Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
A cada criança que nasce, brilha o sol da esperança, em horizonte incerto...
(Antonio Cícero da Silva-Águia)
Quando nasce uma criança, brilha ao horizonte, o sol da esperança...
Autor: Antonio Cicero da Silva - Águia
O nascimento de uma criança, trás o límpido brilho, de progressão da vivência...
Autor: Antonio Cícero da Silva - Águia
TRIGONOMENTIRA
Ontem Quadrado paquerou Triângulo
Percebeu que Hipotenusa saiu do Raio
Cateto falou mais alto
Quadrado saiu pela Tangente
Redondamente enganado
Triângulo ficou na água de côco a ver Caymmi
brasil caindo sete
e levantando oito
um vexame para a eternidade
não é perder pra alemanha
mas tomar goleada
todos os dias
da aquelamanha
AMADA
Você conhece todos os meus segredos
Você compreende o meu mais profundo escuro
Você pega na minha mão,
para não atravessar a rua sem olhar para os lados.
Você fica comigo debaixo da cama até o medo passar.
Você sabe da minha potência,
ainda que eu me ache impotente.
Você usa sua língua para me dar diversas lições de amor:
o beijo é um trem gostoso pra danar...
Você acha a minha loucura abençoada
e a minha curiosidade fundamental
Você me colheu como uma flor à beira de um precipício
Você se disfarçou de cega para me tirar da caverna
Você brinca com o meu fogo sem medo de se queimar
Você derreteu o maior dos meus gelos: a timidez
Você quer sempre se esquentar no meu corpo-cobertor
Você esfria os meus ânimos com a brisa da sua calma
Você joga comigo uma espécie de xadrez sem xeque-mate
Você me ama na cama, na fama, na lama...
Você é mais você comigo
e eu sou mais eu com você
Na rua
Guardou o que não entendia no bolso
Abriu a porta
e o medo entrou feito vento
Saiu perdido na rua
sonhando em dobrar a esquina
e encontrar si mesmo
No lugar do lixo
viu tudo que a humanidade perdeu
E a voz que grita com raiva no ouvido das pessoas
mostra que é muito mais fácil acreditar em coisas ruins
OS SINAIS
Quantas vezes acontecem coisas nas nossas vidas, completamente inesperadas, que se fossemos prestar atenção, mudaria todo o rumo da nossa vida?
Mas olhamos para elas de modo diferenciado? Com atenção, tentando entender o que aquilo esta querendo nos dizer?
Muitas vezes tratamos (principalmente os inesperados negativos, que são contra a nossa vontade), como problemas e contratempos.
Porque? Porque queremos que seja FEITA A NOSSA VONTADE!
Mas será que a "nossa vontade" é perfeita? Não poderia haver em nossa vida uma vontade,um plano maior agindo? E ao invés de ao menos analisar novas coisas, novos eventos, como novas e perfeitas possibilidades, já nos jogamos contra a vida : " ..porque pra mim?..." , "é sempre assim..." , "eu não mereço!"...
Aprendi a receber os contratempos inesperados como sinal daquele que É tudo o que existe e que nunca assina suas obras, as vezes ele deixa apenas subentendido: ACASO.
Edolesia.
A verdadeira amizade é como a água cristalina, a verter da límpida sinceridade.
Autor: Antonio Cícero da Silva - Águia
A preguiça é o escudo do miserável, que torna-se em corpo sem alma.
(Antonio Cícero da Silva - Águia)
A vida não nos da coisas: Ela proporciona experiências para que aprendamos algo.
O que faremos com esses aprendizados, que gerarão novas ações, e trarão novas coisas é conosco.
Livre arbítrio é poder.
Mais do que o poder de dizer sim ou não, o poder de poder decidir num simples ato de pensar, aceitar, agradecer, unir ( ou não), construir um destino,uma personalidade, uma vida.
Edolesia Andreazza
O talvez...é um não disfarçado de sim?
É um sim disfarçado de não?
Ou simplesmente a dúvida entre os dois: o sim e o não?
POLÍTICOS
O ladino do polvo toma a cor
Da pedra, areia, ou lodo, em que se deita,
A fim de conseguir, assim, melhor
Caçar a presa que escondido espreita.
Quando ela passa, longe da suspeita,
Esperto, como um tímido traidor,
Na água negro líquido ele deita
Que cega a presa e esconde o caçador.
Políticos também em Portugal
Há que MUDAM DE COR perfeitamente,
Sem quase meio mundo dar por tal.
Mas, quem tem uma vista regular
Está a vê-los por aí continuamente
De olhar attento à CATA DE UM LUGAR.
Coimbra, 20-02-1908
O CLAMOR D'OS SEM TRABALHO
As fábricas encerradas,
Fechadas as oficinas;
Só estão escancaradas
As mil bocas pequeninas,
As mil bocas adoráveis,
Dos filhos dos miseráveis!
É o trabalho um dever
A que o Homem foi sujeito?
Nós julgamo-lo um direito.
Qual será maior pesar:
Pedir pão e não o ter,
Ou não ter onde o ganhar?
