Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Tudo neste mundo tem um motivo, este momento vivido é precioso, muito mais do que a mente humana possa imaginar.
A filosofia me levou a questionar Deus que era minha única certeza, fui cético ao ponto de perceber que foi isso que ele quis.
Rompi os limites do incompreensível. Administrei a vida sabiamente; me vi com o ego e ele na minha mão; olhei com os olhos de quem vê a verdade nas entrelinhas: de quem respira o sentimento de clareza, que se derrete no amor da tristeza. Frente a versos a beleza fria e quente de um tom rosado que mostra a beleza da natureza, o sol que toca a atmosfera nessa esfera solitária onde Deus habita no centro da alma.
Vou do céu a Terra para firmar meu compromisso com a vida. Lembrar de quando era criança com a mente pura, a essência que é perdida num mundo de alegorias; fixo no crucifixo de quem serve de amuleto, sou o anjo caído expulso do paraíso por querer saber a verdade.
Trago versos dourados que traduzem a beleza da alma, fragmentados entre desejos e afazeres, sublimados pelo valor do amor que supera tudo na atmosfera.
De tudo que já fiz na vida, não encontrei outra coisa se não a mudança. Meu objetivo é o mesmo do cosmos, a organização do Ser.
