Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Não sei em que momento deixei de ser “eu” para então transformar em “nós”, meros mortais, passageiros em tudo. Nada nosso fica, nenhum toque ou sorriso, nem os olhos, que então se tornou estranho olhar para eles e ter a plena sensação de que me atravessaram diferente, talvez seja apenas um problema na minha cabeça, visto que se não tenho as suas respostas eu as crio.
Gostaria de poder te escolher, ainda que não soubesse de sua existência, você seria a minha maior criação para que enfim pudesse acalmar meu coração, te amar seria como um dilúvio iminente para a minha própria aniquilação.
Decisões desesperadas ou tomadas pela emoção apenas irão ditar o tempo que lhe resta para sua próxima perdição
Um dia vc irá amar alguém e será um amor sem barreiras, e talvez vc vá esperar por alguém e quando vc estiver prestes a chegar ao céu vc não vai ter restrições pois vc sempre quis viver aquilo.
Odeio quando dizem que o amor é difícil, certas pessoas passam a ser difícil por querem escondê-lo, amor sim é clichê é bonito de se ver, quando duas pessoas se amam todos notam é impossível negar oq acontece, a admiração um pelo outro, jeitos e formas de se tratarem, o jeito que se olham, uma aura é emanada pelo amor, sinto inveja daqueles que se amam e se tem, aqueles que estão presentes, que ouvem e sentem a dor do outro, que toma pra si aquela dor e enquanto não for resolvida ambos estão doídos por ela, O verdadeiro amor nunca se desgasta, quanto mais se dá mais se tem… As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.
É parece que a única coisa q me acompanha é essa dor, existente por uma série de negligências te deixam um buraco enorme, infelizmente não é possível apenas passar um durepox e esperar tudo se ajeitar, ainda assim parece que cada vez mais que vc tenta mais você piora, até parece melhor deixar como está, mas você sabe que existe e isso incomoda hora ou outra, talvez um dia você simplesmente esqueça disso, talvez em algum momento vc ache a solução para reparar, ou simplesmente irá continuar a aumentar, a parte mais chata nesse momento é q não se pode mensurar o tamanho desse buraco, e talvez nem seja possível reparar.
O sentimento de querer algo que não se pode alcançar, a imensidão do vasto mundo, ainda que cheio de possibilidades nenhuma é aquela que você busca, a sensação de que não se é bem vindo, que não se deve, de estar sendo observado, a constante sensação de estar errado ainda que esteja correto, a simples sensação de ser indiferente. Os monstros nós perseguem e buscam abrigo em nossas mentes perturbadas, os desafios criados por nós mesmos que muitas das vezes são inexistentes fazem ficarmos na beira do precipício, bastando apenas um breve empurrão para que entremos nas mais profundas de nossas paranóias, despertando o monstro que habita nosso travesseiro e que faz questão de nos perturbar todas as noites.
Há decisões que silenciosamente nos atravessam a existência: partimos acreditando buscar apenas um futuro diferente, até percebermos, tarde demais, que também estávamos nos despedindo de versões inteiras de nós mesmos.
Penso que há uma forma sutil de fracasso em viver apenas aquilo que esperam de nós: aos poucos, tornamo-nos estrangeiros da própria consciência.
Existe algo profundamente melancólico em perceber que a vida exige movimento justamente das pessoas que mais desejavam permanecer.
Penso que nenhum indivíduo nasce inteiramente novo; somos continuidade, ruína e permanência daqueles que vieram antes.
Algo profundamente triste alarda quando uma alma abandona, aos poucos, tudo aquilo que um dia a fazia sentir-se viva.
O martelo simboliza nossas ações e decisões; o prego, nossos objetivos que dão direção. Porém, cravar pregos com força excessiva pode entortá-los, assim como perseguir metas sem flexibilidade nos torna rígidos e impede o crescimento. O equilíbrio está em saber quando bater e quando ajustar a estratégia. Somos o martelo da nossa jornada, mas devemos escolher quais pregos cravar e onde posicioná-los — sem um prego, o martelo não constrói; sem martelo, o prego não alcança seu destino.
E se for destino, se estiver escrito, mesmo que eu me canse de remar, o vento e as águas vão me levar...
