Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

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O homem é o inferno de Deus.

Não ouso comparar o homem aos animais; isso lhe seria uma honra.

Há quem ame mais a própria religião do que a divindade que cultua.

O homem é a mais bela das tragédias; fábrica de poesia e horror; o único ser capaz de escrever sobre o amor, e ainda assim erguer campos de extermínio.

⁠Se desejam realmente me matar, não recorram às armas; antes, impeçam-me de escrever. Pois, enquanto houver em mim o desejo de escrever, não morrerei nunca.

⁠Enquanto formos úteis à economia, teremos valor; quando deixarmos de sê-lo, nos tornaremos cadáveres indignos até mesmo de um simples caixão.

O homem não é um monstro — e isso é o mais assustador.

Destruir uma vida é destruir a si mesmo; é apertar o gatilho e matar não apenas o outro, mas também uma parte da própria humanidade.

O criminoso pode estar mais próximo da redenção do que qualquer outro que se julga essencialmente bom.

Somente a prisão pode libertar um homem atormentado pelo próprio crime; enquanto estiver livre, estará preso.

Em tempos de padronização curricular e de cultura dos resultados, a leitura do texto “Currículo, surdez e diferença: sobre cálculos e margens; educação e por vir” (Ribeiro; Uhmann, 2024) nos provoca a refletir sobre a importância de compreender o currículo como espaço de alteridade, diálogo e abertura ao porvir. Uma reflexão necessária e potente para a formação docente.

Inspirados por reflexões de Rita Ribes, reconhecemos a literatura como experiência estética e humana, capaz de transformar quem lê e quem escuta. Quando professores se reúnem para conversar sobre livros, memórias e vivências, fortalecem também sua identidade como leitores e mediadores de leitura.

Que hoje não faltem boas energias, encontros sinceros, música para o coração e motivos para celebrar a beleza de estar viva.

Amar também é aprender a ouvir o que não foi dito, compreender o que o outro não soube explicar e, apesar dos desencontros, ainda encontrar caminhos para o afeto.

Religião e política sempre existem porque nunca falta a principal matéria-prima: gente idiota.

Eu não quero muita coisa. Quero apenas um centímetro de felicidade.

Talvez eu tenha passado tanto tempo tentando descobrir onde chegaria que só agora percebo: eu já me tornei alguém que, um dia, sequer imaginava ser.

Quem tem coragem dialoga, os covardes promovem guerras!

Não há autossuficiência que não precise de um abraço.

"Saudade" é a forma resumida de: Sinto tanto sua falta que não consigo viver sem você.