Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Sentidos que trazem satisfação, a mente que procura explicação, imagine se tu tivesse todas as respostas na palma de sua mão. Seria fácil sem o fracasso, de que vale à medalha sem o prazer de suportar a batalha e não jogar a toalha? Merecimento em meio ao cinza do cimento, o aço descoberto a milênios por gênios que foram esquecidos pelo tempo, sou meu melhor amigo nos conflitos, às vezes inimigo do que sinto, errar eu me permito, consertar e continuar seguindo, plantar e continuar colhendo, descansar pra continuar correndo, amar pra continuar vivendo.
Essa rima fiz no momento, livre pensamento, vou vasculhar por dentro, não sei se é assim que se faz, mas fiz desse jeito, meu conseito, meu conselho, preciso md ouvir o tempo inteiro, dominar os meus desejos, permitir o que for pleno ingênuo da época da inocência, ciência da arte de viver ser se preocupar em ser, apenas ser o que da vontade, sempre tendo humildade, tudo tem um motivo, a vida se explica em trocadilhos, do milho ao sucrilhos, colonizador ou índio, ateu ou místico, matéria além do algoritmo, ritmo do coração, frases que vem do além, outra dimensão, direção que permite ser feliz ou triste, sem obrigação, permiçao, quem manda é a liberdade, batendo suas asas sobre os problemas da cidade, bons momentos também geram sofrimento na saudade.
O som do silêncio faz eu refletir sobre o que penso, o barulho que vem de fora contrasta com o de dentro, pensamentos, sentimentos, desejos e medos. Tentar eu me atrevo. O problema não é apenas o governo, somos reflexo de espelhos. Viver por prêmio, ser gênio, proêmio ou boêmio? O que quer que seja, no fim da no mesmo, tinta que termina na caneta, resta o tubo descartável, retornável, substituível, se eu pudesse tudo controlar seria um tirano de que nível? Apostar na fé caso não desvie pro bar. Perceber o que me mantém em pé quando me equilíbrio no ar, entender os ensinamentos do sábio, sendo habilidoso, lembrando sempre sempre de sua condição de imperfeição, sendo critérioso.
Quando tu partiu, eu não sabia que era o último adeus. Me preocupo com seu bem estar, só queria saber como você está. Foram momentos de alegria que estão vivos em meu pensamento. Já tentei te esquecer, mas o fato de te ver me faz sofrer. Essa distância corta meu coração, são os segundos sem ti que rompem nossa união. Já me perdi com tanta interrogação, agora eu exclamo que amo o que me faz falta. Sou o som triste da flauta que sai da minha alma, curo feridas rasgando retratos, atos ocasionados, consequências do passado.
"O que é pior do que a morte? Uma morte evitável. E o que é pior que uma morte evitável? Muitas mortes evitáveis, é claro."
Vejo algumas pessoas falando em relacionamento, sempre na esperança de encontrar um bom partido. O problema é que essas pessoas não se preocupam em entender o que é o amor. Talvez por isso continuam nessa busca pelo companheiro, em vês de se autoconhecer.
Vestido de dores, perguntam: o que aconteceu, qual é o problema? a vida, tudo aconteceu; e se o seu desejo é amar, comece beijando as feridas das pessoas.
Uma coisa é você ser sozinho, outra coisa é você estar sozinho, e outra coisa é você se sentir sozinho; ser é cômodo, estar é momento fugaz, mas sentir, dói.
Seres práticos, carismáticos, sou apenas mais um átomo, destrinchei minha consciência, revisitei minha inocência, claro que interessa a procedência. Relembrei de fatos armazenados, minha cabeça pede mais serotonina, dopamina, THC, LSD.
As vezes da vontade de largar todas as obrigações do momento e só se preocupar com uma: aproveitar o agora; em um piscar de olhos a vida vai embora. Estamos envolvidos em tarefas que somos obrigados a fazer, nossa sobrevivência na cidade é o motivoque nos impede de viver integralmente.
Qual sua meta? Ficar rico? Ser aplaudido, ganhar reconhecimento e fama? Salvar o mundo deveria ser nossa única meta, talvez esse seja o sentido da vida.
O sábio reconhece seu erro como parte do aprendizado que guia ao sucesso. O tolo reconhece seu errocomo parte do fracasso que guia ao insucesso.
Quem vive só por dinheiro vive uma vida vazia de significado e sentido: ofuscando suaessência eterna em troca da contemplação de hologramas temporários.
