Soneto da Mulher Perfeita
Tá tão difícil parar pra pensar
Tão difícil lidar sem você
Os olhos chegam a lacrimejar
Um soluço a escutar
Sem você
O que essa falta faz em mim
Será que está fazendo o mesmo em você??
E essa dor que bate aqui
Será que está sentindo aí??
Prometo não me reprimir
E nunca mais te deixar partir
Por que sem você
A dor é muito forte aqui
Tão jovem, tão bela, tão alta ,singela
Tão raivosa quando quer ser ela
Tão lerdo que não acompanha ela
Tão Bobo ,tão solto,tão magrelo,insosso
E ela ainda ,com seus cachos solto ,com pena do moço,lhe pagou almoço
Tão ela ,bela,ele bobo,afoito
Diz que a vida é bela, que não é nada sem ela
Por que na vida tem ela
Tão ela
E já são 4 da manhã e eu mais uma vez na solidão conversando com as paredes não consegui dormir e daqui a pouco tenho que ir trabalhar, sem esperança que isso um dia possa mudar, que eu só vou ser mais um na multidão tento procurar a solução, mas esta cada vez mais difícil e que nem andar sem chão pra pisar. Então morte me faça um favor, me leve hoje, pois eu já não quero saber qual vai ser meu fim.
Anjos e demônios, pessoas e suas crenças no que eu devo acreditar sinceramente eu nunca vi isso funcionar.
Me deixe viver, me deixe morrer.
No silêncio um anjo apareceu
Tranquei-me no silêncio com medo de me magoar,
Fingindo ser quem não sou
Para um dia, de lagarta e casulo,
Numa linda borboleta se transformar,
Voarei sem medo para a felicidade encontrar
De uma grande decepção
A uma nova amizade, encontrarei alguém que irá me amar
Com todos os meus defeitos, sem me questionar,
A felicidade irei encontrar,
Já que na minha maior tristeza
Um anjo apareceu pra mim amar
Uma pessoa que do nada surgiu para me mostrar
Que tenho em quem confiar...
Odeio que digam como algo foi
Odeio que fiquem apenas imaginando
Não se pode saber, apenas pensando
Nem conhecer amor, lendo romances
Não podemos saber um final
Vivendo tudo apenas de relance.
Precisamos viver, precisamos sentir
Precisamos viver nossos sonhos
Precisamos viver o que desejamos
Conhecer o amor, conhecer a dor
Precisamos passar por o que for.
Não podemos viver com o roteiro
Feito das bobagens que a mente
Fez inocentemente acreditarmos
Precisamos viver de verdade
Precisamos viver da verdade
O mundo possui mil coisas
Infinitas possibilidades.
Quantas coisas deixamos de conhecer ?
Quantas coisas deixamos de dizer ?
Por medo de saber as respostas
Quantas caminhos existem ?
Para qual lugar nos leva ?
Quanto tempo nos resta ?
O tempo a cada segundo está passando
Quanto deles, não aproveitamos ?
Em um mundo complexo como o nosso ,onde não se pode confiar na própria sombra, ficamos na dispensação de Deus.
Quem ele puser na nossas vidas, quais coisas ele nos conceder que conquistamos, aí sim seremos realizados, caso contrário é só enfado e canseira.
Porque se por um par de tênis, por alguns reais tiram nossas vidas.
Então é como Jesus falou:simples como a pomba e prudente como a serpente.
Se deixar...
Será o medo da incerteza ou a incerteza do duvidoso que nos cega de uma dúvida certa do medo?
Eu sei que continuei com a minha vida, me casei, tenho uma filha linda, e que nessa altura do campeonato não deveria me sentir infeliz. Sei que deveria ter lutado na época, fui covarde, egoísta, orgulhosa, tive oportunidade de conversar com você, no dia do casamento do Luiz e não o fiz. Sei que o que tenho hoje, é fruto do que plantei, mas não me deixa mais conformada com meus sentimentos. Errei muito durante minha trajetória, e muitos desses erros não tem mais volta.
Acreditei que estava apaixonada pelo meu marido, e antes mesmo de ter nossa filha, tentei me separar, por mais de uma vez, e acabei vencida pelo cansaço e pela insistência dele na minha permanência. Esse vazio que sinto no peito, essa solidão, pois só me abria com você, são frutos dos meus atos. Talvez seja melhor assim, mas por que não consigo me conformar? Por que?????
O ENCANTO E A SEREIA
Era um renascer
tão Perfeito que deu medo.
Mas ela vivia e corria riscos,
- Alma de Poeta -
respirou fundo e se entregou.
Despiu-se da desconfiança,
perfumou-se de tempo,
passou vinho nos lábios
e no Mar mergulhou.
Ah, vento travesso!,
ao presenciar o mergulho
faz uma traquinagem:
balança
- mexeriqueiro -
as coloridas folhagens
da mata em volta da ilha
e pensa "salvar" sua Bruxinha
de outra sacanagem.
Uma praia escondida,
que não era deserta,
tinha uma pequena sereia.
Ela ri e segue em frente
feito onda faceira.
O Vento cometeu um engano.
Ela não temia
porque não era uma sereia.
Ela era o próprio Encanto.
Janaína da Cunha
TELA VIVA
Transcrevo em minha pele meus Amores e minhas Ideologias que - há milênios - já foram tatuados em minha Alma pelo Universo.
Não se engane.
Não sou mais uma Mulher tatuada.
Sou uma Obra de Arte de minha própria história.
(Janaína da Cunha)
PASSAGEIROS
Minha mão se calou
diante da despedida
e o aceno do adeus
paralisou na estação.
Meu coração conhece
o medo de ir embora,
mas meus sonhos
não o permitem parar.
Alimentei minha saudade
só para não perder a canção.
Tudo passa, sempre passa
e os passos passam
passo a passo.
Eu vou, mas volto...
ou não.
Toda vez que volto
estou partindo
e toda vez que parto
de algum lugar
volto para mim.
De partes em partes
monto meu próprio
quebra-cabeças.
Não me espere para jantar,
eu como no caminho.
Caso demore,
acenda as estrelas
e apague o cigarro.
Há uma festa em cada idade.
Quanto mais se vive,
mais se chega ao fim.
Quanto mais se
aproxima o final,
mais se quer
voltar ao começo
e recomeçar.
Eu vou, mas volto...
ou não.
Tudo é passageiro
e nessa passagem
somos todos passageiros
dessa embarcação.
Janaína da Cunha
(Do livro: Versos Soltos)
UMA MELODIA ESPECIAL
Seu corpo parecia flutuar enquanto seu coração era totalmente seduzido pela música.
Em Essência ela era toda Música e Poesia.
Nas entrelinhas do silêncio barulhento, o qual muitas vezes a penetrava pelas entranhas de seus devaneios selvagens, embriagava-se entre ritmos e canções.
Contudo, entre uma dança e outra, sua Alma ansiava febrilmente com “A Melodia Especial”, aquela - dentre todas - que seria a Trilha Sonora de sua Vida.
Autora: Janaína da Cunha
CAMINHE!
Caminhe sempre.
Mesmo nos dias em que o corpo precise se recolher da visão do mundo procure caminhar com a mente.
Visite lembranças que façam seu coração vibrar e sua Alma sorrir.
Com a imaginação crie novos mundos, voe num tapete mágico até as Mil e uma Noite, corra nos Campos de Girassóis do Vang Gog e com Bocage se embriague de vinho e poesia.
Seja a Lua de seu céu lilás, as ondas de um mar misterioso e acalmaria após a tempestade.
Não fique preso ao comodismo de quem se acostumou com uma poltrona confortável - dentro de suas inconvenientes conveniências - robotizando-se na frente da TV.
Caminhe!
Nos dias de chuva seja seu sol. Ande com os desejos de seu coração e jogue as sementes da palavra no branco do papel. Use suas lágrimas para regá-las e verá florestas de sonhos florescer em outros quintais.
Caminhe com o Verbo.
Mas, por favor, caminhe!
Janaína da Cunha
COPO D'ÁGUA
Às vezes me sinto um rio.
Outras vezes um Oceano sem fim.
Ainda tem algumas vezes
que me sinto apenas um Copo D'água.
Mas esse Copo D'água
- visivelmente simples -
é quem mata minha sede.
Então percebo
- que no verso e inverso da vida -
não importa como eu me sinta,
seja no vazio contido do nada
ou no silêncio de uma multidão,
sou e serei sempre um TUDO de mim!"
(Janaína da Cunha)
Do Livro Versos Soltos - pág. 52
📌
"Não tenho medo de recomeços, muito menos de mudanças.
O que me da medo de verdade é o círculo vicioso da rotina e de me acostumar a não lutar pelos meus desejos.
Isso é a morte em vida.
Eu estou viva, portanto, mereço viver."
(Janaína da Cunha)
UM ETERNO SONHADOR
Dentro de mim,
envolvidas num vendaval
de sentimentos reprimidos,
habitam palavras secretas
que gritam no silêncio
mais obscuro da solidão.
Dentro de mim
moram paredes descascadas,
janelas enferrujadas
e portas trancadas.
Mas, ainda existe um coração.
Sim, existe!
Ele teima e pulsa
num frenesi louco pela vida.
Fora de mim,
inerte ao que acontece por dentro,
existe uma ausência da metade
de um nada
que fazia tudo, tudo, tudo...
ter sentido!
E o coração?
Esse teima e bate.
Bate e soca.
Apanha e esmurra.
Esmurra, empurra, grita e se faz vivo
na coragem de um Eterno Sonhador
desabrochando na flor da boca
um vermelho sorriso.
Ainda há vida na Vida!
Janaína da Cunha
O NOME DO SENTIMENTO
O medo que ela tinha de vê-lo infeliz era maior do que o medo de perdê-lo.
Que sentimento era aquele? - perguntava-se encantada.
Ela se irradiava como sol - mesmo em cinzentos dias - explodindo numa alegria pura e sincera só por saber que ele existia.
Ele morava dentro dela e, por fora, ela mesma se preenchia.
Sentia-se viva em movimento com a vida: pulsava, pulsava, pulsava... como os acordes mudos de uma canção ainda não cantada.
Ela - de tanto que o amava - tornou-se toda coração.
Não importava a distância das idas e vindas, quantas estradas e curvas ele percorria.
Era dentro dela - sua Alma - que ele vivia.
(Janaína Da Cunha)
