Soneto Amor Impossivel

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VISÃO

No cerrado vi um peão a toda brida
Pelos cascalhados da árida estrada
Do meu sonho não entendia nada
Se eu estava na morte ou na vida

Entre folhas ressequidas, adormecida
Uma caliandra, sendo colhida por fada
Em cachos, no beiral da lua prateada
Numa tal tenra pálida beleza já vencida

E nesta ilusão a ele fiz uma chamada
Vós estás de chegada ou de partida?
O tal peão, O Tempo, de sua cruzada

Respondeu: não tenho alguma parada
Levo comigo o podão de toda a vida
A caliandra colhida, é tua infância perdida.

Cantemos pois (fragmento dos Três Contos)

Trôpego à esmo em labirínticas vielas.
Corpo em espasmos devido à frialdade.
Pensamentos inconsistentes à realidade,
São lindas pinturas de feias aquarelas.

São olhos que vêem qual anjo o algoz.
O qual tece a arte tão bem aceita,
"se há o plantio tem de haver a colheita ",
E deixam aos deuses a vergonha por nós.

E choram um brado de ignota agonia.
Se sofrem é de uma mental patologia.
Prefiro a poesia que há no caixão.

Deita ao lixo tua bela sinfonia.
Guarda teu canto, amante da hipocrisia.
Chegada é a hora de cantarmos podridão.

Versos Podres - fragmento dos Três Contos

Quão podres são estes meus versos,
Que quando os recito me vêm ânsias de vômito.
Após o término revivo atônito,
Outrora felizes, momentos perversos.

Me vêm à tona pensamentos submersos,
Estando desperto ou num sonho cômico,
Peço mais um litro de meu forte tônico.
Nos meios que busco tenho resultados inversos.

E o quanto peço, e à quem peço nem sei mais.
Vejo-me abandonado em labirintos desconexos.
Não sou ator e nem participo de meios teatrais.

E me acho nestes sonhos não-complexos,
Pesaroso pelos sonhos não serem reais.
E constato quão podres são estes meus versos.

30/06/2018

Minha rosa é toda flora, reluz!
Colorida, pungente, gradiente encanta e seduz.
O delicado perfume inebria
e um misterioso encanto irradia

Minha rosa garbosa, não chora! ela se ri!
Se ela se ri, também prá mim sorri !
Se reza ou se ora, em toda flora é glamorosa,
Pra rezar e pra sorrir inspirado no encanto da rosa.

Minha rosa parece que chora,
Ora, também comungo com ela, se ela chora ou se ela ora.
Ela de pétalas unidas e eu à fitá-la de mãos caídas.

Minha rosa está formosa, nas pétalas seu brilho é fulgor.
O sol é seu alibi, nele forja-se o próprio encanto e vigor
E aqui nasce o mito da flor!
(ODE À ROSA - meu primeiro soneto ACarlos)

04/07/2018

QUEIRA-ME BEM
Queira-me bem porque o resto tu tem,
vem de mim este ousado querer,
abrindo este novo amanhecer.
Este é o maior bem, meu bem, "te tenho me tens"!

A conjugação é restrita, cabe no exíguo espaço de um simples querer.
Te quero, me queres...
Querer por querer é apenas uma simples medida de ser
mas, amar por amor este sim tem calor.

Na alquimia do amor, o querer vem como desejo de ter,
enquanto o ter se confunde com o ser...
Te tenho, me tens...não apenas sou, somos!

Somamos prazeres e conquistamos lindos amanheceres
"A vida em nós acontece enquanto em nós sonhos florescem
Vivendo sempre este novo amanhecer de calor e amor!"

⁠AREIA DA PRAIA
(Edson Nelson Soares Botelho)

Areia da praia com sua magia
Quanto mistério no seu silêncio
Esconde tantas aflições
E momentos felizes
Mistério do mar que a beija
Levando consigo todos os segredos
Deixando a saudade
E levando a verdade
Mistério do vento que acaricia
Ditando todos os desejos
Transformando sonhos em realidade
Mistério do sol que aquece
E no infinito desaparece
Dizendo que o amor só acontece uma vez

⁠DO OUTRO LADO DA VIDA
(Edson Nelson Soares Botelho)

Paixão da minha vida, tua voz a falar mansamente
Tive a certeza que estava diante de um grande amor
Nunca esquecerei, quando ouvi de ti a frase eu te amo
Foi como um borbulhar de emoções dentro do meu coração

Hoje quando digo eu te amo, e ouço de ti a mesma frase
Sinto essa emoção como se a cada dia, fosse uma vitória
Diante de todas as tribulações, a frase eu te amo
Eterniza no tempo, como um hino da vitória

Superamos todos os obstáculos da vida
Pisamos em espinhos, mas nunca nos deixamos.
Estamos ligados pelo amor para sempre

Eu não quero nunca te perder, mas se for do destino
Que tenhamos que nos separar pela morte
Ficaremos na eternidade, na luz desse grande amor

⁠APRENDIZADO.´.
(Ellen Ketlen)
(Edson Nelson Soares Botelho)

Afirmar o bem negar o mal
Afirmar a verdade negar o erro
Afirmar a realidade negar a ilusão
O uso construtivo da palavra em benefício próprio

Quando a vaidade nos procura
Quando o orgulho nos humilha
Quando a ignorância nos acusa
Quando a crítica nos fere

O silêncio na gentileza do perdão
Esperar o tempo para construir a paz
Arquiteto, Mestres e Pedreiros

Nos três pilares da construção
Na paciência, no tempo e no perdão
Construímos o nosso caminho de luz

⁠CANTO II

Janela d'alma, visão
Íris líquidas pingantes
Longe, longe, coração
Ah, distâncias distantes.

Na ronda teu juízo
Envolto em madeira e terno
No bosque paraíso?
Na floresta inferno?

Se com luz,
Voo alto
Asas de Ismália.

Se na cruz,
Não falto
Mortalha.

⁠Lembranças, que lembrais meu bem passado

Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Pera que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Não me deixeis morrer em tal estado.

Mas se também de tudo está ordenado
Viver, como se vê, tão descontente,
Venha, se vier, o bem por acidente,
E dê a morte fim a meu cuidado.

Que muito melhor é perder a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.

Assim que nada perde quem perdida
A esperança traz de sua glória,
Se esta vida há-de ser sempre em tormento.

⁠A vida é como uma montanha-russa,
nela temos altos e baixos.
Ela pode nos trazer momentos de inércia,
ou momentos de sucesso.

O conceito de vida pode ser complexo,
muitas vezes sem nexo.
Mas às vezes o conceito pode ser simples,
simplesmente ser feliz.

Acontece que a vida passa rápido,
rápido como um trem-bala,
no qual estamos embarcados.

Por isso temos que viver e não ter medo de ser feliz,
sempre buscar as melhores companhias,
e nunca esquecer que somos eternos aprendizes.

Me sinto mal quando olho para o horizonte
E me lembro pelo que me fez passar,
Mas já passou né? tanto faz.
E você não admite, ta certo você ainda mais linda.

Eu não quero ter você aqui mas sinceramente eu necessito.
Você não me quis... ainda sinto falta de você,
penso e retorno a mim, meu amor não me ajude.
E então olho para frente

E vejo o resto da minha vida
E vejo quanto tempo perdi te esperando.
Pensando em você

Mas não quero mais
Quando olho ao horizonte
A vastidão me acalma

Hoje escutei aquela musica
Me Recordei dos Maravilhosos
Momentos curtos e pequenos
Que muito breve passamos juntos!

A NOITE

Oh! jornada negra! O silêncio debruçado
Lá fora... um raio rasgando o céu, espia
A minha alma, teimosa, cheia de porfia
Fria, chuva que cai, molhando o cerrado

No horizonte desfalece a luz do fim do dia
No céu tenebrosa, a lua, e o quarto calado
E só, trevoso e largo, o trovão estardalhado
Troando a solidão da chuvosa noite vazia

Devassa... oh! jornada escura de loucura
Que estardalhaça no peito suspiro fundo
E excarcera o medo sem qualquer ternura

Pobre umbroso de arrelia, e moribundo
O sono, pávido e prostrado de amargura
A noite, chuvosa, faz-se lento o segundo.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 25 de outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

INIMPUTÁVEL

A concatenação do texto é necessária
como cauterizar um sangramento o é
tirando uma hemorroida ou amputando um pé,
e deve progredir conforme a faixa etária.

Outrossim confrontar opiniões contrárias
conduz ao quebra-pau, edificando a fé
de que esta Humanidade é mesmo uma ralé
e vale a pena crer que exista coisa vária.

Porém a coerência é algo coerente,
refutando um sofisma além de insofismável,
pois sempre é sim, ou não, e coerentemente.

Procure terminar de forma inoxidável,
mantendo a hemoglobina azul ou transparente,
e um texto aí está, com siso, inimputável!

Marcos Satoru Kawanami

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Inserida por mskawanami

O GAMBÁ E A CONDIÇÃO HUMANA

Sarnento e definhando em mortuária
postura sorumbática cadente
aparece um gambá noturnamente
lá no pomar da dona Januária.

Em termos de gambá, tem faixa etária
de alguém que já viveu eternamente,
assombração albina e recorrente,
que é mais assombração por ser precária.

Não acho o que me diz o tal gambá,
talvez alguma coisa visceral,
alguma coisa ruim mas sem ser má.

Porém o bicho é feio, e, na real,
convocando a razão mais para cá,
cagaço não define a coisa mal...

Marcos Satoru Kawanami

.

Inserida por mskawanami

CORRENTE

Aplique-se em trabalho virtuoso,
na luz da primavera, o tosco Marcos
zanzando pela Lapa, aos pés dos arcos,
recebe por conselho de um idoso.

Cagou para o conselho valoroso,
beijou a vida de um viver anarco,
remou contra a maré, furado barco
achou de o recrutar, desventuroso.

De déu em déu esteve sem paragem,
a cada porto foi mais tosco sendo,
e o porto calendário na contagem.

Mas, no inverno, de frio estremecendo,
falou “busque a virtude” o néscio Marcos
vendo um rapaz aos pés dos mesmos arcos.

Marcos Satoru Kawanami

.

Inserida por mskawanami

ASSOMBRAÇÃO

Tenho uma solidão, tapera sombria
Assombrada, de sonhos penitentes
Onde anda a ilusão tristonha e fria
Na saudade, poetando os ausentes

E no vazio, a alma sem doce poesia
Tal paz duma sepultura, os poentes
Sois, num entardecer de melancolia
Tatalam as mãos, olhar e os dentes

No silêncio o ranger da imaginação
Pelos cantos os vultos em prantos
Das lembranças, tal qual fiel serva

Que invadem as órbitas da emoção
Soturnos fantasmas e, quebrantos
Segregando o espírito na tênia treva

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

ME PERDI, E ME ACHEI

Não me perdi na imensidão... me perdi
Na melancolia do cerrado. E me julguei
No chão, e da terra então, eu me achei
Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui

Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali
Outros houve, e assim, eu então farei
Caminho, na diversidade, caminharei
Num ardor sublime, na terra araguari

Ah! Ó saudade de cólera tremenda
Os sonhos sonhados agora fugitivos
E as lembranças ao coração inflama

Poetizaram nas rimas desta lenda
A emoção tão comuns dos vivos
Os desenganos os deixo na lama.

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2018
Triângulo Mineiro
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol

Eu vou apagar de mim;
todo esse sentimento inverso;
Na incapacidade de ser vivido;
Guardarei comigo, apenas os versos.

Da menina mais pura que já vi;
O doce encanto que exalas;
Pureza criada pela natureza;
Que fez morada em minh’alma.

O sonho que não passará de encanto;
Onde meu eu perdeu-se em teus encantos;
Sonhando o que não podia viver.

No fascínio do teu ser
Por deveras eu confesso,
tu serás eternamente, o meu mais lindo verso.

Inserida por wesleygiovanny

Desalento

De tristeza minh’alma está completa;
A sentir furadas de espinhos;
Na noite em que me sinto sozinho;
Revendo conversas trocadas com você.
Na impossibilidade de ter, caminhei na contra mão do destino, E agora, eu dissipo meus sentimentos sozinho, escrevendo em folhas;
Pensando em você.

-Wesley Giovanny

Inserida por wesleygiovanny