Soneto da Saudade
MEU MAL, MEU BEM.
Diz-me como é sentir,
O bem querer, mas não mudar,
Teu jeito de pensar, falar e agir,
Até onde irei aguentar?
Muito fácil foi te amar,
E por você eu fui além,
Mas e se isso acabar?
Serás o meu mal, meu bem.
E esse amor que ainda é teu,
Com tua ausência será só saudade,
Do que floriu, viveu... desfloriu e morreu.
Mas não quero que esse amor padeça,
Meu mal ou meu bem, a escolha é sua,
Te amarei pra sempre, seja feliz... Prometa.
Naquele dia olhei você
Tão belo e charmoso
Chamava atenção por onde passava
As meninas sussurravam
Que belo moço
Como é atraente
Mas entre aquelas beldades
Uma te chamou atenção
Avistou a moça de cintura fina
Tão doce e pequenina
Com jeito inocente
Nossos olhares se cruzaram
E se fez uma vida
Vida que se multiplicou
Não ache que foi perfeito
Família nenhuma é
De respeito e amor sobreviveu
E onde estiver
Falo bem alto
Nunca mais vou te esquecer
BÁLSAMO
Ainda me surpreendo
guardando
pedaços de tempo
em flores e livros,
como uma adolescente
a embalsamar
sonhos e momentos
para (re)visitar,
mais tarde,
histórias adormecentes
no perfume envelhecido
dos sonhos ressequidos
de saudades!
Amada...
Te convido a ficar em minha vida
Mas se quiser, pode deixá-la...
Não existem condições para ambas
Só seu querer, pura escolha...
Se desejar ficar um pouco mais
Te convido a falar de família
Mas pode ser de fé ou fantasia
Assuntar, de futebol a magia
Nas noites que seu sorriso faltar
Te convidarei a admirar estrelas
Se já não for capaz de ouvi-las
A gente canta e inventa poesias
Vai ser sempre assim, você sempre estará lá.
Em cada olhar, em cada sorriso, em cada poeirinha da saudade que sinto
Relicário
O último beijo
A última chance
O último suspiro
Meu primeiro pranto, de tantos
Depois daquele adeus, meros conhecidos
Mas já fomos amantes, constantes
Incontestáveis delírios de amor
Amor que escorria pelos dedos e refletia nos olhos
Desejo, fome, obsessão
Meus dentes rangem minha saudade
Meu corpo exala teu suor
Como se estivesse aqui
Sem nunca ter ido
Como se fosse a primeira vez
Sem nunca ter sido
Mas foi
E num silêncio gritante
Se foi
Vive pra ela.
Amei ela.
A coisa mais linda e sincera.
Amor verdadeiro, meu mundo inteiro se derrete e se entrega quando sinto seu cheiro...
Porque me deixo tão só?
"Não sou nem quero ser o seu dono.
É que um carinho às vezes cai bem.
Eu tenho os meus desejos e planos secretos.
Só abro pra você, mais ninguém.
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela de repente me ganha?
ONDE ESTÁ VOCÊ AGORA??? "
As estranhas rimas de versos,
em minha mente vem e vão.
Fazendo questionar se em tua estranha saudade,
não me vou em vão.
Brilho
O brilho, da lua, invade
Os meus olhos e afasta
A palidez, dando um basta,
Da miragem de tua saudade.
Às vezes, te observo calada
observo o seu viver, e já me sinto bem
Amar tanto, e tanto ser amada
pensando e sentindo
admirando e sorrindo
Às vezes, na sua ausência, sinto seu cheiro
vejo cada traço, cada detalhe
torcendo para ser meu eterno companheiro
Às vezes, te amo em segredo
Às vezes, amo escancaradamente
amo intensamente, pacientemente
Sereno, sem medo
Amo, amo e amo você
Amor por amor, mais valor Pra por e compor.
Frases sem rimas ou histórias, só pra por no papel o que sai da memória.
Sentimento vão, pensamento são, mera inspiração nesse simples som.
O que julgamos fácil nem sempre é
Essa vida e passageira, mas nunca perca a Fé.
Eu queria ter ela aqui, sentadinha na minha sala.
Queria ela aqui vendo os netos crescerem, vendo eles se tornarem o que eu e ela sonhamos juntas para eles.
Queria ela aqui reclamando que coloquei sal demais na comida ou que falta açúcar no café.
Queria ela aqui fuçando nas minhas coisas e mudando tudo de lugar.
Queria apenas mais um dia, mas um segundo.
Queria ter uma plantação do perfume dela no meu jardim.
Queria ouvir novamente as bobagens que só ela dizia e que me fazia rir.
Queria sentir o cheiro, o gosto da comida que só ela sabia fazer.
Queria voltar no tempo e dizer mais uma vez.
Mãe você é a melhor Mãe do mundo.
Ah … Deus se for possível, pede para um anjo levar tudo isso para ela.
E assim termina mais um dia. Permaneço aqui, fora de mim. Mais um dia que por dentro eu grito, choro e me perco cada vez mais.
"Onde está você?"
Se foram todos os sonhos e segredos, todos nossos planos. Discussões, até elas se foram. Quantos filhos? Seriamos filhos? Não sabíamos, mas queríamos.
Parece que a qualquer instante o telefone vai tocar e vai ser você. Você. Eu tenho tanta coisa pra contar, tanta coisa pra dizer. Eu queria poder ouvir você dizer "como você está?".
Mais um copo de café, chuva la fora e parece que nada muda. Confesso que nem o sol de quarenta graus iria me aquecer. Por que você não liga? Eu queria ouvir sua voz, seus novos planos... e quando ele vai se encontrar aos meus.
POEIRAS DE MIM
"Oh, poeiras de mim
Se desvais do meu corpo
E me deixas assim.
Oh, brilho de mim
Se apagas de meu corpo
Me desmorono daqui.
Oh, grãos solitários, Caim
Sozinho vagas a pé
Meros fragmentos de mim.
Vais, resto, perdi!
Partes numa penugem só
Sobram ruínas apenas, resumidas a pó.
Fico, agora poeira sou
Pertenço ás paredes e ao chão
Me desfaço num só voo.
Vou-me, enfim, oh
De lembranças serei eterno
Mas de saudades morro só.
Uma mensagem
Significa que existe
Uma distância.
Dois corpos
Não se aquecem
Longe um do outro.
Traga seu calor
E seus sentimentos
Mais sinceros.
sim,
o mar, o céu, o infinito
confundindo a terra que jaz num paraíso que já não habita
o vento, a brisa, a chuva
confundindo a pele que arpeja
a força, a vontade, o desejo
confundindo a vida
o caminho, a trilha, o curso
de um rio inerte que se esvazia...
contemplo o inalcançável do teu corpo
a centelhas de milhas de mim
e me recolho a tocar-te em pensamento
num tempo altruístico
e de deleite de um sonho
tão intensamente sonhado
e nunca vivido
E o meu telhado se mantem sustentado pelos alicerces de uma casa deserta de cores mas cheia de memórias, que escorrem pelas janelas que batem incessantemente me lembrando que ainda estou viva ainda que tudo tenha se esvaído.
Então, em meio à ausência, vou domesticando a dor, ensinando bons modos à angustia, buscando saídas de emergência pra me abrigar de mim mesma.
Lentamente, suas cinzas escrevem em minha pele...
Debaixo de feridas expostas a libertinagem do que eu julgava ser um espectro, escorre pela Iris , doendo, enfraquecendo,jorrando, feito sangue que esvai, rebentando o que vê pela frente, sem clemência, lembrando o quanto o transbordo em ódio pela minha casa vazia, partida em pedaços espalhados, cujo o peso, o vento não consegue não leva embora, e não me faz voar pra longe de mim, onde tem tanto de você.
