Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
A perda é a inacessibilidade absoluta. Momentos são fragmentos de incertezas. Rejeições são possibilidades. Erros são professores. O passado é um mercado: entre marcas, escolho o que é necessário, controlo o desejo do que me controla. De tudo que já tive, o que mais me falta é o amor, atenção - irão chamar de carência, talvez seja, melhor dizer o que sinto do que entregar minha vida de bandeja.
Deixa eu te contar uma novidade, do amanhã tenho saudade. Vivi agora uma vida de segundos programados, frames de uma vida orquestrada. Uma escada com degraus que elevam ao céu, da vida sou réu, do quadro o pincel que espelha s tinta, a tela é s vida, percorro veias pelo sangue que circula, sou distração pra vida dura, outro alguém que ocupa espaço e influência, direitos todos temos, mas poucos exercem, muitos se esquecem que a vida tem um porque que não procuramos. Se for busca pelo prazer racionalizar e o que nos impede de viver.
No mundo pós-moderno, ainda vivemos sob o pensamento retrógrado e conservador do pré-renascentismo.
Não venha me dizer o que devo dizer ou fazer, sou eu quem encara as consequências, diminua ao ponto de ser humilde, escutarei sua tese, só não me venha com essa que tudo que é, é o que deve, tudo muda desde o começo de tudo.
Viajo pela velocidade da luz, a mesma que me ilumina e te conduz. Muitos avestruz, pouco alcassus, tem um Diabo atrás de cada cruz, um judas em cada seguidor de Jesus. Flor de lótus seu perfume me fascina, te encontrei em meio a trincheiras na vida, olhei em ti a beleza que existe no vento, leve polimento na jóia mais rara, temporadas infinitas na praia, o homem nasceu com asas, mas é impedido de voar, tudo bem da consciência da pra sentir o peso da inocência em cada olhar, me pessa pra viver eu te pesso pra sonhar. Encontrar no mar lágrima uma lágrima de Deus.
