Soneto da Saudade
E tudo era novo, tão novo que nenhuma saudade morava em mim.
Hoje eu implorei ao vento que leve até você um pouco da minha saudade, que com seus braços infinitos e invisíveis abrace você por mim.
A saudade é uma estrada longa, que começa e não tem mais fim. Cada dia tem mais distância separando você de mim
Dentro de cada pessoa tem um cantinho escondido decorado de saudade. Um lugar pro coração pousar, um endereço que frequente sem morar. Ali na esquina do sonho com a razão, no centro do peito, no largo da ilusão...
Existem sentimentos que ficam irraizaidos dentro de nos...Que trazem lembrancas profundas....saudades... Bons momentos que ficaram marcados em nossas vidas... Alegrias vividas... palavras ditas... de amor... de carinho...Um olhar terno...Um sorriso de satisfacao...de prazer...Existem sentimentos que nao se explicam... Vivemos... sentimos... e que nos fazem imensamente bem... soam como melodia nos nossos coracoes...simone vercosa
Esta palavra saudade que nasceu já adulta por não ter idade. Esta palavra saudade que não tendo nascido, não pode falecer de verdade. Esta palavra saudade é como a Pteta, é como a eternidade.
Não é saudade, porque para mim a vida é dinâmica e nunca lamento o que se perdeu - mas é sem dúvida uma sensação muito clara de que a vida escorre talvez rápida demais e, a cada momento, tudo se perde. Nunca nos falamos, praticamente, nunca nos olhamos. Ficou só aquela vibração de silêncio, muito forte.
A vida parece gostar bastante de ser uma caixinha de surpresas, e eu por sinal odeio surpresas. Quando a gente acha que ta entendendo tudo, começa a se perder… E o legal é que quando se trata da vida, é que nela, nunca ninguém esta disposto a tentar te encontrar.
Para que ser normal se podemos ser loucos? A loucura engana, ilude e muitas vezes destrói, mas traz felicidade. Um homem muito sábio uma vez disse que o amor nos leva à loucura. Tive que discordar, afinal apenas os mais loucos são capazes de amar. Então, por favor, diga-me que vivemos em um mundo de loucos, onde a lucidez é indagável e a normalidade inaceitável.
[…] A gente não se completava, não se controlava, nem se suportava. A gente não servia para nada, muito menos para ficar juntos. Mas bem, tínhamos algo em comum, nós dois odiávamos seguir regras.
Ela era como o inverno e ele como o verão. Opostos, não tinham nada em comum, nada que os agradasse, nada que os juntasse, nada que os atraíssem… Mas que de alguma forma, muito estranha, se completavam.
O engraçado é que durante toda a minha vida, eu nunca fui de ninguém, e ninguém nunca foi meu. Quanta falta de adjetivos possessivos! Eu era tão singular… As vezes eu queria ter a chance de ser um pouquinho no plural. Eu era tão sem graça, que chegava até a ser engraçada. Eu tinha uns pedaços soltos por aí, e você devagarzinho venho juntando tudo… Chegando perto, se aproximando, me deixando sem fala, sem graça, me deixando ser sua. E eu adorava a ideia de ser pelo menos um pouco sua. Mal sabia você, que esse quebra cabeça que era eu, não possuía peça alguma que se encaixava. Não com você por perto, assim, de forma que eu possa ouvir sua respiração. Não com você com os olhos grudados no meu gritando que eu sou sua. Não com você se aproximando dessa forma perigosa. E quer saber? Eu nunca me senti tão bem vivendo em pedaços.
Outrora doce, outrora amarga. Outrora sua, outrora nada. Outrora quente, outrora fria. Outrora noite, outrora dia. Outrora, outra hora, outra alma, outro alguém. Outro dia, outro não. Outro amor, quem sabe, outro coração? Outrora amada, outra hora desarmada. Outrora desejada, outra hora despejada. Outrora loucura, outrora amargura, outra hora viver, outra hora existir. Outrora querida, outra hora esquecida… Outrora já fora alguém, hoje apenas um ninguém, outrora já sorriu com alma, Hoje apenas com os lábios. Outrora corria perigo. Mas quem sabe se salve outra hora?
Saudades eu tenho de cada detalhe nosso, de nossas manias e idiotices, até das brigas que acabavam na cama.
No verão sabemos, no inverno nos aproximamos, no outono descobrimos que é verdadeiro, na primavera, há sim na primavera, já sabemos que é eterno.
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