Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
" Sempre desejei apresentá-la aos amigos, mostrar que além de linda você é especial, inteligente, iluminada. Não acho exagero e é o que penso e sinto. Tenho uma vontade louca de lhe abraçar sem motivos, sentir seu corpo junto ao meu a todo instante, confesso que quando estou sem você sinto-me vazio, oco, triste, como se faltasse um pedaço, por isso não foram poucas às vezes em que fiz questão lhe escrever, para que sentisse meu coração através da demonstração de amor e nela você tivesse a sensação de estar ao meu lado, andando de mãos dadas...
Linda morena, que encanto é você! Alegre, felina, dengosa, você é mais, muito mais que uma rosa num belo jardim ou a gota no orvalho pela manhã.
Você quer ler o John Rawls, o Fukuyama ou o Robert Nozick? OK, mas primeiro termine de ler o Eric Voegelin, o Louis Lavelle e o Bernard Lonergan.
Sei que é de praxe o suicida invocar grandes razões, e se possível belas, para justificar seu gesto tresloucado. Se eu quisesse, certamente poderia encontrar uma dúzia (de razões) capaz de justificar não apenas o meu suicídio como o suicídio de toda a humanidade, no dias que correm como em todos os tempos.
Amar ao próximo, amar aos animais, consumir com responsabilidade, reciclar o lixo que você usa... que tal começar o seu dia assim!
Chega um momento em que precisamos dar um tempo a nós mesmos, precisamos de uma pausa para refletirmos acerca dos nossos comportamentos e insatisfações.
