Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
"A objetividade é sempre possível. O que não é possível é garanti-la mediante regrinhas e norminhas padronizadas. [...] Em geral, o conceito padronizado de objetividade é justamente um refúgio contra a necessidade de um esforço pessoal de descoberta e admissão da verdade."
"A objetividade é, em última análise, humildade perante o real – a humildade da inteligência. É talvez a mais difícil das virtudes. Não é coisa que se conquiste sem uma ascese interior, dificilmente acessível a pessoas que, como os jornalistas, vivem num meio antes propenso à tagarelice do que à reflexão. A probabilidade de que a massa dos jornalistas alcance essas alturas é a mesma de que todos os homens do mundo se tornem virtuosos por força das normas legais."
"Ao contrário de que muitos pensam que ler livros é enfadonho, ler faz bem ao cérebro, porque quanto mais nos concentramos em algo específico, mais o nosso cérebro fica relaxado."
A teoria de tudo é que desde os primórdios do tempo e da origem da linguagem matemática, em uma mente brilhante em cada um no mundo, houve a descoberta da ciência elementar da vida.
A dicotomia é tão presente na natureza das coisas. Justifica-se o jargão: os opostos se atraem e é verdade. Imaginamos que só é acrescentado ao indivíduo algo que não está nele.
Indivíduos podem cercá-lo; ficar ao seu lado; atrás de você; a sua frente. Importante é saber onde você se coloca.
Uma das muitas causas do seu desaparecimento [do leitor autêntico], no nosso país, é que a formação dos jovens leitores — e falo dos melhores — se faz sob uma influência predominantemente anglófona. Ninguém lê mais em francês, espanhol, italiano ou latim. Muito menos lê os clássicos portugueses. Como os princípios da estilística inglesa são intransponíveis para o português, esses leitores acabam perdendo o ouvido para o próprio idioma. Quando lêem, não captam as nuances de sentido nem a ordem musical. Quando escrevem, imitam trejeitos ingleses que não dão certo em português e terminam em pura macaquice. E não falo só de trejeitos lingüísticos, mas psicológicos — de certos cacoetes de percepção que são típicos da intelectualidade norte-americana.
O exercício do perdão não é somente uma questão espiritual, ética e moral, mas também de saúde mental e emocional para todos os envolvidos.
Nem sempre o outro quer acompanhar o ritmo dos nossos passos, mesmo que queira continuar trilhando o mesmo caminho conosco.
A minha essência é lecionar, se me aposentar o que serei eu? Se a escola me deixar, eu também me deixarei, mas sinto que se cansaram de mim. Como não se cansar deles?
