Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
O dia estava lindíssimo. Não era só um domingo cristão; era um imenso domingo universal.
Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados.
Podemos ser instruídos com o conhecimento de outro, mas não podemos ser sábios com a sabedoria de outro.
O sonho é uma fresta do espírito.
Nem a ciência, nem as artes, nem mesmo o dinheiro, nem o amor, poderiam ja dar um gosto interno e real as nossas almas saciadas. Todo o prazer que extraía de criar, estava esgotado. Só restava, agora, o divino prazer de destruir.
Em si mesma, a loucura é já uma rebelião. O juízo é a ordem, é a Constituição, a justiça e as leis.
A vida é uma calamidade a prestações.
Ninguém tachou de má a caixa de Pandora por lhe ter ficado a esperança no fundo. Em algum lugar há de ela ficar.
O maior impasse da humanidade: Não fazer o BEM que gostaria e fazer o MAL que não quer!
Nota: Adaptação de Romanos 7:19.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas.
