Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Uma coleção de poemas deve ser uma farmácia espiritual, onde se encontra medicamentos para qualquer coisa que nos desvie do caminho do bem.
*Palavras o vento leva e se apaga o compromisso, porém quando escrevemos, deixamos registros imutáveis e precisamos ficar mais atentos às nossas contradições! Bem aventurados os corajosos, aqueles que registram publicamente seus posicionamentos existenciais, se expõem as críticas desse mundo, e se mantêm firmes e coerentes na sua linha de desenvolvimento, de idéias, conceitos, princípios e valores!*
Minha consciência, guiada por DEUS, encaminha-me... ;) meus pais, minhas luzes, meus caminhos... meus parentes (incluindo os antepassados), minha estrutura (estrutura), alicerce, apoio... enfim, sou completo... DEUS deu tudo que eu sempre pedi... (...)
Os homens não deixam de fabricar um guarda-sol que os abriga, por baixo do qual traçam um firmamento e escrevem suas convenções, suas opiniões, mas o poeta, o artista abre uma fenda no guarda-sol, rasga até o firmamento, para fazer passar um pouco do caos livre e tempestuoso e enquadrar, numa luz brusca, uma visão que aparece através da fenda. Então, segue a massa dos imitadores, que remendam o guarda-sol, com uma peça que parece vagamente com à visão. Será preciso sempre outros artistas para fazer outras fendas, operar as necessárias destruições, talvez cada vez maiores, e restitui assim, a seus predecessores, a incomunicável novidade que não mais se podia ver.
Jesus te chamou para ser Sal e Luz no mundo certo? Mas porque o servo quer "ser" o "docinho" do mundo? Autenticidade, austeride, valores, ética devem estar incorporados no "ser" sal e "ser" luz.
