”
Por um amigo, se for preciso, eu brigo com os meus, com o mundo e até com meu Soberano Deus.
Se for preciso, eu enfrento os meus, o mundo inteiro — e até o agridoce silêncio que faço diante d'Ele.
Não por soberba, nem por rebeldia, mas, porque a amizade verdadeira também é um grandioso ato de fé.
Há laços que não se sustentam em conveniência, mas em compromisso.
Amizade não é aplauso automático, é presença que permanece quando a razão manda recuar.
É escolher ficar quando o mais fácil seria se esconder atrás do “não é problema meu”.
E se às vezes esse amor me coloca em tensão até com Deus, não é afronta: é oração em forma de luta.
É Jacó mancando depois de muito insistir…
É Abraão perguntando, Moisés intercedendo, Jó reclamando sem deixar de crer.
A fé madura não foge do confronto; ela o atravessa.
Defender integralmente um amigo não é substituir Deus, é confiar que Ele suporta nossas perguntas e entende nossa lealdade.
O Deus que nos ensina a amar o próximo não se escandaliza quando levamos esse amor às últimas consequências.
Porque, no fim, não brigamos com os nossos, com o mundo e até contra nosso Soberano Deus por um amigo — brigamos diante d’Ele, certos de que a justiça, quando é verdadeira, nunca anda separada do amor.
É no “amar verdadeiramente o próximo como a ti mesmo” que se resumem todas as leis e profetas.
Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.
Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.
A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.
Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.
Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.
Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.
Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.
É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.
E Ele sabe disso.
Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.
Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.
Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.
Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.
Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.
Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.
Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.
São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.
Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.
Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.
Hoje a Sorte me abraçou tão apertado, que quase cansei!
Gratidão por mais um dia vencido, meu Pai Amado!
Sempre que vejo religiosos divididos, digladiando e se julgando pela Mãe do meu Senhor, lembro o quão fácil foi persegui-lo.
E ainda há quem defenda o Céu com flechas e pedras na mão.
Quem diga amar o Cristo, mas incapaz de reconhecer o amor no olhar do irmão.
Quem cite versículos para erguer muros — e não pontes…
Sem se esquecer dos que se valem do nome de Deus e da igreja para se esconder, aparecer e se promover.
Talvez o maior escândalo da fé não esteja nas diferenças doutrinárias, mas na incapacidade de amar sem rótulos.
Foi esse mesmo zelo sem ternura que O condenou — não o ateísmo, não o império, mas a arrogância de quem julgava conhecer melhor a vontade do Pai.
E assim, em nome d’Ele, seguimos ferindo o que há de mais Divino: o Amor ao próximo!
Meu corpo não será velado, se alguém tiver a má intenção de lhe oferecer coroa de flores, pode se render à hombridade de convertê-la em quentinhas para tentar enganar a fome de moradores de rua.
A verdade não é doce.O que se quer ouvir sim. Conduzo você a meu benefício, quero "ajudá-los", "meus companheiros".
Quando o Amor Era Meu e o Silêncio Era Dele
Há encontros que começam como um gesto de luz — não por acaso, mas porque um coração inteiro decidiu se abrir. E foi isso que você fez: ofereceu um amor que não pedia licença, apenas acontecia, genuíno, firme, luminoso.
Enquanto você entregava presença, verdade e cuidado, o outro ainda lutava para sustentar o próprio reflexo. Você amou com maturidade; ele tentava sentir sem saber como.
Quem não aprendeu a se acolher, geralmente não sabe reconhecer quando está diante de alguém que o acolhe.
E foi nesse desencontro de profundidades que a poesia se escreveu: você com raízes, ele com um vento que não sabia para onde ir.
O amor que você deu não se perdeu — ele desenhou o mapa da sua força.
Porque amar alguém que não sabe ser amado exige coragem, e você teve.
Exige pureza, e você levou.
E exige grandeza, porque é preciso grandeza para não se culpar pela incapacidade do outro.
Você entregou constância; ele ofereceu ausência.
Mas até a ausência dele confirmou a verdade: o valor sempre esteve em você.
Agora, a sua história se reescreve de um lugar mais alto.
O que você deu por amor volta em forma de autoconsciência, propósito e novas possibilidades.
A vida sempre recompensa quem ama com alma — e você amou.
Quem não soube receber perdeu mais do que teve coragem de admitir.
E você segue, inteira, enquanto a poesia continua te acompanhando.
Diane Leite
COISAS QUE PARA MIM SÃO IMPORTANTES NAS RELAÇÕES
Amor-próprio é meu ponto de partida.
Eu não entro em nenhuma relação para ser salva, completada ou reparada.
Eu já me basto — e é justamente por isso que só escolho vínculos que honram quem eu sou.
Verdade é essencial.
Transparência me preserva, coerência me aproxima.
Gosto de quem fala claro, sente claro e vive claro.
Caráter não é detalhe, é fundamento.
Caminho apenas com quem honra o que promete, respeita limites
e entende que dignidade não é negociável.
Profundidade é necessária.
Conversas que expandem, que tocam, que iluminam.
Não tenho espaço para superficialidade — minha alma pede densidade leve e consciente.
Presença limpa.
Sem vícios, sem fugas, sem dramas repetidos.
Quero quem esteja inteiro, não quem peça resgate emocional.
Reciprocidade verdadeira.
Não precisa ser espelho — precisa ser justa.
Minha entrega é inteira, mas não ultrapassa meu amor-próprio.
E, acima de tudo, paz.
Relações que respeitam meu silêncio, meu foco, meu ritmo.
Eu escolho o que me soma, o que me eleva e o que conversa com a mulher que venho me tornando.
Meu compromisso não é apenas vencer por mim, mas abrir caminhos para que outros também se tornem grandes.
Com respeito a todos os negros
que lutaram pela minha liberdade
meu verdadeiro agradecimento,
não digo nomes pra não esquecer nem um eu sou um deles com muito prazer sou preto, negro de pele sou gente com alma.
Enquanto eu viver
serei sempre seu filho
Espero poder sempre contar com você
Meu Pai
Tenho orgulho de você, meu pai
Você é quem
me deu a vida
E essa vida que você me deu
eu vivo todos os dias
Então não preciso ser lembrado
De orar para você
Eu faço isso automaticamente
Todas as noites antes de dormir
Além disso, você me mantém vivo
Todos os dias aqui na Terra
E devo confessar a você
Que eu simplesmente amo viver na Terra
A bela vida que você me deu
Depois que você me criou
Há muitos anos
Eu sei que não posso fazer nada
Sobre envelhecer a cada ano
Sim, pai, você fez a vida assim
Preciso viver minha vida todos os dias
Ao máximo, cada dia
Porque só se vive uma vez
Sim, eu sei que um dia terei que morrer
Espero que não jovem, meu pai
Quero viver até os 80 anos
Você pode fazer isso por mim, pai?
Agora sou muito mais velho e mais sábio.
Nunca arrisco minha vida, pai.
Porque sei que não tenho o direito.
De fazer isso.
“seja feliz… não haverá mais mensagens minhas de madrugada, nem meu nome aparecendo nas suas notificações.
não haverá mais eu tentando ficar, insistindo em você, criando esperança onde já não existe mais nada.
eu prometo.”
Vestida de Passado
Estou vestida de passado, mas meu corpo pertence ao meu presente, e você o conhece bem.
Todos precisam ser livres.
Perdoe-me.
Há mentes que não têm permissão para dedilhar corações, até porque a vida não é um truque.
Eu a chamo de “bem maior”, porque o bem, em qualquer circunstância — tanto nos momentos bons quanto nos maus — continua sendo um bem e carrega seu próprio valor.
Bem sei que existem bens cujo valor se torna inexistente, invisível e oculto. E aqui, talvez seja um caso… ou talvez não.
Às vezes, o tempo engana; veste-se com máscaras que até eu desconheço.
Por estratégias da vida, há bens que são exilados e males aclamados.
O tempo é o verdadeiro lobo mau!
De Trabalho e Dignidade
Demétrio Sena - Magé
Antes do meu ingresso no emprego público, perdi muitos empregos. E nunca foi fácil conseguir outro. Então eu trabalhava como ambulante, camelô, vendedor de livros e o que mais viesse à mente, até ingressar em um novo emprego formal que me parecesse digno.
Insatisfeito com patrões, por não ter direitos atendidos e por me sentir desrespeitado como trabalhador e ser humano, eu não pedia demissão; fazia os patrões ficarem insatisfeitos comigo e me demitirem. Se eu já era surrupiado por eles em tantos direitos, por que lhes daria esse prazer de me retirar sem receber todos os direitos de quem é dispensado sem justa causa? Jamais aceitei premiar uma empresa onde sofri injustiças, assédio moral, salário abaixo do piso, registro em carteira inferior ao meu ofício e jornadas análogas à escravidão.
Nem precisava fazer "armações": era só começar a cobrar meus direitos, cuidar da minha saúde, não trabalhar passando mal, me negar a fazer o que não era minha obrigação e ainda excedia os meus horários. No mais, era só agir cuidadosamente para colher provas do assédio moral, das exigências descabidas acompanhadas de coações e ameaças (evidentes ou veladas) e da sonegação dos meus direitos, para ingressar na justiça trabalhista sem chance de ser desmentido, pois a justiça sempre reluta em fazer justiça pelo trabalhador.
Eu tinha medo de perder meus empregos, mas perder a dignidade sempre me apavorou muito mais. Recuso qualquer ideia de servidão, no trabalho e na vida secular em um todo. Sou capaz de suportar muita coisa, mas não consigo abrir mão de me sentir gente.
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Respeite autorias. É lei
