Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Tempo
Era tudo trevas
Sem caminho para ser trilhado
Talvez, se eu me virasse,
Perceberia que estava enganado
Mas, para trás, não se olha,
Sim, sempre à frente
E o caminho, de fato, se fez
"É bom encontrá-lo novamente"
Como outrora, a esfera de luz aparece e se corrompe
Dando forma àquele que sempre a interrompe
Tu, tinhas minha pele,
Minhas cores, meu corpo, minha face
Era como se, no espelho,
Meus próprios olhos, encarasse
Isto porque, tu és Tempo
E tudo que de ti veio, a ti retorna
Corpo, alma, breve devaneio
Que ao pó se reduz e passado se torna
Tu és o Tempo
Tens tudo que é físico, a ti pertencemos
Ainda que com um futuro nos presenteie
Contigo viemos, e a ti, voltaremos
.
A... Que vibe é essa que eu tô sentindo não sei explicar só sei que isso é bom. Morena linda do cabelo cacheado da cor do pecado me deixou apaixonado tô encantado no seus traços, saudades do seu abraço mina vc é tão linda que me deixa inconformado sua lindeza é tão grande que rouba meu espaço fico sem chão quando eu tô do seu lado mina vc é foda pra carai
Foi embora sem me dá mais uma abraço
Por escolha minha você ir
Você conheceu meu pior lado
"Lembrar to teu abraço é oq me faz sofrer,pois o destino nos separou e n tem oq fzr"
Um amor faz sofrer ,dois amor faz chorar
Eu já sofri por amores
E isso ...
Me trouxe dores
Quem fica preso na própria opinião com suas verdades absolutas: perde a chance de ouvir e aprender com a experiência.
Quem adora ídolos os julgando donos da verdade: da reflexão da vida é um eterno covarde.
Cante a beleza da ave
Que desconhece gaiola
E, bem que a viola,
Canta sem nenhum entrave.
Fale de um erro grave
Que é pra memória gravar
De quem vive a maltratar
O que a natureza projeta.
Cante o que eu sinto, poeta,
Que eu sinto e não sei cantar.
Feira do Rolo
meu pote aberto
teu pote aberto
te dou meu treco
me dá seu teco
a poesia é uma junção ,
alegoria de potes poéticos
a palavra desloca, inspira, provoca
e promove a troca
Crise de Poesia
Tinha um tanto de poesia, gritaria e pranto aqui dentro
que nem se deu escrever, fui me encolher.
E deitado, deixo a alma assustada exalar,
o externo me ler,
e o interno doer.
De que adianta eu insistir, se você não sentir?
Estamos assim,eu solitário,e você sozinha...
Tú és do tipo complicada e perfeitinha,
perfeita para chamar de minha...
Pense bem,quem sabe o poeta analfabeto
seja para você o cara certo,
aquele que pergunta todos os porquês
só pra te fazer feliz, da maneira que ele sempre quis..
SONETO DE AMOR ARDENTE
Não, eu não sei! Só sei que te sinto assim
Igualmente lindo sorrindo para mim
Com olhos cor de mel, mais puro e doce
Um olhar de deixar o rosto vermelho
De tão intensa chama reluz em você
No amor se faz presente com emoção
Intensos suspiros e súbitos gemidos
Sensações intensas faz-se estremecer
Puro prazer, em contraste, desamparo
Estampado em seu rosto luxurioso
Nossos corpos se fundindo em murmúrios
Respiração de mais pura excitação
Com uma voz perigosamente sedosa
Aumentando a pulsação do coração
Soneto dos meus dois amores
Meus dois amores nem mais estranho existe
um posicionamento em oposição
um sentimento em que em mim persiste
uma dor que alivia o coração.
Um é pensamento e exaltidão,
o outro é frieza e agonia,
um é suspiro e paixão,
o outro vive a se queixar de falta de alegria.
Dois amores que já vive outros amores
e eu aqui em martírio e ternura
vivendo uma loucura inquieta.
Amados meus, meus terrores!
meus pesadelos de alma pura
residentes apenas na memória de uma poeta.
Soneto à E.F.F.
De um amor doce fez-se pranto
em seu presente e seu passado
prometi amor eterno e portanto
esse sentimento em mim é consagrado.
Com outra pessoa você vive
e meu coração acalentado
mas com você sempre estive
em cada sonho meu acordado.
Um dia perdido te terei novamente
promessa que você fez ra mim
um dia, onde exalei alegria
Depois meu pecado foi prudente
creio que já suficiente castigou-me, enfim,
arrependimento em meu coração contagia.
Soneto à T.R.
De um sentimento fraterno fez-se uma paixão
a amizade de um homem e uma mulher
fogo que aqueceu o coração
uma confusão que não se sabe o que quer
A distância em ligação
quilômetros de saudade
um gostar moldado a mão
prazer e felicidade.
A volta tão esperada
em contagem regressiva
e o coração ficou apertando
Um mar de alegria em esplanada
férias de uma vida
realidade ficou chorando.
Soneto da Ilusão Quebrada
Quem sabe, talvez, eu me aprimore
Talvez eu devesse ler um pouco mais...
Aprender mais sobre esse folclore,
Um pouco mais sobre meus ancestrais
Talvez estes poemas amadores que faço
não tenham o que é realmente preciso
para fortelecer este estranho laço...
São rimas que faço de improviso...
Rimas, estas, pobres e sem sonoridade
Sem nenhum tipo de ambição profissional
Que apenas expressam a minha vontade
Vontade que a cada dia parece ser mais banal
parece ser mais carnal, com mais sexualidade
com textura, e com sabor de que está no final
Soneto de uma lembrança
Que todo sentimento meu foi real,
E que também todas as lembranças causam dor
E que Todo amor foi real e que os momentos foram eternos
não foi nada em vão e minhas juras não foram mentiras
Para sempre fará a lembrança vossa viva em minha memoria
E dessa memoria cada momento inesquecível
E nesses momentos também aqueles difíceis
Pois estes e que justifica todo o meu amor
Jugue tais expressões faça delas uma balança
Analise minha dor, a força de uma saudade eterna.
Mais não vos subestime o meu amor
Que esta madrugada de amargura sejas meu veredito
De um dos mais puros sentimentos
E da mais cruel madrugada de dor.
SER (soneto)
Sou o devaneio que crasta, que crasta
Sem governança, sem fim, sem medida
Vou empurrando a ventura que arrasta
As vaidades, isolando o mérito da vida
Sou o tempo no tempo que vergasta
Os segundos, e os pondo de partida
E em cada minuto o minuto se vasta
Formando o destino na direção parida
Nada pode cessar os meus danos
Tão pouco modificar esta corrida
Passo adiante, assim vão os anos!
E nesta tal avenida, tudo é ousadia
Pois a temporada é muito reduzida
E ser, a única importância de valia...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Soneto de sentimentos
A vida é como as ondas
do mar que vão e vem
como as batidas do meu coração
com a solidão que derrama
da minha insurreição.
Meu coração é feito de cimento
Que vai voando com os meus sentimentos Que vai morrendo em meus pensamentos
Que vai voando com os meus batimentos.
Lua branca que cai do céu que vai navegando no mar de mel.
Morrer ou viver
não sei o que escolher
até a lua se escurecer.
Alma negra que derrama sangue do meu coração que vai morrendo na escuridão da minha ilusão.
SONETO DO AMOR MADURO
Esperamos algumas dobras aprendendo mansidão
Depois, nos mesmos espaços a fio tivemos por lição
As certezas do intrépido desafio em vencermos
A vastidão dos doídos encantos indomados do mundo.
Outro tempo nos fora gasto no cotidiano desbaste
Daquilo que se desvendara com o surgir das verdades
Tão distintas quanto translúcidas com o passar da idade
Tão carismáticas a ponto de tornarem-se cumplicidade.
Fomos assim perseguindo ilusões e vencendo vaidades
Conquistando a amizade, obedecendo raras vontades
Distantes da subserviência, do ócio, das tolas paixões.
Tornamo-nos generosos, íntimos, prósperos e próximos
Tão comuns como apropriados são os doces sentimentos.
Então descobri que a amara desde o primeiro momento
