Sonhos
Nossos sonhos
Parecem ser tão distantes
E irreais.
Desejamos quase o impossível.
A vida bate
De todos os lados.
As dificuldades chegam
Fazendo fila à porta
Dos nossos lares.
É uma loucura
Que, diante de tudo isso,
Acreditamos justamente
Naquilo que parece impossível,
Contrariando tudo e todos,
Indo na contramão.
E nossa coragem e fé
Nos levam
A alcançar o inalcançável
E atingir o inatingível,
Fazendo do possível o impossível.
Escrevi teu nome
No poema,
Na pele, na alma
E no coração.
Desenhei você nos meus sonhos
E te busquei na imensidão do amor.
O sorriso mais lindo,
O abraço mais caloroso,
Guardo para a eternidade.
Tem quem viva deliberado, calculando cada passo, Organiza os próprios sonhos, faz do tempo um grande laço. Tem quem dança com o acaso, sem perder a dignidade, Transformando cada risco numa nova liberdade.
Horizontes
Nos horizontes sem muros, o sol desponta,
plantando sonhos em solos de liberdade.
Medos, como sombras, tentam cercear o caminho,
mas o coração forte ergue-se, desafiando a tempestade.
Caminhos serpenteiam por terras desconhecidas,
onde a esperança brota em cada amanhecer...
E, ao silenciar as vozes que sussurram dúvidas,
encontramos a beleza no simples simplesmente viver.
Soltar as amarras, deixar a alma livremente fluir...
É nesse espaço vasto que podemos realmente existir.
Assim, seguimos em frente, sem olhar para trás,
Cultivando um futuro em que tudo o que nos rodeia é paz, só e somente paz.
Esquinas da cidade
Nas esquinas da cidade, um ladrão de sonhos,
remexeu as gavetas do tempo, buscando em seus tronos sonhos adormecidos.
Espalhou o encanto pela vida desnuda,
como um poeta que em versos nunca se ajuda.
O céu, testemunha dos segredos perdidos,
sussurra histórias de amores e sentidos...
Os sorrisos se misturam ao pó das calçadas,
enquanto a brisa leva memórias entrelaçadas pela brisa que se espalha pelo ar.
Corações pulsantes guardam esperanças,
sorrateiros dançam nas instâncias...
Despertando encantos em cada canto da cidade tão cheios de dor,
transformando essa dor em arte, em puro amor.
Assim, a cidade respira o seu lamento,
onde sonhos se tornam eternos, se camuflam... no vento todo tempo.
Ladrão de sonhos
Em noites de silêncio profundo,
Um ladrão sutil invade os sonhos,
Com sua magia de vida, em vagar,
Rouba esperanças, mas traz bálsamo aos corações.
É doce a esperança que se entrelaça,
Fé inabalável que nos embala,
Caminhos de luz e sombra dançam,
Nas labaredas da alma que nunca cansa.
Ele transforma o pesadelo em riso,
Nasce um novo dia, nosso paraíso.
Entre as estrelas, nossos anseios flutuam,
E, por detrás da dor, mil sorrisos surgem.
Assim, ao ladrão de sonhos nos rendemos,
Na fragilidade, encontramos o ser,
Que, ao mesmo tempo, nos leva ao chão
E nos ergue em voo, atendendo nossa oração.
Sonhos perdidos, em uma ilusão, na colisão de olhares.
Eu me perco no seu olhar todos os dias, eu me perco. E não sei se isso é bom, não consigo mais me achar. Me procura, me desperta novamente, pois já não sei quem sou, quais eram meus sonhos, o que eu pensaria, o que eu falaria, o que eu faria...
Se um dia não chorava, essas lágrimas lúgubres são pelo luto da perda, da minha perda. Pois, no tempo atual, posso afirmar que já não sei quem sou, não sei onde estou, muito menos onde quero chegar. E não tenho a mínima ideia de como me encontrar.
Me perdi tão célere como um trem-bala e me afundo nessa esperança sublime, pois é o que me restou. Não sei se seus olhares arrebatadores foram culpados — e não os culpo, sinceramente — eu só não deveria ter deixado que a queda do meu ufanismo fosse fatal.
Boa noite 🌃
seja qual for o seu sonho.
Acredite Deus vai realizar, sonhos é uma prece que chega com carinho no coração do nosso senhor, lute para conquistá-los. Você é capaz!
O Melhor Brinde da Virada
Às vezes, os sonhos mais simples exigem muito esforço.
Naquele ano, o peregrino fez alguns bicos como motorista para juntar um dinheiro extra. Seu objetivo era passar o réveillon na praia com sua esposa e um grupo de amigos. E conseguiu.
Durante a viagem, mantinha seus hábitos. Levantava-se cedo, ia à padaria comprar pão quentinho e preparava o café da manhã para todos. Depois, enquanto os amigos aproveitavam o mar, o sol e as conversas, ele caminhava de uma ponta à outra da praia. Para o peregrino, caminhar era, também, uma forma de agradecer pela vida.
Na última noite do ano, após o jantar, todos se vestiram de branco, pegaram suas taças e seguiram para a praia. O ambiente era de alegria e expectativa pela chegada da meia-noite.
Sempre observador, o peregrino percebeu um casal trocando um beijo longo e apaixonado. Cutucou discretamente a esposa e perguntou:
— Meu bem, você gostaria de ganhar um beijo igual àquele?
Ela sorriu e respondeu:
— Claro que gostaria!
Com um olhar maroto, ele disse:
— Então espere só eles terminarem... que eu chamo o rapaz para lhe dar um igual!
A gargalhada foi tão grande que o grupo só percebeu a chegada da meia-noite quando os fogos já iluminavam o céu.
Naquele instante, o peregrino teve mais uma certeza: a verdadeira felicidade não está nas coisas caras, mas nos momentos vividos com quem amamos. O trabalho tornou possível a viagem; a amizade encheu os dias de alegria; e o bom humor fez daquela virada de ano uma lembrança inesquecível.
Peregrino Nino Carneiro
A rua não rouba apenas o teto de alguém. Ela interrompe sonhos, silencia talentos e faz muita gente acreditar que não tem mais valor.
LIVROS DE INFÂNCIA
Eia em marcha meu Rocinante,
Vamos em busca de sonhos, vamos avante,
Não tenho tempo para bobagens ou inimigos,
Apenas quero viver e cuidar dos amigos,
Daqueles que me cativaram,
Isto o príncipe me ensinou,
Em nossas viagens,
Ou navegando rios com perigos,
Com Huckleberry Finn,
Ou em visitas as princesas de nossos sonhos,
São muitas aventuras e estórias sem fim,
Tempos felizes e risonhos.
Ah! Branca, Cinderela e Rapunzel,
Cachinhos e minha pequena Sereia,
Brincávamos debaixo do sol com nuvens por véu,
Construindo castelos de areia,
Sonhando acordados,
Dormindo felizes e inocentes,
Sem especiais cuidados.
Aventuras mil com Simbad, João e Maria e o Gato de Botas,
Protegidos pelo Soldadinho de chumbo, em todas as rotas,
Abrigados na casa de tijolos e fazendo guerra de travesseiros,
Fomos na meninice grandes felizes e arteiros.¹
As vezes enfrentando vilões,
Como em Ali Babá e os quarenta ladrões
Em outras ficamos no meio,
Da vida do patinho feio,
Ouvimos a resposta do espelho,
Corremos com Chapeuzinho Vermelho,
E o medo do Saci, da Mula e do Caipora,
Do Curupira, da Cuca e outros bichos,
Que enfrentamos em duelos,
Dentro e fora do Sítio do Pica-pau Amarelo,
Ah! Seu Bento,
Por sua causa e de outros,
Tive muito passatempo.
Agora saímos desse cenário,
Pra trás ficam sonhos, feiticeiras e leões
Ficam também armários,
Assim como imaginações.
Ai que saudades eu tenho...²
CULTURA
Cultura é o pano com que a humanidade cobre a sua nudez e borda nela os seus sonhos.
Também se poderia dizer que cultura é fruto da inocência perdida.A cultura é o véu que o homem tece para esconder e revelar a sua nudez.
