Sonetos de Saudade
Diz que não quer mais me ver
E morre de saudade quando pensa que não pode mais me ter
Hoje quase chorei, lembrando do abraço e do cheiro que na porta eu deixei
Quero que veja melhor o tudo que você perdeu
E pra sua tristeza o seu melhor sou eu
Não vou voltar atrás da minha decisão
É que eu suporto tudo menos traição
Adormecer
Tenho vivido todas as vidas
Sofrido a dor de todas as mortes
Chorado a saudade de todos os amores
Hoje sem fisionomia e sem nome
Mas presente a oprimir meu peito vazio
Tenho padecido de uma crônica e longínqua dor
Localizada em tudo e em lugar nenhum
Que me dilacera sem piedade
Como um punhal sutil e afiado
Que corta e faz jorrar sangue sem deixar cicatriz
Infinitas vezes eu nasci e morri
E essa inquietude ronda e esmaga meu existir
Trama sangrenta que insiste em me acompanhar
Rasga e expõe minha alma a soluçar
Memória triste e chorosa contida em todo lugar
Vivo a espera da grande travessia
Meu desejo é repousar na eternidade
De encontro aos meus próprios retalhos
Registrados na memória do tempo
Para na completude do meu ser em paz adormecer
Do livro: Quando a vida renasce do caos
Ah! Saudade…
Essa ausência que invade o peito
Quebrando todas as regras
Mostra o que é verdadeiro
Sentimento assim, bem sei
Nem o tempo leva.
INSENSATEZ
Saudade de Deus!
Outrora o meu pastor.
Faltou-me tanto
E nada me faltaria
Eu andaria com Ele
Pelos vales dos ossos secos
E levantaria homens fortes,
(Um grande exército),
Mas não posso nem a mim
Mesma reviver.
Eu cantaria após lançar
A semente e ver os brotos
Mas não pisei a terra prometida
Fui infiel, fui réu do pecar.
Destemida, andei pelas montanhas a sós
E por vários sóis vivi ausente,
Descrente.
Saudade de Deus...
Se eu andasse com Ele
Os vales estariam vazios de ossos
E na terra haveria brotos
E eu não apenas olharia de longe.
E a canção estaria para sempre
Em minha boca.
Eu nunca enlouqueceria
Na minha insensatez
Rutilante Anoitecer
Foi-se o sol
E um lençol
De saudade
Invade-me
Agora...
E o sino badala
Na calada
Das seis...
Ave Maria...
E um pássaro
Sobrevoa
O céu
E eu
Da matriz
Vejo o sol
Se esvaindo
Como alguém
De mim, se
despedindo.
E antes que se ouça
Se vê
A homilia divina
No prisma
Do anoitecer...
A saudade não entende quando o coração se machuca,
por isso uma dor tão doida cá dentro do peito se oculta.
Um poema
Um abraço
Um cheiro
Uma saudade
Uma lembrança
Um olhar
Uma voz...
Tão teus
Todos os versos meus,
Tão teus !
22/06/2020
Eu sinto saudade sim
Não de você, mas de mim
Daquele que deixou de existir
Por promessas de amor sem fim.
Sinto falta daquele cara
Que sorria de tudo que você
Não via graça, isso já era um sinal
Se não sorri no começo, todos os dias serão o final.
Eu sinto falta da minha essência
Da minha falta de amor próprio
Da vida que perdi de viver
Porquê você me queria sóbrio.
"Não posso dar outro nome a saudade a não ser o seu
Não posso dar outro nome ao que sinto a não ser um imenso amor
Não posso dar outro nome a liberdade a não ser seu abraço
Não posso dar outro nome ao seu sorriso a não ser vida..."
Pra paixão,
Discussão
Foi a solução.
Verdades,
Geram realidades,
Mais com amor se deu como saudade.
Será curiosidade?
Brisa
Bate mais forte.
O meu coração.
A brisa desta noite.
Me fez lembrar você.
Ponho a saudade dentro desta canção.
E todo o sentimento que agora descobri.
É o tempo. É o vento. É o momento de
lembrança de você.
Onde esta. Neste momento.
Manda noticia na carona deste vento.
Que sopra a brisa que me faz enlouquecer.
Onde está , neste momento.
Leva noticia na carona deste vento.
recebe ai . meus pensamentos.
Que em todo tempo .Só vou amar Você.
marcos fereS
Hoje...
Nossos momentos simples e cheios de intensidade
São apenas saudade
Saudade do teu abraço que acalma
De olhar teus olhos,
Janela de tua alma
Te mando mensagem,
Você pede um tempo;
Falo que to com saudade,
Você não liga;
Digo que te amo,
E você me ignora.
TUA AUSÊNCIA (soneto)
Sofro, ao recordar-te, com minha saudade
Da tua ausência. Meu poetar se transporta
Minha alma se vê numa penúria que corta
E meu sossego, nervoso, cheio de vontade
É verdade, toda essa minha infelicidade
Que percorre está poesia, aqui tão torta
Escorrendo por motivo que não importa
Largando os versos, árduos, na ansiedade
Aí, que confuso clamor que transtorna
Das orgias das trovas de outrora fausto
E agora, penosas e tão malfeito se torna
Ofensiva sensação, funesto holocausto
Que na solidão figura, e na dor amorna
A vazia inspiração e, o silêncio exausto
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/06/2020, 09’43” - Triângulo Mineiro
Olavobilaquiando
A tarde inteira
uma vida inteira encantado
Uma alegria que me invade
Uma saudade
Que não machuca
Que não é doida
A saudade recente
Que me enche
E me alegra
Que me mostra
Que está aqui
Dentro de mim
Nunca além
Sempre aqui
Sempre
Posso sentir
Meu corpo que ainda treme
Minha boca ainda ri
Meu coração ainda palpita
Minha vida
Que se passa pela sua
As nossas vidas que se misturam
Meu corpo que canta
A música do seu
Em perfeita harmonia
