Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

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A mulher perfeita não existe, mas a mulher com um coração sincero e com um belo sorriso conquistará multidões.

Os indecisos pensam, os fracos desistem, mas os fortes continuam até conquistar.

Mundo vasto mundo, meu coração não é maior que o mundo. Nele nem cabem as minhas dores. O vasto mundo, o vasto e triste coração.

Para escrever com naturalidade é preciso ter sentimentos naturais e um agudo senso do óbvio, sem jamais carregar as tintas no desejo de persuadir. É preciso abdicar de toda pose, o que pressupõe não ter nenhum complexo de inferioridade a compensar. É preciso falar ao público como você fala em casa. E é preciso agradecer diariamente a Deus por ter-lhe dado um eu autoconsciente.

Tornei-me um cético pois perdi a fé na humanidade, meu consolo é que acredito em Deus, senão tava perdido.

Tire tudo de um homem, exceto seus sonhos...

Não parar, não precipitar, não retroceder. Isso é tudo. Com a advertência suplementar de que precipitar É retroceder.

E o nascer do sol? Tento entender e não consigo: enquanto isso, vou fotografando...

Toda derrota gera uma lição. Toda lição gera conhecimento e o conhecimento é a base da vitória...

Quando a suspeita germina na alma, o menor incidente assume um aspecto decisivo.

Machado de Assis
Helena (1876).

Que a minha loucura seja disfarçada, tanto para que fiquem em dúvida e somente eu saiba a verdade...

Ela nunca iria mudar, mas um dia com o toque de um dedo, ela cairia em pó.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. Os Mandarins, Ediouro - Sinergia, 2006

São fadas, ou vagalumes. Depende do seu ponto de vista

Tanto faz se sou belo ou feio. Certamente, eu me comportaria do mesmo jeito independente do meu rosto.Toda vez que alguém fala na minha beleza da forma como você o faz, só acaba ferindo o meu orgulho.O que você sabe ao meu respeito para se sentir no direito de me classifica e Julga ?você ainda não conhece todo o meu poder, meu cosmo ou a minha vida!

A um coração desenganado não há imediatamente compensações possíveis nem eficazes consolações.

Machado de Assis
Ressurreição (1872).

Contentemo-nos com pouco e com menos ainda, se possível.

Gosto de momentos simples: andar pelo quintal com os pés descalços, contemplar o céu estrelado, cuidar das plantas, ouvir o canto dos pássaros, sentir o cheio de terra molhada quando chove, apreciar o aroma do café ao coá-lo, ouvir os meus vinis no toca-discos, ler uma boa produção literária, observar as plantas e árvores florescerem e frutificarem, enfim, essas e outras situações que trazem consigo singeleza e uma miscelânea de sentimentos.

Depois de muitos anos eu aprendi. Aprendi que o máximo que posso exigir de uma pessoa é o respeito. Aprendi a conviver com ausências, lembranças, menos com a saudade. Essa, meu amigo, com certeza nunca aprenderei a doma-la. Uma vez ou outra ela resolve aparecer para deixar as minhas noites mais melancólicas, mais frias, trazendo a solidão para me fazer uma visita de rotina. Aprendi que o amor é a coisa mais valiosa que alguém pode ter. Amor é algo que pra ser conquistado exige esforço, dedicação, paciência e compreensão. Amor não se implora, não se pede, não se cobra.

— Deus! Crer em Deus! Sim como o grito íntimo o revela nas horas frias do medo — nas horas em que se tirita de susto e que a morte parece roçar úmida por nós! Na jangada do náufrago, no cadafalso, no deserto — sempre banhado do suor frio — do terror e que vem a crença em Deus! — Crer nele como a utopia do bem absoluto, o sol da luz e do amor, muito bem! Mas se entendeis por ele os ídolos que os homens ergueram banhados de sangue, e o fanatismo beija em sua inanimação de mármore de há cinco mil anos! Não credo nele!

Uma lágrima brotou-lhe dos olhos, quente de todo o calor de uma alma apaixonada e sensível; brotou, deslizou-se e foi cair no papel.