Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
A vida e o trem, algo em comum tem. Cada um com sua estação a desembarcar, e segue o trem da vida, cadenciado, sua viagem rumo a eternidade, com seu ponto final no infinito, em algum lugar.
A internet não perdoa, a quem doer que doa. E sabe de uma coisa, aqui entre nós numa boa? O povo tem o governo que merece não é à toa.
Humanos não possuem o domínio de nada. Tudo se sucede pelas vias das sensações. Em dado momento uns possuem a sensação do poder, outros, sensações de felicidade e realizações. Daí vem a morte e põe a termo toda altivez humana.
Nossas vidas se compara a um passageiro que tomou o trem em determinada estação e repentinamente desce no meio da viagem.
As más companhias nos desviam do bom caminho, desta feita, mal acompanhado é pior do que andar sozinho.
O ser humano é pior que o vírus. O vírus apenas segue seu instinto de sobrevivência, já o ser humano não, este não se guia pelo instinto de sobrevivência, mas tão somente pela sua avareza, orgulho e arrogância, preterindo seus semelhantes.
Não sou melhor do que meus semelhantes. Apenas sou o que posso ser. Cheio de falhas vou sendo o que consigo. Mas tento a cada dia melhorar e alcançar sabedoria no viver.
Temos uma eternidade proposta, mas vivemos uma mediocridade imposta. A vida e todo o seu significado é deixado de lado quando nos entregamos aos nossos insaciáveis e momentâneos desejos os quais jamais nos farão plenos e realizados. Tudo o que é da terra com ela vai ficar, nada deste plano ao infinito haveremos de levar. E o mais curioso é pensar na insignificância do lapso temporal de nossa passagem aqui, ou seja, que diferença faz, se viveu mais ou menos anos que os demais, ante uma eternidade proposta a todos os iguais? Temos um mister à vanguarda, que só saberemos quando partirmos desse plano existencial.
Ainda que tenhas muito dinheiro, mesmo até o ouro do mundo inteiro, sem amor serás pior que um verme rasteiro. As riquezas ficam e você vai primeiro.
A vida e a morte são duas coisas a traduzir perfeitamente que não há diferença entre ricos e pobres. Ambos nascem e morrem inevitavelmente.
Não sou perfeito e melhor do que ninguém, mas minha consciência manda eu esforçar e sempre fazer o bem.
