Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
Fosse eu um poeta genuíno,
Da linhagem nobre dos versos,
Lhe teria escrito um hino,
Com algozes mais perversos.
Na espera dum sono denso,
Mero espectro d’escritor,
É o que sou ao bom senso,
Palavras cunhadas com a dor.
De espreita nesta mente,
É o descaso bem latente,
D'amizade outrora ardente,
Restou o veneno da serpente.
Não se vive um só momento,
Primo o simples e duradouro,
Não o encanto tremendo,
Dos abraços curtos de ouro.
Vai-te toda sorte de maldade,
Nem que custe minha própria sangria,
Que reste somente a saudade,
Aquela que respeite minha alegria.
Já fartei-me do algoz,
Rude escravo do amor,
Agora, quero ficar a sós,
Trazer de volta minha cor.
Fosse outrora a despedida,
Adiaria, outra vez, sua ida.
Agora, já fartei-me desta lida.
Quero o peso da leveza,
O brilho da destreza,
E o desprezo à tristeza.
Outrora o mel era amar,
A nobreza estava em se doar,
Agora é pra mim mui amaro,
Esse ofício ficou muito caro.
Amar ficou mais desumano,
Não passa de um pensar insano,
Do amor tentei me desarmar,
Quão difícil é, porém, desamar!
Amar era uma completude,
O deslizar sobre a amplitude,
Virou jogo de mera destroca,
Um status de gente matroca.
Maldita semente
Na retidão da vida que leio,
há o tortuoso caminho vazio,
do faz de conta, cheio.
De cuja esperança esvazio.
Era um abraço e o sorriso,
além de alguém comumente.
Num pensamento liso,
descobri que ele mente.
Embora tenha outra mente,
vêm da mesma semente.
Volte, felicidade!
Quem é você,
cuja sombra me encobre,
da face nada se vê,
a não ser um hino esnobe?
Fui eu quem te escrevi,
o vil detalhe esculpi,
vi, aos poucos, seu partir,
fugir,
sumir,
sem, ao menos, um sorrir.
Quem furtou o meu cinzéu?
Não achei mais minha pena,
sequer vi mais meu papel.
Inspiração saiu de cena.
Nomearam-lhe felicidade,
coisa estranha e abstrata,
de ti só restou saudade,
preciso ler minha errata.
Quem lhe espantou foi a verdade,
não combinou com minha idade,
a higidez da realidade,
desprezou a lealdade,
em algum beco da cidade.
Volte, felicidade.
No ponto
Isso é um conto?
Se não, existe um ponto?
Entre o acesso
e o excesso?
Tem desconto,
se passar do ponto?
Se ficar aquém,
sou ninguém?
A verdade dói,
corrói,
destrói,
e constrói.
Que verdade?
a minha?
a sua?
ou a da vaidade?
A da vaidade,
ilusória liberdade.
A que põe um ponto,
E não dá desconto.
O médico de branco é fino,
O Jurista de terno, metido.
O policial de farda é exímio,
Advogado com anel, falido.
Médico de meliante é competente,
Advogado de ladrão é delinquente.
Diplomata poliglota é fluente
Advogado que fala latim, arrogante.
Estagiário de engenharia é rico,
Estágio de direito é bico.
[Te Te Te]
"Te quero.
Te adoro.
Te amo.
Te quero na cama.
Te adoro nos sonhos.
Te amo na vida.
Te quero ao meu lado.
Te adoro nos beijos.
Te amo nos abraços.
Te quero.
Te adoro.
Te amo."
Perfil de Tales:
Se alguém perguntasse a Tales se antes vinha a noite ou o dia ele respondia que antes de tudo vinha a noite, depois de um dia.
Dizia que a coisa mais simples é dar conselhos a outras pessoas;
que a coisa mais agradável é ter sucesso e que a mais desagradável é um tirano poder envelhecer;
que o divino é o que não tem nem início nem fim;
que Deus vê os injustos mesmo quando eles ainda estão pensando em fazer a injustiça;
que o falso juramento não é pior que o adultério;
que se suporta mais facilmente a má sorte se percebermos que o inimigo está pior que nós;
que se vive virtuosamente não fazendo ao outro o que não queremos para nós;
que é feliz quem é saudável do corpo, rico de alma e bem educado.
(o que sabemos do filósofo, são informações de outros filósofos, principalmente Aristóteles que o considerava o pai da Filosofia)
Perfil de Tales - 2
Dizia ainda que
precisamos recordar dos amigos presentes e ausentes;
cuidar do nosso comportamento mais que da nossa aparência;
não enriquecer de modo injusto e não cair em descrédito com aqueles com quem fizermos um trato.
Tales sustentava que a morte não é diferente da vida. E se alguém lhe perguntava porque então ele não morria ele dizia que era porque não tinha diferença entre vida e morte.
PALAVRAS
A melhor forma para se entender as palavras
é primeiro apreender a anteder o silêncio das palavras
porque nelas estão tudo o que precisamos saber,
e entre uma palavra e outra, há um espaço
que deixa o silencio falar ao coração,
são as emoções que não pode ser expressadas em palavras.
Questione sobre tudo, mas se não puder questionar escreva.
Pense sobre tudo, mas se não puder pensar escreva.
Pense fora da caixa, mas se não puder pensar inove.
Quem são as ovelhas? As ovelhas são aqueles que são manipulados e não se importam com verdade, são cegos e apenas pensam em seu beneficio próprio.
Quem são os leões? Os leões são aqueles que não se conformam com as mentiras ensinadas pela mídia e pelas instituições religiosas.
"Eu sem vocês
Sou como um barco a deriva no mar.
Ou talvez um barco sem mar.
Ou será um mar sem barco?
Não sei,
Só sei que sem vocês nada sou."
De que vale prometer, garantir
se já não há o que fazer?
.
"De vale um sentimento, uma sensação, uma emoção,
se tudo se perdeu no tempo?
.
De que vale um poeta compor, criar e escrever
se os sonhos já morreram?"
"É verdade,
o tempo passa rápido demais,
e os momentos que juramos não ter fim,
com o tempo se vai."
