Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
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Arguimos a vaidade alheia porque ofende a nossa própria.
Não podemos ser justos se não formos humanos.
As esperanças, quando se frustram, agravam mais os nossos infortúnios.
Dias de trabalho! Os únicos dias em que vivi!
Ter privança com os que governam é contrair responsabilidade no mal que fazem, sem partilhar o louvor do bem que operam.
Afectamos desprezar os bens que não podemos conseguir.
É preciso que a sociedade tenha ódios para fazer as transformações com que progride, tal como a terra precisa de ser lavrada para ser fértil.
A credulidade e confiança de muitos tolos faz o triunfo de uns poucos velhacos.
Não renunciamos aos bens que nos sentimos capazes de obter.
As leis, no sentido mais amplo, são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas.
O prazer que mais deleita é o que provém da satisfação de uma necessidade mais incómoda e urgente.
Para se executarem grandes coisas, há que viver como se nunca devêssemos morrer.
Alguém a quem prestamos pequenos favores, esperando receber em troca favores maiores.
As desgraças que vigoram os homens probos e virtuosos, enervam e desalentam os maus e viciosos.
Quase todas as monarquias foram instituídas na ignorância das artes e destruídas porque as cultivaram demais.
Não é grande vantagem ter um espírito vivo se ele não é justo.
Os velhos que seguem as modas, presumem rejuvenescer com elas.
A força é hostil a si própria, quando a inteligência a não dirige.
A opinião que domina é sempre intolerante, ainda quando se recomenda por muito liberal.
Aquele que tudo pode suportar, tudo pode tentar.