Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Metáfora:
Eu sou a energia (vida) dentro dessa lâmpada (corpo); a lâmpada queima (morre), eu continuo sendo energia (vivo).
Ego, em latim, significa "eu".
Não há como viver sem o ego, pois o ego sou eu.
O ego que não aceito em mim é o "eu" que me recuso ser.
Eu sou a vida dentro desse corpo;
Corpo dentro do planeta;
Planeta dentro do universo;
Universo dentro da vida;
Vida dentro desse corpo.
Tudo se conecta, de dentro para fora e de fora para dentro, como um ciclo que nunca termina, onde cada parte está dentro da outra, criando o equilíbrio que me faz ser quem sou.
Não sou obrigado a fazer nada que eu não queira.
Não sou obrigado a trabalhar no que eu não goste.
Não sou obrigado a estudar o que eu não quero.
Não sou obrigado a fingir ser o que não sou.
Não sou obrigado a viver o que meus familiares querem.
Não sou obrigado a viver o que meus amigos querem.
Não sou obrigado a viver o que a sociedade quer.
Não sou obrigado a agradar o mundo.
Não sou obrigado a viver a vida de ninguém.
Eu vivo por mim;
Pra dentro de mim mesmo;
Respeitando as minhas próprias escolhas;
Independente das consequências;
Pois a vida é minha;
E eu me fodo como eu quiser.
"Você chegou como quem diz: eu sou promotora de eventos, permita-me organizar o festival da sua felicidade!"
Obedes Lobadias
Sou o que sou.
E não me moldo para caber onde não me reconheço.
Minha essência é minha —
não se negocia, não se rouba, não se apaga.
A gente não deixa de ser quem é por causa de uma frustração.
A dor não nos anula, ela nos esculpe.
Aprendemos a nos moldar sem nos perder,
a nos vestir de oposição sem abandonar a verdade.
Porque quem sabe quem é
atravessa o caos sem se trair.
Não vou te provar quem és,
mas jamais me peça que eu escolha
entre o que sou
e o que você espera que eu seja.
Cada qual vive a sua realidade,
buscando a própria verdade.
Eu fui feita para o mundo,
você, para ser quem almeja se tornar.
Cada um com suas escolhas,
seus motivos,
sem padrões impostos.
Idealizações não são iguais
— e acreditar que todos chegam ao mesmo lugar no fim
é um mito perigoso.
Vamos exatamente
para onde nossas escolhas nos levam.
Quem sou eu, para julgar o outro,
Se cada adeus deixa marca no peito?
Queremos proteger o coração da dor,
Mas a saudade toca tudo, e é perfeito e imperfeito.
Repetir velhas emoções é se punir,
É tentar prender o que já partiu.
O outro se vai, e o que resta é aprender
Que a vida sempre traz algo novo a sentir.
Quem sou eu para dizer que o outro não vale?
Que nunca me serviu, que já deixou de ser?
Talvez só meus olhos tenham visto sombras
Do que o outro jamais quis me oferecer.
O grito do outro ecoa em mim,
E quanto mais falo, mais me vejo incapaz
De virar a página e abraçar o novo,
De deixar que a vida escreva seus próprios sinais.
Que possamos mudar o discurso,
Que a memória não nos prenda,
Que cada fim seja semente de começo,
E que o novo floresça, mesmo depois do velho.
Quem sou eu, pra desprezar o outro,
quando a hora de partir chega e a alma sente?
Não queremos deixar tocar o coração,
mas toca, e sentimos em cada pedaço de nós.
É horrível querer prender o que já se foi,
repetir velhas emoções é se punir,
é negar a partida e voltar à mesma ferida,
buscando tocar o que já não volta.
Quem sou eu pra indagar palavras?
Pra dizer que o outro não vale nada?
Que nunca me serviu? Que já não é o outro?
Talvez só nossos olhos tenham visto
o que ele nunca foi,
e nunca vai ser.
É uma dimensão complexa querendo amar: a solidão.
Quem sou eu pra falar quando o outro grita?
Quem sou eu pra dizer o nome do outro?
Quanto mais falo, mais vejo minha incapacidade
de virar a página.
Que possamos virar páginas, mudar discursos,
aceitar o que se foi,
e viver o novo que a vida traz.
Enquanto nos agarrarmos ao velho,
nunca sentiremos o novo.
Eu não sou igual a você.
E você não é igual a mim,
porque cada um carrega sua própria história.
Não é a comparação que nos define,
é a singularidade.
Cada qual com sua inteligência,
sua força,
sua forma de ser independente.
Você me ensina pelo que é,
sem precisar explicar.
Eu te ensino pelo que sou,
sem precisar competir.
Aprendemos um com o outro
quando entendemos que igualdade não é cópia,
é respeito.
E diferença não é distância,
é riqueza.
Não sou de deixar ninguém na mão.
Nunca fui.
Não abandono o barco no meio da travessia.
Sei lidar com tempestades e remar mesmo quando cansa.
Mas aprendi que nem todos que estão no barco estão remando.
Alguns apenas observam, esperando ver até onde ele chega.
Não gosto da desistência.
Por isso, quando percebo que alguém não faz questão, eu vou embora.
Porque quando dois remam, o barco avança.
Sozinha, eu até sigo…
mas não fico carregando quem escolheu ficar parado.
Quero alguém que cresça comigo,
que some força, não peso.
Que me dê motivos para ser quem eu sou,
e nunca me transforme em alguém fraco
ou em um perdedor.
