Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
A crise do escravismo deu início a queda do Império Romano.
São os escravos que sustentam uma nação.
- Amor da infância
Primeiro "amor", o da infância, por que ainda lembro de você?
Imagino que seja uma fuga da mente pelo conforto de uma certeza, segurança e inocência que talvez perdemos ao tornarmos adultos, que triste, é o melhor da vida, o coração novo e puro de uma criança, aquele que acredita que tudo pode e vai dar certo.
Sei que seguir sozinho não é fácil,
mas também não é ruim. Pois é
melhor seguir só do que com
más companhias.
Não preciso seguir o caminho
de ninguém. Pois sempre segui
sozinho e hoje continuo sozinho
na fé com Deus.
Me perguntaram,porque teatro?
Hum..a minha resposta?
Porque é incrível a idéia de trazer a nossa realidade ,um personagem ,que existe somente na forma de letras.De deixar transparecer uma personalidade moldada, e representar essa mesma personalidade através do nosso corpo ,em meio a dezenas e dezenas de olhos que recaem sobre nós.
Porque teatro é a repetição em busca de perfeição,é tentar refazer,repetir,parar e tentar de novo. É o medo de errar e o desespero de improvisar.é o frio na barriga e as mãos trêmulas antes de subir no palco.Porque o teatro faz-nos sentirmos vivos em meio a um mundo sem emoções.É estar conectado de corpo e alma,dando lugar a imaginação. onde experimentamos ser outro, para nos encontrarmos.Mas ,ao final, tudo compensa ao ouvir a chuva enquanto as cortinas se fecham.
Seu olhar é como um labirinto, onde sei que se cair posso nunca mais voltar, mas mesmo assim vale a pena arriscar.
Não sei se seu olhar está me levando a um caminho de sombras ou de luz, mas para onde ele me levar estarei feliz se tiver você ao meu lado.
Nem nos meus sonhos mais insanos, nos meus pensamentos mais profundos ou nos meus pesadelos mais tenebrosos eu consegui imaginar alguém tão linda como você.
Seu olhar é instigante, seu sorriso encantador...
E o seu valor pra mim muito excede ao de rubis.
No amor, a valentia vira medo
A convicção vira dúvida
O egoismo compreensão
O orgulho sentimento
A certeza insegurança
O sentimento a dor
A dor o sofrimento
E o sofrimento a decepção
Quando nos damos conta
o mundo ja desabou
e só resta seguir a vida
com aquilo que restou
Hoje faço minha homenagem para aquelas que detém o amor
que incentivam em nós a coragem e às vezes não damos valor
Do seu ventre ganhamos a vida, seus conselhos nos dão direção
Detentora de nossa guarida que não cabe num só coração
Impossível descrever em palavras seu amor incondicional
não há nenhuma ressalva que pondere o amor desigual
Por isso feche seus olhos e agradeça sempre a Deus
pela sua bondade infinita e pela mãe que Ele lhe deu...
“Se o homem só é bom vigiado por um deus, ele não é moral — é um animal adestrado.
A moral religiosa não cria homens bons, cria covardes obedientes.
Onde a bondade depende do medo do inferno, não há virtude — há servidão.
Quem precisa de um céu para não ser um canalha já escolheu a própria miséria.
Deuses são muletas morais para quem não sustenta o próprio caráter."
Para o Infinito
Escrevo, pois sinto.
E se sinto, é porque vivo.
Sinto meu coração pulsar
enquanto minha mente se projeta no infinito —
lá, onde as palavras não bastam,
onde me recuso a ser limitado.
Vou além,
tocando a beira do universo.
Sou um instante,
um sopro breve,
que, em certos momentos,
se ilude com a eternidade.
Ignorância minha.
Nada sou além de um simples ser humano:
respiro, sinto, falho.
Sinto demais.
Sinto que, por instantes,
o mundo ainda é um lugar bom.
Falho em acreditar que realmente seja.
Respiro…
e ergo meus olhos ao céu,
atento aos detalhes secretos,
às minúcias mágicas
que o universo me entrega.
Como uma orquestra,
tudo pulsa em harmonia,
tudo ocupa o seu lugar.
Ouso dizer que sou privilegiado:
pois não prendo meu olhar ao chão,
mas o lanço ao infinito.
Os longos anos que passei na dispensa lapidando uma herança de vitórias
No armário um velho conhecido, legado sem memórias
No presente ela não o reconhece apenas pega o que pode.
Maldito seja eu pelos meus pecados.
Tão distante da perfeição estou que, ainda assim, destruo-me todos os dias, na esperança de, ao menos um dia, alcançar um ponto em que exista em mim o mínimo de fé para acreditar que posso ser santo.
Mas, como esse dia tarda, continuo a me destruir — dia após dia, noite após noite.
E, a cada amanhecer, reconstruo-me… apenas para, mais tarde, destruir-me novamente, repetindo esse ciclo até o fim da minha vida.
Vinicius Monteiro Tito
