Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

Cerca de 151622 frases e pensamentos: Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

Falsidade, Hipocrisia, Mentira e outras coisas mais...
Vejo claramente hoje, o quanto as pessoas podem mentir, ser falsas e principalmente fantasiar sentimentos que não existem...
FOFOCAS, INTRIGAS e DESONESTIDADE...
Fico aqui pensando e conversando com meus "botoes" quem e mais Idiota, quem e FALSO ou quem ACREDITA na FALSIDADE? ...
Esse tipo de pergunta não pode existir resposta concreta... porque as vezes escutamos o que QUEREMOS OUVIR, e muitas vezes fechamos nossos ouvidos e olhos para tentar tornar uma "mentira" uma realidade.
Por isso eu afirmo com toda certeza, tem muito pedaço de vidro, tentando se disfarçar de DIAMANTE....

POEMA

A minha vida é o mar o abril a rua
O meu interior é uma atenção voltada para fora
O meu viver escuta
A frase que de coisa em coisa silabada
Grava no espaço e no tempo a sua escrita

Não trago Deus em mim mas no mundo o procuro
Sabendo que o real o mostrará

Não tenho explicações
Olho e confronto
E por método é nu meu pensamento

A terra o sol o vento o mar
São a minha biografia e são meu rosto

Por isso não me peçam cartão de identidade
Pois nenhum outro senão o mundo tenho
Não me peçam opiniões nem entrevistas
Não me perguntem datas nem moradas
De tudo quanto vejo me acrescento

E a hora da minha morte aflora lentamente
Cada dia preparada

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.

Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto.

Por trás do que lembro,
ouvi de uma terra desertada,
vaziada, não vazia,
mais que seca, calcinada.
De onde tudo fugia,
onde só pedra é que ficava,
pedras e poucos homens
com raízes de pedra, ou de cabra.
Lá o céu perdia as nuvens,
derradeiras de suas aves;
as árvores, a sombra,
que nelas já não pousava.
Tudo o que não fugia,
gaviões, urubus, plantas bravas,
a terra devastada
ainda mais fundo devastava.

Rasas na altura da água
começam a chegar as ilhas.
Muitas a maré cobre
e horas mais tarde ressuscita
(sempre depois que afloram
outra vez à luz do dia
voltam com chão mais duro
do que o que dantes havia).
Rasas na altura da água
vê-se brotar outras ilhas:
ilhas ainda sem nome,
ilhas ainda não de todo paridas.
Ilha Joana Bezerra,
do Leite, do Retiro, do Maruim:
o touro da maré
a estas já não precisa cobrir.

O Engenheiro

A luz, o sol, o ar livre
envolvem o sonho do engenheiro.
O engenheiro sonha coisas claras:
Superfícies, tênis, um copo de água.

O lápis, o esquadro, o papel;
o desenho, o projeto, o número:
o engenheiro pensa o mundo justo,
mundo que nenhum véu encobre.

(Em certas tardes nós subíamos
ao edifício. A cidade diária,
como um jornal que todos liam,
ganhava um pulmão de cimento e vidro).

A água, o vento, a claridade,
de um lado o rio, no alto as nuvens,
situavam na natureza o edifício
crescendo de suas forças simples.

A um rio sempre espera
um mais vasto e ancho mar.
Para a agente que desce
é que nem sempre existe esse mar,
pois eles não encontram
na cidade que imaginavam mar
senão outro deserto
de pântanos perto do mar.
Por entre esta cidade
ainda mais lenta é minha pisada;
retardo enquanto posso
os últimos dias da jornada.
Não há talhas que ver,
muito menos o que tombar:
há apenas esta gente
e minha simpatia calada.

Fala fajuta

A fala a alma segue
nela a boca destrava,
mas se a alma trava
por que a fala persegue?

Se mostra a 'verdade'
onde se esconde a mentira.
Em nome da liberdade
também faz dela clausura!

Mas, se fizer convencer
é que define a disputa...
Aí se vê um dos lados vencer!

Contudo, paranóica luta
todos fazem perder,
porque a fala é fajuta!

Maria Lu T S Nishimura

Inserida por marialu_t_snishimura

O uísque é o melhor amigo do homem: é um cachorro engarrafado.

Vinicius de Moraes
Vinicius sem ponto final

Tomara que a tristeza te convença, que a saudade não compensa e que a ausência não dá paz.

Vinicius de Moraes
Álbum "Como dizia o poeta".

Nota: Trecho da música "Tomara"

...Mais

Amar não é infinito, infinito é a capacidade de amar

As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.

Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe.

Quando eu pensar que aprendi a viver, terei aprendido a morrer.

Quem pensa pouco, erra muito.

O olhar de quem odeia é mais penetrante do que o olhar de quem ama.

Repreende o amigo em segredo e elogia-o em público.

Leonardo da Vinci
The Complete Notebooks of Leonardo Da Vinci (1888).

Que o teu trabalho seja perfeito para que, mesmo depois da tua morte, ele permaneça.

A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.