Sou Apaixonada pelo meu Namorado
EU, POEMA DE MIM
Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.
Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.
Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.
Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.
Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.
Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.
Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.
Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.
Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.
E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.
Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.
CABRA-MARCHO
Sou cabra-macho do Sertão,
Homem de fé e fundamento,
Não meço força na aparência,
Mas no valor do sentimento.
Pois quem carrega honra no peito
Segue firme em qualquer vento.
Aprendi com meu velho pai
A palavra nunca quebrar,
Respeitar os mais antigos,
Trabalhar sem reclamar.
Porque o homem vale mais
Pelo que faz que pelo falar.
Sou filho que guarda o nome
Como tesouro e tradição,
Carrego raízes profundas
Plantadas no coração.
Feitas da mesma madeira
Da família e da educação.
Sou pai que ensina no exemplo,
Sem precisar levantar a voz,
Mostrando que o bom caminho
Se constrói dentro de nós.
E que o amor de um verdadeiro pai
É um laço que nunca se desfaz.
Sou amigo nas horas difíceis,
Companheiro de caminhada,
Daqueles que estendem a mão
Sem esperar receber nada.
Pois amizade verdadeira
É riqueza abençoada.
Carrego valores antigos
Que o tempo não conseguiu levar:
Honestidade, respeito e coragem,
Virtudes para cultivar.
São tesouros que não enferrujam
Nem o mundo pode comprar.
Sou raiz pivotante no solo,
Que ninguém consegue enxergar,
Mas sustenta toda a árvore
Quando o vento quer derrubar.
Pois a força que dura na vida
Vem de dentro para lutar.
Não vivo de fama ou riqueza,
Nem de aparência e posição,
Minha maior fortaleza
É ter paz no coração.
E saber que minha consciência
Não me acusa em oração.
Tenho somente um temor
Que guardo com devoção:
Desagradar ao Deus Altíssimo,
Fonte da minha salvação.
Pois homem que teme a Deus
Nunca perde a direção.
Se a luta aperta o caminho,
Se a seca castiga o chão,
Eu me ajoelho primeiro
E entrego tudo em oração.
Porque a vitória do homem
Nasce da fé e da ação.
Cabra-macho de verdade
Não é quem vive a se exaltar,
Mas quem protege sua família,
Sabe servir e respeitar.
Quem honra pai, mãe e amigos
E não foge de trabalhar.
Assim sigo minha jornada,
Sem orgulho e sem vaidade,
Com Deus na frente dos passos,
Com amor e dignidade.
Pois ser homem é ter caráter,
E viver com honestidade.
Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.
Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.
"Sou Poeta sem diploma no canudo, mas cumpro o verdadeiro papel público do intelectual Matuto."
Salvas! A Patativa do Assaré.
Eu não sou uma pessoa perfeita, sou forjado em meus feitos e defeitos. No entanto, sou dotado de autoproteção: se eu me ausentar da sua vida, é porque você se tornou um potencial mal.
Sou perito em leitura corporal. Gosto de observar as pessoas; elas sempre parecem estar mentindo, ou tentando. No fim, todas acabam se tornando desinteressantes… ou talvez o desinteressante seja eu. Afinal, que loucura é tudo isso?
Independentemente do que pensem ou falem de mim, continuo sendo a prova de quem sou.
Aldemi E.de Matos
SER POETA
Ser poeta de coração
Traçar desejo e emoção
Buscar o céu e o chão !
Sou poeta da vida
Misturado numa química
No suave e doce olhar
Sem explicações traçar
Linhas dessa transformação
Para que possa entender
Que sou poeta de coração!
Revelar maravilhosas cores
Encontro da boca e do beijo
Sem entender esse mistério
Eu sou poeta sem explicação!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
MINHA RAINHA !
Te gosto muito mulher!
Por você eu sou capaz
Fazer o que ninguém faz
Faço o que você quiser...
Vou até o fim do mundo
Viajo infinito num segundo .
Por você me viro do avesso
Encontro em qualquer endereço
A formula do seu prazer
Pra mim inteira ser
Essa mulher especial ...
Faço do nada acontecer
Num ato lindo e casual
A minha declaração de amor .
Te gosto muito mulher!
Mais do que possa imaginar
Sou capaz de ir te buscar
Seja em qualquer lugar
Para te dar o paraíso
Onde seja mulher minha
Para sempre minha rainha !
JOAO BATISTA BARBOSA
SEU POETA
Sou poeta do seu coração
Escrevendo desejos e emoções
Buscando delícias no sentimento...
Sou o poeta da sua vida
Misturado numa química linda
No seu suave e tão doce olhar
E sem explicações vou traçando
Linhas dessa grande transformação
Para que verdadeiramente entenda
Que sou poeta do seu coração!
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Revelações em maravilhosas cores
O encontro da boca e do beijo
Sem entender esse mistério
Eu sou poeta sem explicação!
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
ELA É SANTA
Santo não sou não, moço!Sou cabra da peste
Faço nenhum mal
Eu sou filho da terra.
Venho das bandas do norte Nestas terras encontrei
A mulher que sempre sonhei
Viver com ela até a morte
Ela conhece meus defeitos
Seu beijo tem gosto de mel Faz amor do meu jeito
Com ela moro no céu
Santa ela é seu moço
Que me faz sentir tão amado
Nos braços dela eu sou
Como bicho domesticado!!!
JOÃO BATISTA BARBOSA
Sou uma pessoa legal, compreensiva e gosto de tratar todos com respeito. Mas não confunda minha gentileza com fraqueza. Sei ser paciente, porém tudo tem limite. Então, pode contar com o meu melhor, só não abuse da minha boa vontade.
Fácil é você abrir a boca e me julgar pelo que imagina que sou... Desafio a você usar as minhas havaianas e percorrer o trajeto que já percorri nesses 4.2 e quando chegar onde já estou, aí sim poderá falar algo sobre minha vida nos aspectos vivenciado por mim até hoje: Sentimental, profissional, familiar, religioso, financeiro, etc.
A RAINHA DOS ANJOS.
“Maria Santíssima é acolhida por Jesus”
“Sim, minha mãe, sou eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos...”
A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, onde tantas vezes chorava de júbilo, de saudade e de esperança.
Não mais via seu filho bem amado, que certamente a esperaria, com as boas vindas, no seu reino de amor; mas extensas multidões de entidades angélicas a cercavam, cantando hinos de glorificação.
Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galileia com os seus sítios preferidos.
Bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza.
Reviu todos os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observando do alto a paisagem, notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma quase perfeita de um alaúde.
Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza Jesus cantara o mais belo poema de vida e amor, em homenagem a Deus e à humanidade.
Aquelas águas mansas, filhas do Jordão marulhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico evangélico.
Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale das sombras, à espera das claridades definitivas do Reino de Deus.
Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso às multidões espirituais que a seguiam de perto.
Em poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa, espalhada sobre colinas enfeitadas de carros e monumentos que lhe provocavam assombro.
Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas, onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles, sustentadas por misérrimos escravos.
Mais alguns momentos e seu olhar descobria outra multidão guardada a ferros em escuros calabouços.
Penetrou os sombrios cárceres do Esquilino, onde centenas de rostos amargurados retratavam padecimentos atrozes.
Os condenados experimentaram no coração um consolo desconhecido.
Maria se aproximou de um a um, participou de suas angústias e orou com as suas preces, cheias de sofrimento e confiança.
Sentiu-se mãe daquela assembleia de torturados pela injustiça do mundo.
Espalhou a claridade misericordiosa de seu espírito entre aquelas fisionomias pálidas e tristes.
Eram anciães que confiavam no Cristo, mulheres que por ele haviam desprezado o conforto do lar, jovens que depunham no Evangelho do Reino toda a sua esperança.
Maria aliviou-lhes o coração e, antes de partir, sinceramente desejou deixar-lhes nos espíritos abatidos uma lembrança perene.
Que possuía para lhes dar? Deveria suplicar a Deus para eles a liberdade?
Mas Jesus ensinara que com ele todo jugo é suave e todo fardo seria leve, parecendo-lhe melhor a escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo.
Recordou que seu filho deixara a força da oração como um poder incontrastável entre os discípulos amados.
Então, rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos a força da alegria.
Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido:
“Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo!... Convertamos as nossas dores da Terra em alegrias para o Céu!...”
A triste prisioneira nunca saberia compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração.
De olhos extáticos, contemplando o firmamento luminoso através das grades poderosas, ignorando a razão de sua alegria, cantou um hino de profundo e enternecido amor a Jesus, em que traduzia sua gratidão pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras rimas de júbilo e esperança.
Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.
Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima.
Por essa razão, irmãos meus, quando ouvirdes o cântico nos templos das diversas famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de fazer no coração um brando silêncio, para que a Rosa Mística de Nazaré espalhe aí o seu perfume!
FONTE
Irmão X (pseudônimo espiritual), psicografia de Francisco Cândido Xavier, Boa Nova, capítulo 30, “Maria”. O texto acima corresponde a uma reprodução parcial desse capítulo, conforme indicado na própria publicação compartilhada.
Referência bibliográfica:
XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito Irmão X. Rio de Janeiro: FEB, capítulo 30, “Maria”.
Reflexão Diária
Será que sou estranho?
- Tem pessoas que gostam de viajar, outras que preferem ficar em casa,
e eu gosto dos dois...!
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