Soneto da Mulher Perfeita
A Confiança dada, e a perdida
Confiar nas pessoas nunca confiei, sempre dei os passos que alcançava e se eu podia os dar!
Rebeldia nunca fui disso, mais sempre fui intensa, necessito de uma loucura para me manter viva, mesmo que em um abraço roubado! Confiança nas pessoas só tenho uma única vez, mesmo que eu perdoe, não espere de mim grandes feitos!
Me resumo em um misto de vontades próprias, a certeza da minha intensidade como mulher e a sua chance de me fazer confiar!
Sabe-se que o total de pessoas
Que sabem o que é o amor
É igual a metade
Dos que já não sabem
O que é amar.
Sofisma
Ser recebido no calor de um abraço
Grudento como velcro
E ser capaz de fazer self-portrait
Tanto repudiado...
É ter a certeza plena
Da felicidade mais obcena
Para embriagar sentimentos passados
Que não saem mais de dentro
Do coração que um dia fora
Totalmente dilacerado.
O preço da minha ausência
Quanto vale a minha ausência?
Vale muito com certeza
Vale conluios inquestionáveis
Dos disco voadores a espreita.
Quanto vale a minha ausência?
Vale aos óvnis adiáfanos
Que por entre nuvens escuras
Expõem translúcidos a imprudência.
Quanto vale a minha ausência?
Vale a minha sabedoria no anonimato
De atos e fatos que ressurgem encolerizados
E mitigam a minha dor.
Quanto vale a minha ausência?
Vale saber tão naturalmente
O que floresce da demência,
Entre as estrelas mais brilhantes
Estão os ufos ainda mais reluzentes.
A esperança é a perseverança com fé de pé, é
Mais que motivação, necessidade de se achar
Alguma facilidade para se alcançar a felicidade!
Guria da Poesia Gaúcha
fui ao ceu a terra o imferno
mas foi por amor que tenho por vc
minha vida foi muito ruim ate o dia em qui te
conhescir sei que não sou importante para vc
nem sei ce vc ira me quere mas se voce gosta de mim me diga que irei ti ouvir com o meu coração teamo.
É uma evidência que a essência do amor
É a convivência, pois é mais do que querer
Estar ao lado, é priorizar, é do outro se ocupar,
É gostar de cuidar, é ficar mais do que poderia
Estar e é se manter presente por amar estar
sempre com a gente!
Guria da Poesia Gaúcha
Pega meu sinal e lambe meu prazer, vem!
não pense muito se não a consciência da loucura vem e aí tudo pára...
Aquela estranha me pertencia...
no mar de gente que a queria...
era eu, apenas e somente eu quem a fazia sorrir...
Cede pra mim o seu tempo, que eu quero preencher...
Cede para mim seus ouvidos, que eu quero dizer...
Abraçou com ternura, sorriu com travessura se despediu e partiu.
um dia aquele menininho inseguro, criou coragem arrumou sua bagagem e saiu.
sou eu, bonita, completa e aflita com gana de viver...
viver minha vida inventada nunca antes testada por medo de não pertencer...
Tempos atrás.
Eu não sei ser o protótipo perfeito
Se sensatez, persuasão e efeito.
Deixe-me então a ver navios no espaço
Sem noção ou de razão qualquer traço.
Posso sobreviver sem ternura
Qualquer noção ou desenvoltura
Posso dizer que não preciso de ninguém
Então mentirei, pois isso me convém.
Eu quero gritar para o mundo todos os dias
Mas sobrevivo sem demonstrar as agonias
Na realidade isso todo mundo faz
Deixaram a si mesmos, há tempos atrás.
O porquê de agora
não mais explica
os erros do que passou,
mas a toda hora
faz martelar
por que
mesmo sem
começar
um tempo de outrora
já se acabou.
Porque a vida é assim mesmo.
Cheia dos três porquês.
